domingo, 6 de junho de 2010

A nossa imprensa "livre"

 


Definitivamente a realidade gera acontecimentos que são um grande incómodo para o jornalismo modernaço: atrevem-se a acontecer sem aviso, sem um press release, é o que nos relata hoje José Queiroz, o provedor do leitor do Público. Foi o que aconteceu na Segunda-feira passada, quando uma procissão iluminou a noite no Porto, reunindo cerca de cinquenta mil crentes que percorreram da Igreja da Lapa até à Sé, num mar de velas acesas em honra da imagem da Nossa Senhora de Fátima. Consta que o evento foi inusitado, que há mais de cinquenta anos nada de parecido se via na cidade, para mais com intervenção de individualidades públicas pouco prováveis. Acontece que o mui portuense jornal Público, com o argumento de que “não terá sido avisado”, ignorou liminarmente este sucesso, sendo certamente por mera coincidência a notícia da primeira página subsequente, o almoço entre José Sócrates e os homossexuais.


Já desconfiávamos, mas confirma-se que por estes dias fracturantes o arquétipo duma notícia, mudou definitivamente: para o ser, tem que ser expectável e anunciada, não se vá tornar num incómodo para o redactor, ou pior, contrariar as suas “convicções editoriais”.

5 comentários:

  1. Não tenha duvidas de que o dia do orgulho Gay, ou o dia da parada Gay, ou lá o que seja será noticia nesse pasquim.

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  2. A "desculpa" do sub-director do Público é mesmo só isso: nas últimas semanas havia muito publicidade espalhada pela cidade a anunciar o evento.

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  3. E os do Almoço, já casaram?
    E quem pagou o almocito do Sócrates, com os Gays?
    O Lobby Maçónico caseiro?
    O Lobby Bilderberg Internacional?
    Ou como sempre, os parvalhões dos CONTRIBUINTES? 

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  4. isto nao tem nada a ver com lobbys, so mesmo com tapadice editorial e provavelmente preguica.

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  5. Ai, não?
    Não tem nada a vêr com lobbys?
    Então quem são os donos das Empresas ditas de "Comunicação Social"?

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