sexta-feira, 16 de julho de 2010

Sinais

 


Ontem no programa Quadratura do Círculo, pela primeira vez António Costa assumiu um tom crítico quanto à actuação do governo do qual não vislumbra qualquer projecto, como quem está de saída e limitado à gestão contabilística da crise. Foi um original assomo de realismo que não deixa de constituir mais um claro sinal de ruptura depois das declarações de ontem de Pedro Adão e Silva ao jornal i.  Eu também não imagino qual seja um projecto socialista, sem gastar o dinheiro dos outros à tripa forra, daí o impasse. De resto suspeito que, pelo espectáculo de ontem em S. Bento, chegámos a um atoleiro e que resta-nos assistir impotentes a um contínuo espectáculo de malabarismos políticos inconsequentes. Ou não?

3 comentários:

  1. Agora vamos ter um governo de coligação PS-PSD-CDS, segundo o espectáculo do ontem.

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  2. Atoleiro há de certeza.


    E as margens dele afastam-se a cada dia.


    Com a cidade de Lisboa no estado em que está, António Costa haveria de ficar na CML das 8 às 23 todos os dias, salvo o domingo, para ver se se consegue evitar a decadência disto.


    Sugiro que se observe a praça em que a Casa dos Bicos se insere. Toda em cacos, inclusive o adjacente edifício das varandas, e reluzente, renovada, nobelizada , pilarzada , a Fundação Saramago.


    As praças são o melhor e um espelho das cidades. E isto é o que aqui temos...

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  3. Se ele também se enxergasse...16 de julho de 2010 às 13:44

    Também não fazia mal nenhum ao Costa enxergar o estado miserável em que Lisboa se eencontra.

    Uma característica nestes dias de seca é o pavoroso cheiro a urina por todos os cantos das ruas, até da parte mais nobre / central de Lisboa.

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