sexta-feira, 25 de março de 2011

A nossa desgraça

 


(...) Em dois séculos de governo representativo em Portugal, um único político conseguiu suscitar a profunda aversão que hoje suscita o primeiro-ministro: António Bernardo Costa Cabral, que deu o seu nome ao “cabralismo”. É interessante pensar no que (em resumo) um dia lhe disse Fontes Pereira de Melo: “A sua presença (no governo) não ajuda o país, porque o senhor é o problema.” Manuela Ferreira Leite, com outros cuidados verbais, não ficou longe de Fontes, quando explicou o voto do PSD. E, se calhar, não se enganou. A remoção definitiva de Cabral trouxe a Portugal um certo sossego. A remoção definitiva de Sócrates talvez também acalmasse as coisas. Mas, para nossa desgraça, Sócrates continua, e continuará, secretário-geral do PS e não tenciona, nem de longe, ficar quieto. Esta história ainda não chegou ao fim. 


 


Vasco Pulido Valente no Público

4 comentários:

  1. Pois, mas o Costa Cabral, apesar de acusações de nepotismo e corrupção, ainda acreditava num sistema de soberania constitucional inspirado na Constituição de 1822/Setembrista e tinha o apoio da Chefe de Estado, enquanto que o lic. em engenheiro não tem tal apoio, para além de haver dúvidas que acredite em algo chamado "Democracia"!

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  2. Lendo as últimas linhas fica-se a pensar se o VPV estará cheché ou se a repetição não se lhe deve.

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  3. Irmãos Buíças, toca a reunir que temos trabalho para fazer. Expiaremos o nosso pecado.

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  4. Já houve outro pantomineiro que teve que ser corrido e até agora não tem chateado muito. Pode ser que este também acabe por se calar.

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