quarta-feira, 22 de julho de 2026

Grossa asneira

"Grossa asneira" foi como um amigo meu classificou o que fizeram Fernando Alexandre e Alexandre Homem Cristo.

Quando perguntei qual era a grossa asneira, a resposta, perfeitamente natural em quem tem filhos metidos na embrulhada foi a seguinte: "atrasos, stresses, imprevisibilidade, escolas abertas até à meia-noite, professores a trabalhar ao fim-de-semana, alunos a correrem para se inscreverem, alunos a terem de fazer a 2.ª fase sem saber o resultado da primeira, notas suspensas, pautas retiradas e voltadas a colocar, erros em notas de múltiplas disciplinas, caos nas secretarias das escolas, filas infindáveis, informações contraditórias".

A resposta é compreensível, mas não diz nada sobre se foi feita grossa asneira, apenas diz que há maus resultados em muitos aspectos, bem resumidos acima (apesar de alguns me parecerem vagos, como "stresses", outros indesejáveis mas correntes, como "professores a trabalhar ao fim de semana" e outros mais substanciais ", como "notas suspensas, pautas retiradas e voltadas a colocar").

Para saber se há grossa asneira é preciso saber o que se pretendia com as decisões tomadas e se o objectivo foi atingido, gerindo razoavelmente as circunstâncias supervenientes.

O objectivo, que era um ajuste do objectivo do governo anterior (o governo anterior queria digitalizar todo o processo de exames, começando pela própria execução digital dos exames pelos alunos e este governo decidiu ir mais devagar e digitalizar apenas o processo de classificação), era o de digitalizar o processo de classificação dos exames e o objectivo foi atingido, com agrado geral dos classificadores (não com o que aconteceu, mas com a mudança de processo).

O processo de transição correu mal, aparentemente numa questão relacionada com a leitura dos QRCode que teve um efeito de bola de neve ao ensarilhar o fluxo do processo - não me meto nessa discussão - o que teve os efeitos (ou boa parte dos efeitos) listados acima é certo, mas longe do que se define como caos (um estado de completa desordem, confusão e ausência total de organização).

Se houvesse caos, ou seja, ausência total de organização, não teria sido possível identificar os erros, encontrar a sua origem e corrigi-los, mantendo o processo com níveis de integridade muito elevados, isso não se faz onde existe caos, pelo contrário, faz-se onde existe organização suficiente para responder a problemas que possam surgir.

Aos que acham que isto não podia ter sido assim, sugiro a leitura de "Crime e castigo", de Dostoievsky ou, se não vos apetecer, a sua versão cinematográfica por Woody Allen, "Match point", para se lembrarem dos efeitos brutais que pequenos acasos podem ter.

Para quem como uma senhora do Observador, não gosta de ler ficção porque a vida é mais interessante, conto uma pequena história quase esquecida.

Vários  dos jornalistas mais considerados do jornal mais importante do país aliaram-se a um dos homens mais ricos de Portugal, dono de um dos principais grupos económicos do país, para fundar um jornal diferente dos outros, em muitos aspectos.

Tudo foi programado para o dia 2 de Janeiro de 1990 (a um de janeiro não se publicam jornais, portanto o jornal começaria quando começava o ano) e mesmo, mesmo antes do momento de lançamento, os promotores do jornal adiaram o seu lançamento para o dia 5 de Março, imprimindo a que seria a primeira edição para testar as máquinas, mas sem a fazer sair.

Fizeram asneira grossa?

Claro que não, o jornal, que se chama Público, ainda por aí anda, mais de trinta e cinco anos depois, continuando a dar prejuízo e a queimar capital do accionista, apesar de, como acontece em processos complexos, se ter verificado, mais uma vez, como em dezenas de processos em todo o mundo, que a probabilidade de haver problemas quando se fazem coisas diferentes é muito maior do que quando apenas se faz o que sempre se fez.

52 comentários:

  1. "Para saber se há grossa asneira é preciso saber o que se pretendia com as decisões tomadas e se o objectivo foi atingido"
    Se o objetivo era lançar o caos na vida de milhares de pais, alunos e professores, então o objetivo foi conseguido.
    Parabéns a todos os envolvidos!!!
    A sua cruzada em defesa do atual governo causa vergonha alheia.

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    1. O objectivo era a digitalização do processo de classificação de exames. O que causa vergonha alheia é ver que há pessoas incapazes de perceber uma coisa tão simples que precisam de fantasiar outros objectivos.

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    2. A digitalização foi mal feita, tal como a classificação. Os alunos não confiram no sistema e há centenas, talvez milhares, de provas trocadas. Se isto não é um falhanço, então não sei o que é um falhanço.

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    3. Que disparate, neste momento não há milhares de provas trocadas e ainda nem sequer abriu o período de candidaturas.
      Que estupidez

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    4. O objectivo de lançar o caos é o que se faz nas greves, nomeadamente nas da educação. Tornar a vida de alunos e famílias num inferno para, dessa forma melhor chegar aos objectivos 'salariais'; uma forma despudorada de extorsão (se as perturbações nas avaliações fossem na sequência de uma grevezita, não teríamos aqui o Anónimo militante dos coitadinhos, a rasgar as vestes ...).
      Ora esta situação, não tem comparação. Não há extorsão. Há a entrada de um novo processo. Teve confusão? Sim teve! Não há nenhum processo de mudança que não tenha, no inicio, perturbações.

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    5. O objectivo era a digitalização do processo de classificação de exames.

      Certo. Esse objetivo foi alcançado, mas com muitos erros (provas incompletamente digitalizadas, mistura na digitalização das provas de um aluno com as de outro, etc etc etc.). Não se pode propriamente dizer que, em termos estritos do alcançar do objetivo, o processo tenha sido um sucesso.

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    6. O período de candidatura começou no dia 20.
      Candidataram-se 300 alunos.
      No.ano.passado candidataram-se 10 mil.
      Parabéns pelo.spin

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    7. O que é que interessa o número de alunos que se inscrevem no primeiro dia?

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    8. O numero baixíssimo de candidatos no primeiro dia serve para aferir o grau de confiança no sistema.
      Acha que uma quebra desta natureza se deve a quê?!

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    9. Deve-se ao processo ter sido confuso, para aferir isso, mede-se no fim do prazo de candidaturas.
      Que estupidez

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    10. No fim?!?!
      Os miúdos que querem ir para a universidade publica (diria 99%) vão ter de passar pelo concurso. Portanto, será sempre um sucesso coreano.
      Parabéns pela desonestidade. Não está mal, para quem se preocupa tanto com processos.

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    11. Que grande burro. Então a percentagem do primeiro dia tem um significado enorme e já sabe que a percentagem no fim vai ser 100%?

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  2. Centenas ( talvez milhares) de alunos com provas trocadas e ainda encontra argumentos para defender o ministro?!.
    Tem noção de que estamos perante a maior fraude administrativa da nossa história?

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    1. Se acha que há uma fraude, apresente queixa no ministério público. Se não sabe se são centenas ou milhares com provas trocadas, é porque não sabe nada do assunto.

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  3. É inegável que nos exames houve confusão e desorganização, daí a Caos ainda vai uma distância.

    Já me esquecia; houve também uma grande dose de oportunismo reles da Comunicação Social, mas quanto a essa parte já desisti.

    O Ministério tem agora é de nomear um Grupo de Inquérito, apurar em pormenor o ocorrido e corrigir procedimentos para prevenir o futuro

    E assegurar que nenhum aluno foi prejudicado






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  4. A asneira só é grossa pelo engrossamento que os jornalistas e comentadores fizeram dela.
    Não temos jornalistas.
    Temos Taxistas e Taberneiristas.
    Os que resolvem tudo à taxista e os que criticam tudo e todos como os Taberneiristas sem solução para nada a não ser botar abaixo

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    1. Esse argumento está estafado.

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    2. Lá estafado está mas lamentávelmente, continua válido

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  5. Já percebi que é acionista da Sonae, tal a preocupação com a queima de capital por parte do Publico.

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    1. Que o Público queima capital do accionista é um facto, não é uma opinião minha

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    2. De entre os milhares de trabalhadores que a Sonae tem, as dezenas de trabalhadores do Público são uma minoria irrelevante. Ou seja: as despesas da Sonae com esse jornal são de pouca monta face às despesas totais do grupo.
      Eu sou acionista da Sonae e não me importo muito com o Público, porque os dividendos que a Sonae distribui são ainda assim razoáveis (dividend yield de 3% este ano, porque o preço das ações subiu muito, mas em anos anteriores foi de 5%).

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    3. Queima capital a troco de nada?
      É apenas caridade, carolice, serviço público?
      Custa perceber como os accionistas deixam passar em claro estd desperdício

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    4. O que é que lhe interessa o que os accionistas fazem ao dinheiro? É deles, fazem o que quiserem, pelas razões que quiserem

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    1. Onde é que foi buscar a informação de que a fome, seja onde for na URSS, diminuiu com essa medida e que a produção aumentou?

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    2. Onde é que foi buscar a informação de que a fome, seja onde for na URSS, diminuiu

      Não interessa,. isso era somente um parênteses. Esqueça.

      O que interessa é a frase "não basta saber se o objetivo foi atingido. É preciso também saber a que preço o foi, e se esse preço não poderia ter sido menor se as coisas tivessem sido feitas de outra forma."

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    3. É necessário incluir os Gulags e a mão de obra voluntária á força, nos Custos de Produção




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    4. Apresenta um argumento que não é válido como fundamentação para a sua opinião, e quando se verifica que o argumento não tem pés nem cabeça, em vez de mudar de opinião, diz que afinal a fundamentação não interessa

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  7. E evidente que foi grossa asneira. Erro que afecte centenas de milhares e pessoas é um grande erro(s).

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    1. Não, como a cegueira do Henrique.

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    2. A minha cegueira afecta alguém? Nem eu dou por ela, como é que afecta alguém?

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    3. DDT teve beneficious significativos além dos problemas, já isto quais foram? o ministro demonstrou algum beneficio significativo?. qual o interesse de investir nisto a não ser usar a palavra digital e mostrar que se é moderno? quanto se poupou em custos? os exames foram classificados de maneira mais rápida? usou-se menos recursos do ministério e entidades exteriores?

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    4. A sua cegueira está a atingir proporções divertidas.

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    5. E falar com os professores classificadores para saber quais são os benefícios

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    6. Ninguém refuta os benefícios. O que se refuta é o processo e a forma com que o mesmo decorreu - desastre.
      Já agora, o Henrique que gostava tanto de processos quando o governo era de esquerda está, agora, amarrado aos benefícios. Curioso...

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    7. Claro que há quem refute os benefícios, ora leia o comentário inicial que deu origem a estes outros

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  8. Obrigado por divulgar a verdade dos factos, sem teorias ou ideologias.

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  9. Estou na área de TI e a minha vida seria bem melhor caso os utilizadores fossem compreensivos como o hps em vez de berrarem e fazerem queixas quando algo não funciona de imediato e a 100%
    Tem de haver tolerância ao erro

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    1. Diria que a tolerância ao erro deve ser zero, mas percebo o que diz, intolerância ao erro não é pôr-se a gritar que há um erro, é identificá-lo, levá-lo a sério e resolvê-lo

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  10. Um exemplo ao calhas que isto é como as cerejas: diz o.ministro que houve erros na digitalização.das folhas de continuação porque quem digitalizou não o fez da forma correcta. E quem o fez sabia qual a "forma correcta"? Se não houve formação, manuais, a comunicação de procedimentos claros a todos os envolvidos? Para alguém da área da gestão, convenhamos que não parece reunir os requisitos mínimos para dirigir uma pme, quanto mais para liderar o me.

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    1. Quando se dão exemplos ao calhas, o mais natural é que se dê um exemplo que não tem qualquer relação com a realidade e, portanto, seja um exemplo inútil. O principal problema é de software, na identificação dos QRCODE.
      Isso gerou muitos problemas, obrigou as pessoas a trabalhar sob stress e isso, naturalmente, aumenta os erros humanos, mas o problema principal não está aí.
      O ministro é economista, e professor de economia, não é gestor, de formação.

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    2. Ao contrário do hps, não estou ao corrente dos detalhes do processo, por isso não posso aferir se foi bem, mal ou feito no joelho
      O que é claro, e falo por experiência própria, é que há 2 grupos: correu tudo bem calem a boca; e correu tudo mal tudo prá rua e faz de novo.
      Pelo que tenho ouvido de fontes internas, houve várias situações que não foram pensadas ou acauteladas, desde a nabice do "usuário" a questões que funcionam com papel mas não passam em sistemas informáticos.
      Se for verdade que o piloto falhou e mesmo assim seguiram em frente (o que não duvido, falo com empirismo), é algo que tem de ser explicado com detalhe. E quiçá levar a demissões

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    3. A ideia de que o piloto correu mal está muito divulgada, o Ministério diz que não é verdade

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    4. Como "não tem relação com a realidade" se foi o próprio ministro que deu este exemplo? Isso não invalida o problema de software, apenas ilustra como o problema tem muitas "dimensões", como diria o ministro, o que obrigaria a uma cuidadosa planificação e articulação que, claramente, falhou redondamente. Excepto talvez para os adeptos da teoria do caos.

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    5. Sobre o piloto o ministério já disse coisas contraditórias. Por ordem cronológica: que não havia relatório (ministro), que havia relatos orais de que correra bem (secretário de Estado), que esses relatos são escritos (ministro)... Talvez sejam... relatórios, sr. ministro?...

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    6. Não tem relação com a realidade porque embora haja erros de digitalização, o origem dos grandes problemas não é essa (os erros de digitalização existirão sempre, foram evidentemente potenciados pelo facto das pessoas estarem a trabalhar sob pressão, por causa do tal erro crítico).
      Não existe um relatório de avaliação do piloto, mas existem informações e essas informações estão escritas, qual é a contradição?

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    7. Assistiu à entrevista com Vítor Gonçalves? O SE tinha falado em relatos orais, num registo quase de informalidade, talvez não querendo comprometer-se. No dia seguinte, na entrevista, o ministro assegura que esses relatos são escritos. Aguardo com expectativa a divulgação desses relatos e também auditoria que o ministro iria pedir, intenção da qual ontem já não se mostrava tão convicto.

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    8. Está enganado, quem falou em relatos orais e informais foi o anterior presidente do Júri Nacional de Exames, que tem sido desmentido pelo ministério.
      Só quem não tem a menor noção de como funciona a administração pública é que acha que não há informação escrita sobre o piloto.

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    9. Peço desculpa, não sei se o ex-presidente do JNE também o disse, mas eu vi e ouvi Alexandre Homem Cristo, o SE, a afirmá-lo numa entrevista jornalística, informação que aliás Vítor Gonçalves usa para colocar a questão ao ministro.

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    10. Pode dar-me a ligação para essa entrevista? Estou mesmo interessado

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  11. Creio ter lido que o primeiro homem a conduzir uma máquina autopropulsada, (mais monstrengo que automóvel) morreu quando a coisa, impossível de parar acabou por ir ribanceira abaixo.

    Na sequência do incidente chegou-se á conclusão que era de toda a conveniência, ter um dispositivo que parasse a coisa e foi inventado, na verdade adaptado, o travão.

    O mesmo aconteceu na aviação.

    Aqueles dois irmãos americanos, os grandes pioneiros, só depois de alguns voos/saltos, com grande instabilidade lateral, perceberam que seria de grande utilidade ter um leme de direção.

    As coisas simplesmente, por mais que se tente, não nascem prontas e acabadas.

    Por mais que se faça e por muito grande que seja a Competência, há defeitos que só se revelam na estrada.




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Ainda sobre a discussão sobre pensões

Insisto que sobre questões de substância, não sei o suficiente para ter opiniões (tenho intuições que se aproximam de opiniões, mas conheço ...