É irrelevante que a Constituição da República Portuguesa se mantenha "socialista": o estado social e as prerrogativas assistencialistas ao contrário do que apregoam as virgens ofendidas, depende exclusivamente realidade que como se sabe é uma coisa tramada. O resto é o nosso triste fado e eu preciso é dumas férias.
Quem está a precisar de umas férias é o sr. Passos-Coelho.
ResponderEliminarÉ só ver como já mete os pés pelas mãos, depois de ter percebido que deu um escusadíssimo trunfo a toda a esquerdalha e meteu Cavaco em terrenos desfavoráveis.
Ele que depois não se queixe se o Alegre tiver os votos dos que viram o papão que os vai mandar para o desemprego por razão atendível.
Meu caro.
ResponderEliminarToda a gente gosta de criticar o Medina Carreira, ele há pouco tempo publicou um livro Portugal, que futuro ?, onde estão espelhadas as ideias sobre a impossibilidade do Estado suportar os encargos sociais que assume, precisamente por não ter dinheiro para isso.
A propaganda de pasquim alegrista, é tão irreal como o foram as ideias do PREC e as conquistas de Abril; a minha geração, nascidos na década de 70, paga com a precariedade, os privilégios conquistados pelas gerações anteriores no mesmo Abril de 74, pois o dinheiro não sobra para todos, mas nesta terra, futuro é coisa que nunca existiu, foi sempre relegado para os imediatismos do presente e isso já vem de há muitos séculos.
PPC adoptou as ideias de Medina Carreira, não é inocente que no lançamento do seu livro de campanha, Passos Coelho o tenha convidado.
Chegou a altura de sermos realistas, de olharmos para o nosso bolso e de analizarmos quanto podemos gastar, e durante quanto tempo irá durar a bolha de crédito que a Alemanha, à conta dos seus cidadãos, cede aos países do sul da Europa.
Uma coisa é certa, se isto continua assim, a bolha rebenta, e lá se vão as conquistas de Abril !
Caro amigo João Távora, a CRP surge num contexto histórico de quase-socialismo, em que o elemento marxista-leninista assume um relevo essencial, não era (e me perdoe o Doutor Vieira de Andrade) uma reflexão de um liberalismo moderno, com consciência social, era efectivamente socialista.
ResponderEliminarA actual revisão é mais um caminho para a democracia plena, só tenho pena de não ir mais longe, por exemplo na revogação das normas excessivas sobre os direitos de associações de trabalhadores e afins.
... pois. Vamos de "contexto histórico" em "contexto histórico" até à ruína total.
ResponderEliminarO contexto histórico é relevante, o justice Scalia defendeu várias vezes, contra os próprios conservadores de quem se aproxima, a não inconstitucionalidade de leis, atento ao elemento histórico e à vontade do legislador constituinte quando criou a norma constitucional.
ResponderEliminarA constituição é um fenómeno histórico, resulta da concepção dominante numa determinada sociedade, é isso que a esquerda não percebe, a proposta do PSD é que se aproxima dessa realidade, não a concepção socialista.
Hoje, o Santana das Trapalhadas veio afirmar que o projecto de revisão constitucional do PSD é um presente envenenado para Cavaco Silva, coisa que, aliás, se mete pelos olhos dentro.
ResponderEliminarO que tem mais piada é que Santana já declarou que não vai votar em Cavaco!