"exige-se a um executivo que a execute bem, sem falhas e sem que ela seja geradoras de injustiça", escreve uma editorialista de um jornal, "era muito arriscado passar para a generalização", diz o antigo presidente do júri nacional de exames.
Dois bons exemplos de reaccionários que querem passar por prudentes, mas prudente não é quem só decide quando tem a certeza de não cometer erros, prudente é quem avalia os riscos e decide avançar quando se convence de que os riscos são geríveis e compensados pelos ganhos.
A digitalização da correcção dos exames foi conseguida, com erros, percalços, um esforço maior que o estimado, mas está feita e antes não estava.
A situação actual é melhor do que era antes, com uma correcção mais rápida, mais eficiente, mais escrutinável e com uma defesa mais robusta dos direitos dos alunos.
Isso atrasou três dias a divulgação das notas, ou mesmo cinco ou seis, obrigou milhares de pessoas a trabalhar muito mais do que deveria, obrigou a custos acrescidos, criou perturbações e incerteza em alunos e famílias e tudo isso, mas está feita a transição, no essencial (mau fora que não continuasse a melhorar com os problemas que, forçosamente, ainda vão ter de ser resolvidos).
Pretender execuções de processos novos sem falhas é típico de alguém que nunca teve de gerir nada de relevante, adiar decisões até que os riscos sejam irrelevante é típico de quem tem aversão ao risco e, por isso, nunca sai de onde começou.
Dizer que o processo falhou só cabe na cabeça de quem não faz a mínima ideia do que era o ponto de partida e do que é hoje o ponto de chegada (senhores jornalistas, agora que vão deixar de ter o mundial e a novela dos exames, tenho uma sugestão para preencher o espaço vazio que vos aterroriza, uma comparação exaustiva do que era todo o processo de correcção dos exames antes e depois desta alteração).
Um conservador é quem se opõe, ou pelo menos não apoia, mudanças cujas vantagens não consegue ver, sobretudo em situações que, no seu ponto de vista, não são excessivamente negativas no momento.
Reacionários são outros, os que se opõem a mudanças porque trazem riscos, correspondendo a uma larga faixa dos portugueses, grande, sem dúvida, e muito sobrerepresentada nas redacções dos jornais e estruturas partidárias.
Quando se olha para o que é a Comunicação Social em Portugal e se lê o que disse a tal "editorialista", conforme primeiro parágrafo do texto, a conclusão só pode ser que a
ResponderEliminara mulher vive uma realidade paralela.
Na mouche. Touché.
ResponderEliminarEste Governo não pode mostrar medo de fazer reformas.
Iniciou com este processo, com sucesso, ganhou credibilidade.
Próxima pedra, equiparar funcionários públicos ao sector privado. Essencial para competitividade e melhor serviço público
Que bonito linguajar. Mudança, melhoria, risco e afins. O problema são os que tem a vida hipotecada por notas erradas que lhes impedem o futuro imediato.
ResponderEliminarContinua a lenga lenga de que ninguém vai ser prejudicado.
Então para que é que vai ser a famosa segunda fase dos exames, a antiga segunda epoca? Se calhar devido a notas baralhadas há quem vá ter de fazer mais exames do que previa.
Ninguém questiona o metodo que representa uma melhoria se, e só se, funcionar e for fiável, neste momento é tudo menos isso. Até já se fala que para o ano será outra plataforma.
Como tal reduzir os incovenientes ao atraso de alguns dias na divulgação das notas esquecendo-se que muitas estão erradas e dizer que a digitalização dos exames foi conseguida é não querer saber dos desgraçados a quem calharam as notas erradas por motivos vários, como verem o "seu" exame com diferentes caligrafias.
E a cereja no topo do bolo foi a replicação de um processo que no passado ano correu mal com muito menos exames para corrigir.
Mas pronto, os reformistas de trazer por casa acham que é preciso haver risco e insiste-se no está mal até correr bem.
Aguardemos pela pela segunda fase que começa a 21/7 e pela segunda época de setembro para ver como corre.
Vida hipotecada? Tem noção do ridículo do que está a dizer?
EliminarÉ gente adversa ao risco, à mudança, à inovação
EliminarNão querem dar o braço a torcer e admitir o sucesso desta operação, no presente, mas principalmente para o futuro.
Mas faz algum sentido a digitalização de centenas de milhares de exames - o que implica provavelmente mais de 1 milhão de páginas a digitalizar - ?
ResponderEliminarFaçam as provas logo em digital se feito á mão é um problema.
Excelente.
ResponderEliminarOs velhos do Restelo nunca saíram de Portugal.
Conservadores, no sentido literal do termo, são aqueles que recusam admitir o estado calamitoso em que estava o sector da Educação e que agora têm o desplante de criticar quem o tenta reformar.
ResponderEliminarCorreu mal?
Tentativa e erro.
Conhecem??
Totalmente de acordo com Pedro Coimbra 21Jul26/07:34
EliminarComo dizia o saudoso Medina Carreira, o principal problema em Portugal é a falta de vergonha. Onde estavam todos estas carpideiras quando o PCP/FENPROF e sucedâneos fizeram inúmeras greves e boicotes de toda a espécie às avalições e aos exames?
ResponderEliminarEsta gente não tem mesmo um pingo de caráter e vergonha na cara. Nomeadamente a dita 'comunicação social' a mais o nacional comentarismo que transformaram numa fossa séptica.