Na verdade, os cerca de setecentos mil cidadãos que constituem a classe do funcionalismo publico em Portugal, com o seu proeminente poder de influencia eleitoral, só agora aterrou na crise que assola o país real há quase dois anos. O congelamento ou corte entre os três e dez por cento na escala dos seus vencimentos, se outra virtude não tiver, tem a de que coloca diante dos seus olhos, para que servem e como se podem gastar os cerca de oitocentos milhões de euros que serão poupados à sua custa em 2011. É muito salutar que todos os portugueses fiscalizem e se inquietem com a orgia que há trinta anos vem crescendo despudoradamente à custa duma economia cada vez mais frágil e dependente. Por exemplo, aconselha-se que essas contas se façam a começar numa atenta visita a este sítio.
Se bem vejo as coisas, cortes de 3 a 10% nos salários de 700 mil pessoas levam a poupanças de 800 milhões de euros. Isso dá uma média de 1143 € por pessoa. Como é que 3 a 10% de cortes dão esse valor? Mesmo tendo em conta que envolverão também as contribuições do empregador para a segurança social.
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ResponderEliminar1º - Não há 700.000 funcionários públicos. Não sei onde foram buscar os números.
O último censo foi realizado em 1999 no tempo de Guterres.
Mas admitindo que há outras formas de os obter, adianto que em 2005 eram 747.880 (DGAEP); em Junho de 2006 eram 580.291; e dai em diante perde-se o Governo no desgoverno dos números que saltam de 580.291 (2006) para 708.500 (2007), 692.300 (2008), 675.500 (2009) e para menos ainda contando com os 20.000 pedidos de reforma nos três meses de 2010.
A contabilidade deste País em todos os níveis é de “bradar aos céus”!
Que “realidades
ResponderEliminar(cont. do anterior) Mas é claro que nada é para levar a sério neste País - naturalmente estes números variam segundo a inspiração do governo aquando da prestação de "oportunas" declarações; variam ao sabor da inspiração de momento das entidades responsáveis... variam... variam..
A contabilidade deste País em todos os níveis é de “bradar aos céus”!
Que “realidades” se criam, comentam e manipulam com este desconcerto…