"Questionada sobre os dados relativos à atividade assistencial nos dois primeiros meses do ano (que mostram uma quebra nas cirurgias e consultas hospitalares e nos centros de saúde em relação ao período homólogo de 2025), a ministra da Saúde defendeu “que os números indicam que o SNS não está a falhar”.
“Houve uma diminuição da atividade assistencial cirúrgica médica”, admitiu Ana Paula Martins, explicando a evolução com a gripe e o inverno. “A razão pela qual temos esta descida foi o pico da gripe e o inverno rigoroso”, disse a ministra, não referindo que, neste inverno, o pico da gripe foi atingido ainda em dezembro".
Apresento-vos Tiago Caeiro, o senhor que escreve sobre saúde no Observador.
E quando escreve, já sei o sentido geral do que escreve, porque se caracteriza por este "não referindo que, neste inverno, o pico da gripe foi atingido ainda em dezembro" com que passa instantaneamente de jornalista a agente político que desmente a ministra de quem não gosta.
O que verdadeiramente me cansa é a sonsice, porque o senhor continua: "“Os impactos do inverno têm efeito durante mais algumas semanas, temos internamentos complexos. Neste período, a pressão assistencial aumentou”, disse a ministra, ressalvando que, “relativamente a 2023, todos os indicadores assistenciais melhoraram”".
Ou seja, a frase idiota que transforma o jornalista em agente político é completamente irrelevante, está implícito nas citações que faz da ministra que a ministra não só não está a esconder que o pico da gripe foi em Dezembro, como está a explicar que, mesmo sendo assim, os efeitos da gripe e do Inverno este ano foram maiores nos dois primeiros meses, que em 2025.
A ministra pode estar a aldrabar, isso eu não sei, que não fui verificar os dados, mas Tiago Caeiro também não foi, ou se foi, esqueceu-se de nos informar a que conclusões chegou (a minha convicção é que foi ver os dados, viu que a ministra tinha razão e, por isso, calou-se, que dar razão à ministra é contra a sua religião).
nunca se diz que na saúde aumentou o nº de utentes imigrantes.
ResponderEliminarmuito menos que em medicina «numerus clausus em Portugal é o sistema que limita o número de vagas no ensino superior público, fixado anualmente pela . Introduzido em 1977 para regular a oferta e manter a qualidade, este regime define o (CNA), determinando as notas mínimas de entrada, frequentemente elevadas. [1 (https://www.novasbe.unl.pt/pt/cursos/candidaturas/licenciaturas/concurso-nacional-de-acesso), 2 (https://dges.gov.pt/en/node/381), 3 (http://www.dges.gov.pt/guias/detcursopi.asp?code=1108&codc=9813)]» e que por isso existe falta de médicos.
A profissão está tomada por activistas. Não existe outra profissão que tenha o problema de a maior parte dos seus profissionais a terem escolhido para não o serem.
ResponderEliminarO homem deve fazer parte dum "jornalismo" que tem prosperado e começou a ficar pior, para aí desde a altura do Sócrates (1)
ResponderEliminarCaracteriza-se por dizer uma meia verdade e partindo daí, ir pincelando em tons cada vez mais escuros e sombrios.
Para além de deprimente parece um bocado suicidário, mas se calhar quem corre por gosto não cansa
Note-se esta frase:
ResponderEliminarO jornalista fez doi doi à ministra, foi?!
ResponderEliminarO Henrique está a dar tudo na missão de defender o actual Governo.
Já agora, quanto custa aos contribuintes a sua prateleira doirada no ICNF?
A única acção meritória, chamemos-lhe assim, daquilo que na paróquia passa por jornalismo, é o ter conferido dignidade, por comparação , à mais antiga profissão do mundo...
ResponderEliminarJuromenha
Nem é tanto por activismo.
ResponderEliminarParece que é simples falta de imaginação e muito analfabetismo á mistura.
Creio não ser errado dizer, que fazendo mal, se gasta a mesma energia que fazendo bem, e o trabalho é igual.
Mas na hora de escolher eles não resistem.
Simplesmente não resistem e fazem mal
Já é um automatismo
Doirada? Nunca dei por isso
ResponderEliminarTambém não tenho dados concretos mas partilho da convicção exposta no texto.
ResponderEliminarNoblesse oblige
ResponderEliminarO Observador é um projecto de intervenção política na sociedade portuguesa, não é propriamente “jornalismo”, como o autor do post sabe muito bem. Como tal, e à imagem dos partidos, também tem dissidentes…
ResponderEliminarÉ isso. De "jornalismo", no sentido marxista-leninista do termo ("a verdade a que temos direito"), temos o exemplo do tratamento dado hoje à morte de Carlos Brito. Para a rádio pública e para a LUSA (cujos despachos são reproduzidos "ipsis verbis" por quase toda a imprensa), a notoriedade e o mérito do hoje falecido Carlos Brito reportam-se ao que fez durante a ditadura e nos anos que lhe se seguiram (sic "O histórico dirigente do PCP, Carlos Brito, morreu hoje aos 93 anos", "Morreu Carlos Brito, ex-braço direito de Álvaro Cunhal", "Seguro recorda Carlos Brito como figura incontornável da resistência anti-fascista" - falta o resto). Excelentes títulos se Carlos Brito tivesse morrido no século passado. Vale-nos o "projecto político" do Observador, para, de facto, dar a notícia actualizada, que destaca o que distingue o Homem da multidão: "Morreu Carlos Brito: o histórico comunista que rompeu com Cunhal para se afastar de Lenine".
ResponderEliminarCaro Anónimo de 18;39
ResponderEliminarNão estará a confundir alhos com bugalhos ??
ResponderEliminaro histórico comunista que rompeu com Cunhal para se afastar de Lenine
Mas o facto é que o comunismo é, por definição, leninista. É ridículo querer um partido comunista que não seja leninista.
Se se é de extrema-esquerda mas não se é leninista, então não se é comunista, mas sim anarquista.
ResponderEliminarAo fim e ao cabo, é muito simples: para enfrentar uma gripe não são necessárias cirurgias nem consultas médicas, mas tão-somente cuidados de enfermagem.
Se muitos enfermeiros (e médicos) estão ocupados a tratar de pessoas com gripe, então haverá menos disponibilidade no hospital para efetuar cirurgias e consultas médicas.
Quer dizer que uma das minhas netas esteve internada umas semanas, quando tinha um mês, quando podia ter tido apenas uns cuidados de enfermagem?
ResponderEliminarOu que não há gripes a evoluir para quadros clínicos complexos, com pneumonias resistentes a antibióticos e coisas que tais?
Se um trabalhador, seja de que escalão for, executar mal o seu trabalho, a adm/direcção e/ou os accionistas, logo tratam de puxar as orelhas ao dito, e, em caso de reincidência, algum reflexo terá na sua avaliação periódica e, quiçá, na carreira. Isto é o que é suposto acontecer numa empresa gerida com a elementar lucidez. Perante os compulsivos atropelos ao código deontológico do jornalista, o sector empresarial jornalistico parece reger-se segundo príncípios insondáveis... Uma 'case study', no jargão académico...
ResponderEliminarPor isso é que todos os partidos comunistas que deixaram cair (ao menos para fora) o leninismo escolheram todos nomes fofinhos, como "Die Linke", "La France Insoumise", "Sinistra Italiana", "Podemos", "Sumar", "Livre", "Bloco de Esquerda", etc... Só mesmo uns abencerragens é que continuam a usar o termo "comunista" - que, em grande parte da Europa (curiosamente aquela onde os comunistas mandaram mais de 2 anos) tem a mesma conotação de "nazi".
ResponderEliminarFaltou-lhe dizer que DGES e OM estavam em 1977 na mão da maçonaria como, suponho, ainda hoje estejam.
ResponderEliminarSe fosse incompetência esta não cairia sempre para o mesmo lado.
ResponderEliminarFoi um "incidente" na marcha contra o aborto ou foi um "ataque" contra a marcha?
O Fidel Castro foi um Líder mas o Augusto Pinocher foi um Ditador?
ResponderEliminarNão quero dizer nada disso.
Se a sua neta esteve internada, foi precisamente para ter cuidados de enfermagem mais assíduos.
Grande Oriente Lusitano, Rua do Grémio Lusitano, 25
ResponderEliminarBarreirinhas só tinha braço esquerdo
ResponderEliminar
ResponderEliminarClaro que está. A dúvida é se é ou não propositado.
Ele sabe perfeitamente que o hps é um defensor de um mercado laboral flexível, com despedimentos facilitados, que se estenderia, caso Portugal não fosse um sistema marxista, ao funcionalismo público, e que é um detractor do sistema actual em que público e privado não são equiparados nas condições laborais.
Depende que latitude damos à definição de comunismo, se for lata até pode existir Comunismo Liberal - uma comuna é só feita por pessoas que concordam e não obriga mais ninguém e as que entraram podem sair livremente se o desejarem. Digamos que o mais parecido que me lembro foram os kibbutz em Israel.
ResponderEliminarBoa tarde, em relação às listas de espera nunca se refere a influência das greves.
ResponderEliminarPor experiência sei o que isso significa, no início de julho de 2017 fiz um cateterismo de diagnóstico. Em resultado do qual o médico me informou da necessidade de ser operado ao coração se eu aceitasse claro, disse que sim, o médico apontou como data provável entre a primeira e a segunda semana de agosto.
Sou de Braga e este exame foi realizado no hospital de Braga, a informação seguiu para o hospital de São João no Porto.
Mas começou um carrossel de greves, comecei a receber chamadas do São João, a sua intervenção cirúrgica foi adiada não saia de casa. Essa greve correu sucessivamente por médicos enfermeiros técnicos de imagem e sei lá que mais.
Posso garantir que estive num confinamento mais rigoroso do que durante o COVID, acabei por ser operado em salvo erro, 18 de janeiro de 2018. Talvez por motivos de ansiedade e por o médico que me fez o exame me ter dito, que se tivesse alguma coisa viesse imediatamente de ambulância para o hospital, nesse tempo foi inúmeras vezes às urgências.
Esta semana uma minha irmã tinha uma pequena cirurgia de ambulatório na segunda feira, dia de greve que foi cancelada e pela primeira informação passou para o fim da lista.
Sempre que na televisão vejo e ouço alguém a dizer que fazem greve pelos doentes. Fico podre. Têm direito a fazer, duvido da moralidade e razão de algumas mas nunca é pelos doentes mas por eles.
Desculpe este longo discurso mas faz bem desabafar
Qual enfermagem, que disparate, precisou de cuidados médicos diferenciados porque aquilo evoluiu para uma coisa mais complicada
ResponderEliminarCorrecção: Pinochet.
ResponderEliminarNão são princípios insondáveis, o sector empresarial jornalístico existe para fazer politica, não existe para fazer jornalismo.
ResponderEliminarO jornalismo- por isso a politica - substituiu a religião como árbitro moral, isto atraí pessoas mais empenhadas em definir como outros se devem comportar e que querem mais controlar os outros. A esquerda é a ideologia que mais tem mais prescrições por via politica, por isso o jornalismo atraí mais pessoas de esquerda.
Hoje ver o telejornal substitui a ida á Igreja, os jornalistas substituíram os padres como árbitros da moral e escolhem palavras como protesto vs ataque, explosão vs ataque, incidente vs ataque, activista vs extremista, lider vs ditador, investimento vs gasto, apaixonado vs polémico, e o famoso "grátis" mesmo que seja pago pelos contribuintes para definirem a moral de esquerda como a moral que arbitra a sociedade.
Concordo consigo, caro lucklucky! Normalmente, sou parco nos comentários, mas não posso estar mais de acordo! No caso dos privados, só o facto de saberem que podem contar contarem com a caridade do contribuinte, se consegue entender o desígnio - "
ResponderEliminar