Ontem no programa Quadratura do Círculo, pela primeira vez António Costa assumiu um tom crítico quanto à actuação do governo do qual não vislumbra qualquer projecto, como quem está de saída e limitado à gestão contabilística da crise. Foi um original assomo de realismo que não deixa de constituir mais um claro sinal de ruptura depois das declarações de ontem de Pedro Adão e Silva ao jornal i. Eu também não imagino qual seja um projecto socialista, sem gastar o dinheiro dos outros à tripa forra, daí o impasse. De resto suspeito que, pelo espectáculo de ontem em S. Bento, chegámos a um atoleiro e que resta-nos assistir impotentes a um contínuo espectáculo de malabarismos políticos inconsequentes. Ou não?
Agora vamos ter um governo de coligação PS-PSD-CDS, segundo o espectáculo do ontem.
ResponderEliminarAtoleiro há de certeza.
ResponderEliminarE as margens dele afastam-se a cada dia.
Com a cidade de Lisboa no estado em que está, António Costa haveria de ficar na CML das 8 às 23 todos os dias, salvo o domingo, para ver se se consegue evitar a decadência disto.
Sugiro que se observe a praça em que a Casa dos Bicos se insere. Toda em cacos, inclusive o adjacente edifício das varandas, e reluzente, renovada, nobelizada , pilarzada , a Fundação Saramago.
As praças são o melhor e um espelho das cidades. E isto é o que aqui temos...
Também não fazia mal nenhum ao Costa enxergar o estado miserável em que Lisboa se eencontra.
ResponderEliminarUma característica nestes dias de seca é o pavoroso cheiro a urina por todos os cantos das ruas, até da parte mais nobre / central de Lisboa.