Dois indivíduos fazem um contrato entre eles, de prestação de serviços, em 2021 ou 2022.
Quem compra é um empresário que está a usar o seu dinheiro da melhor forma que entende, quem vende é um político na mó de baixo, que vai fazendo pela vida quando a política lhe é madrasta.
Em 2020, o político na mó de baixo candidata-se a presidente do seu partido, e perde, ou seja, continua na mó de baixo.
Em 2022 outro partido tem uma maioria absoluta que em princípio lhe garante a ocupação do poder até 2026 e, na sequência dessa maioria absoluta o político na mó de baixo ganha o seu partido, que continua na mó de baixo, visto que o seu principal adversário partidário tem uma maioria absoluta que lhe garante a ocupação do poder por quatro anos.
O político na mó de baixo em termos nacionais, mas agora na mó de cima do seu partido, resolve afastar-se da actividade empresarial, que entrega à família, razão pela qual a actividade empresarial afunila num sector específico, o da protecção de dados, perdendo todos os clientes relacionados com actividades consultoria empresarial.
Aparentemente, a julgar pela generalidade da imprensa, a esquerda e os comentadores de direita que só dizem coisas de esquerda, este afastamento empresarial foi só uma fachada para disfarçar a continuação da actividade empresarial e o favorecimento dos empresários que, em 2021 e 2022 lhe contrataram consultorias e que se afastaram quando o político passou da mó de baixo para a situação dúbia de estar na mó de cima partidária e na mó de baixo nacional, onde outro partido ia ocupar o poder quatro anos, por ter uma maioria absoluta.
Como é evidente, estamos em presença de gente muito matreira, que contrata serviços a políticos na mó de baixo em 2021 e 2022, à espera que o dito político ganhe as eleições de 2026 e vá a correr adjudicar-lhes refeições e serviços de informática.
Quem costumava ter esta lógica da velha fábula de Esopo eram apenas os partidos de protesto e, dada dificuldade de assentar a lógica de acção política na imoralidade, quando as coisas não são sentidas como estando muito más, tinham votações marginais.
"- O que é que desejo? Mas é evidente, meu malcriado! Não vês que ao beber me turvas a água? Nunca ninguém te ensinou a respeitar os mais velhos?
- Mas... senhor? Como pode dizer isso? Olhe como bebo com a ponta da língua... Além disso, com sua licença, eu estou mais abaixo e o senhor mais acima. A água passa primeiro por si e só depois por mim. Não é possível que esteja a incomodá-lo! - respondeu o cordeirinho com voz trémula.
- Histórias! Com a tua idade já me queres ensinar para que lado corre a água?
- Não, não é isso... só queria que reparasse.
- Qual reparar nem meio reparar! Olha que não me enganas! Pensas que te escapas, como no ano passado, quando andavas por aí a dizer mal da minha família? "Os lobos são assim... os lobos são assado..." Tiveste muita sorte por eu nunca te ter encontrado, senão já te tinha mostrado como são os lobos!
- Não sei quem lhe terá contado tal coisa, senhor, mas olhe que é falso, acredite. A prova é que no ano passado eu ainda não tinha nascido.
- Pois se não foste tu, foi o teu pai! - rosnou o lobo, saltando em cima do pobre inocente".
Com o PS a promover permanentemente o Chega, tendo como consequência não esperada a diminuição global da esquerda, o PS entrou em desespero, e resolveu adoptar a lógica Chega de acção política, arrastando consigo a imprensa (admitindo que a esquerda e a imrpensa se distinguem, o que não é claro).
O resultado é esta coisa inacreditável de ver toda a imprensa a olhar para a facturação de empresas resultante de concursos públicos, como se fosse crível que o resultado desses concursos resultassem de adjudicações de serviços menores em 2021 e 2022.
O Chega já ganhou as eleições, seja qual for o seu resultado, ao ter conseguido dar respeitabilidade à calúnia e difamação como instrumentos de acção política, com a ajuda de uma imprensa cada vez mais enredada nas suas próprias especulações.
Texto fantástico e sábia escolha a sua para ilustrar bem toda esta campanha suja e desesperada dos socialistas.
ResponderEliminarFez muitíssimo bem em lembrar que "o político da mó de baixo" era, até há bem pouco tempo, desvalorizado, ninguém dava nada por ele, diziam que «estava a prazo, nunca em tempo algum chegaria a 1º ministro, pois não passava duma figura de transição», etc. E, além de não lhe reconhecerem qualquer talento, nem capacidade de liderança, nem carisma (lembram-se?) ainda tinha pela frente outro grande obstáculo: eram os políticos gloriosos, os "da mó de cima", invencíveis e ufanos da sua maioria, de pedra e cal... para quatro anos. Ou mais! que o céu é o limite para gente de tal craveira!!!
Era este o "quadro" do país... todos o sabemos.
Mas mesmo depois dum célebre parágrafo, o tal da mó de baixo, estava a "a prazo", e se governasse seria no máximo por 2 anos, se tanto...dizia-se.
Agora que convém uma narrativa que se adeque aos seus propósitos, dão o dito pelo não dito e vêm com todo o desplante de quem não tem honra nem vergonha, com o engano, o embuste e as falcatruas costumeiras. Agora viraram o bico ao prego para nos fazerem crer que a "entourage" do Montenegro _ com o dom da profecia!_ sabendo ler o futuro, agiu com cálculo e interesse para colher, no futuro, os dividendos deste "predestinado"!
Nada mal, depois de ter sido tão vilipendiado.
E já agora, lembram-se quem era o "carismático" na anterior campanha?
ResponderEliminarO Chega é um partido socialista, que cavalga ondas populistas em temas fracturantes, como imigração e DEI.
ResponderEliminarAquele deputado chegano que era próximo da criançada terá proposto a coisa da castração química?
Que importa que a Rússia acabe de ameaçar destruir Kiev, como acabo de ouvir? Assim vamos, alienados da realidade, indiferentes...e tudo isto é triste quando só parecemos preocupados com a espuma dos dias e as questiúnculas...
ResponderEliminarVejo alguma analogia com aqueles