João Mariares de Vasconcelos é o autor das duas fotografias, tiradas exactamente do mesmo sítio, com uns 40 a 50 anos de diferença (a fotografia mais antiga, a da esquerda, poderá ter sido tirada pelo pai do autor da fotografia da direita, recente, inegavelmente João Mariares de Vasconcelos).
Quem quiser ir verificar que a ponte da esquerda ainda lá está, pode ir à ribeira da Landeira, Gralheira, São Cristovão de Lafões (o João, que não conheço, conheço uma filha que foi minha aluna, diz que também chamam a esta ribeiro, rio da Teixeira, não sei, sei é que o rio Teixeira que conheço na região passa a Oeste de San Joane (actualmente, São João da Serra), em Conlela, portanto não pode ser o mesmo e, para não confundir, fiquemos pela ribeira da Landeira).
Quando, a propósito de fogos, vos falarem em incendiários, alterações climáticas, ordenamento do território, transformação da paisagem e essas coisas que é costume, mostrem esta fotografia e passem à frente.
Este foi apenas um comentário que resolvi fazer quando vi as fotografias (que reproduzo com autorização do autor) mas na verdade tinha decidido fazer hoje um post sobre a anunciada greve do INEM, no mês que vem.
O que me fez querer escrever sobre uma greve que ainda está para vir, foram os motivos da greve que o sindicato invocou.
O desmantelamento do INEM (uma decisão que cabe ao governo, que será julgado nas urnas por isso, não cabe aos sindicatos impedir), a demissão do presidente do INEM (uma pessoa nomeada por concurso, não cabe ao sindicato querer demitir, a menos que houvesse motivos laborais fortes para isso, por exemplo, chicotear os funcionários todos os dias, violando os direitos laborais dos trabalhadores), e o facto de 100 ambulâncias passarem a ser geridas por outras entidades, mediantes acordos de cedência (uma decisão de gestão que, certa ou errada, não cabe ao sindicato promover ou impedir).
O sindicato pode ter as opiniões que quiser sobre estes três assuntos, pode exprimir essas opiniões livremente, pode fazer pressão (agora chama-se lobbying) sobre quem entender para as alterar, o que não pode é abusar do direito à greve para impor os seus pontos de vista sobre a gestão de uma entidade pública porque não tem mandato de ninguém, nem dos trabalhadores do INEM, para gerir o INEM.
Que isto não seja claro para a direcção do sindicato e para os jornalistas que produziram notícias para isto, não me espanta, é apenas um sintoma da péssima qualidade institucional do país, de que os sindicatos são um bom exemplo.
Claro que fiz um exercício básico, que a imprensa não faz, que consiste em pôr no google o nome do presidente do sindicato, seguido da palavra "candidato".
Bingo!
Candidato autárquico em listas do PS, como o senhor que apresentam como representante dos directores de escola foi autarca em listas do PS, como Joana Bordalo e Sá foi candidata pela CDU, como o Secretário-Geral da CGTP pertence ao comité central do PC, etc., etc., etc..
Que a imprensa ache irrelevante apresentar estes senhores pelo que são, por exemplo, presidente do sindicato e candidato (ou ex-candidato) pelo PS, é uma banalidade que reflecte a qualidade geral da imprensa.

Toda esta fauna devia , obrigatòriamente ao apresentar-se em público , exibir na coleira a indicação da quadrilha a que pertence - mòrmente os bitateiros tudólogos televisivos...
ResponderEliminarJuromenha
Em Portugal, não existem instituições. Estas, para existirem , têm de estar na "cabeça" dos cidadãos. Infelizmente, nesta matéria, na cabeça dos cidadãos portugueses, existe uma javardice completa ...
ResponderEliminarParece-me um simples e meritório caso de polivalência.
ResponderEliminarHomem dos sete-oficios, fura-vidas, etc..
Não tarda nada já é Chefe-de- Gabinete, e logo está na ramp-de-lançamento
São os novíssimos políticos-foguete
A cartilha idiota habitual. Sendo de esquerda não presta, já as opções do biscateiro dos esquemas de Espinho e do grupelho a que chama governo, é que está bem.
ResponderEliminarEnfim, nos EUA também elegeram o Trump, e o resultado lá como cá está à vista.
Por cá só vi algo positivo, a alteração das regras da imigração.
Não me parece que tenha contestado qualquer facto.
ResponderEliminarE já agora não me diga que as suas informações sobre os EUA vêm dos jornalistas "de referencia"...