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(Amanhãs que cantam? Tenham medo, muiiito meeedo!)
Tenho para mim que a política é um meio para alcançar tantos quantos possíveis objectivos, fundados em valores, dispostos hierarquicamente, para o bem comum. Como dizia sabiamente o Dr. Oliveira Salazar, “a política é a arte do possível”. Não existindo um partido que reflicta exactamente todos os meus ideais e valores, sendo absolutamente implausível um milagre (ou sangrenta revolução) que proporcionasse a implementação de todos eles, para fazer a minha opção de voto, disponho-me a hierarquizar os valores em disputa, os partidos concorrentes mais próximos dos meus, e a sua aptidão para chegar ao poder.
É com esta linha de pensamento que, dos partidos capazes de ganhar eleições (ou seja, por em prática um programa), desde logo não consigo confundir o PS, que carrega indelével a sua marca republicana e laica, herdeira do progressismo jacobino da 1ª República, com o PSD que tem um cariz bem mais liberal, que sempre conviveu pacificamente com católicos e monárquicos sem tentações progressistas. Ainda passível de entrar nesses mesmos cálculos, surge a IL que parece disposta depois de 18 de Maio a colaborar com a AD para uma solução de governo, certamente com intenções de nele imprimir uma marca de liberalismo económico mais ambiciosa. Acontece que eu sou incapaz de votar num partido que, contrariando a sua marca liberal, sempre se tem mostrado aderente à agenda fracturante no que diz respeito a costumes, ou seja, ao progressismo positivista, que vai visceralmente contra a minha sensibilidade conservadora e pessimista. Depois, escuso-me de aprofundar muito a opção pelo partido Chega, cuja agenda e programa é para mim absolutamente incompreensível, já para não falar do seu estilo desenfreadamente vulgar, para não dizer alarve. Não vai com os meus padrões estéticos.
Finalmente, depois das últimas quatro semanas de acusações ao primeiro-ministro Luís Montenegro, iniciada sob o pretexto dum suposto conflito de interesses entre negócios imobiliários e a chamada “Lei dos Solos”; aqui chegados nenhum caso emergiu que seja propriamente escandaloso e comprometedor da sua hombridade. Pareceu-me mais uma tentativa de assassinato de carácter, oportunisticamente protagonizado pelo Chega e pelo PS.
Talvez as eleições antecipadas sejam afinal uma oportunidade para os portugueses alcançarem um governo estável e reformista à direita, só possível com uma maioria absoluta. Sejamos pragmáticos, então.
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ResponderEliminarPior, Montenegro já demonstrou que está ao lado do comuna Costa (apoiando a sua ida para a Europa), assim como Rui Rio esteve.
De qualquer maneira, estas próximas eleições é uma grande oportunidade de enterrar a CDU afastando definitivamente da AR. Muitos comunas têm vindo a falecer e outros dispersaram-se por outros partidos.
O Silva não leu nada do que escrevi... Não vale a pena rebater
ResponderEliminarPois, "
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ResponderEliminarum partido que, contrariando a sua marca liberal, sempre se tem mostrado aderente à agenda fracturante
Aquilo a que o João Távora chama "agenda fraturante" é profundamente liberal, pelo que não há qualquer contradição com a marca liberal, bem pelo contrário.
devia ter havido uma guerra civil durante o 1º prec para se sair deste pântano fedorento da esquerda e direita
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ResponderEliminar> estilo desenfreadamente vulgar, para não dizer alarve. Não vai com os meus padrões estéticos.
Portanto mudar o nome de Claudius para Clodius, passar de patrício a plebeu para ser tribuno da plebe, e tentar assenhorear-se de Roma à cabeça dos feios porcos e maus está fora de questão?
deve ler o blogue 'Porta da Loja'
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ResponderEliminarO IL sempre me pareceu um partido liberal na economia e nos costumes, a roçar o libertário. Ao contrário do PP, que supostamente era liberal na economia e conservador nos costumes.
Mas faz bem, isso dos progressos nunca fez bem a ninguém.
reformista... em quê? Passar a estender a outra mão à Europa ?
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ResponderEliminarO IL sempre me pareceu um partido liberal na economia e nos costumes
Exatamente. A IL diz ser, e é, um partido que defende a "liberdade política, social e económica". Ou seja, é totalmente liberal - não é liberal numas coisas e conservador noutras, nem liberal numas coisas e progressista noutras. É 100% liberal.
É normal que as pessoas que não são 100% liberais não se identifiquem com a IL. Mas não têm nada que se queixar da IL por esse facto - a IL diz ser, e é, 100% liberal - essas pessoas é que não são 100% liberais.
A moralidade, ao contrário da electricidade, é subjectiva. Como há diferença entre defender valores morais, ou impor valores morais.
ResponderEliminarHá quem seja pela total liberdade de expressão e ao mesmo tempo defenda que se devem banir livros.
Há uns dias ouvi um debate em que um sr maga se insurgia contra a treta ds masculinidade tóxica, que os homens nasceram para andar à porrada e que as mulheres era mais em casa a cuidar da prole. Pensei, há uma sociedade que defende isso mesmo, e nós ocidentais, ele incluído, temos receio que absorvam a nossa. Cenas.
O problema para PNS é que o futuro muda a cada segundo, tanto mais preocupante para quem tem passados nada recomendáveis e vive um presente em gruta labiríntica e lodosa.
ResponderEliminarComo é que pessoas que são tão lestas a descobrir as falcatruas dos outros são tão ceguetas a ver as do Montenegro?
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ResponderEliminarTem de provar essas supostas falcatruas em Tribunal.
Se calhar, fazer este tipo de acusações, e infundadas, daria azo isso sim a processo judicial. Dia 18 conversamos.
DOGE em Portugal
MEGA
Ó anonas a PIDE já acabou. Estás com saudades do botas, é?
ResponderEliminarÓ anonas se queres conversa no dia 18 identifica-te, não sejas cobardolas.