Começou com a proposta de redução do IRS: o PS só aceita diminuir impostos reforçando a justiça social, isto é, na opinião do PS, diminuindo o IRS a quem paga poucos impostos.
Que num ordenado de cinco mil euros o Estado fique com quase 2500 euros só porque pode, é irrelevante para o PS e, do ponto de vista do PS, isso não é um incentivo para que essa pessoa aceite ganhar os mesmos cinco mil euros, por exemplo, nos Estados Unidos, em que o Estado lhe ficará apenas com cerca de 750 euros, em vez de 2500.
Voltou à carga agora com as propostas do IRS jovem, só aceita se se aplicar sobretudo a quem não paga ou paga poucos impostos.
Quando chegar a altura de discutir o IRC, o PS vai dizer a mesma coisa, que o que é preciso é ajudar as pequenas e médias empresas e não as empresas com maiores lucros.
Essencialmente, o PS acha que a função principal dos impostos é assegurar a justiça social (antigamente os partidos de esquerda tendiam a considerar que o verdadeiro instrumento de justiça social era a justa remuneração do trabalho) e que ter impostos elevados sobre os rendimentos ou lucros de quem recebe mais é intrinsecamente justo (independentemente dos que mais recebem serem aqueles a quem as empresas reconhecem mais valor, no que interessa para o IRS, ou serem as empresas mais eficientes, que melhor pagam e que são mais inovadoras, no que interessa para o IRC).
Resumindo, e caricaturando, o PS só aceita diminuições de impostos que só se apliquem a quem não paga impostos, tudo o que não seja isto é governar para os mais ricos.
O PS está cada vez mais perto do princípio que um dia Mariana Mortágua enunciou: o que é preciso é ir buscar o dinheiro onde ele existe.
Tem tudo para correr bem.
Este discurso só funciona em Portugal porque a percentagem de miseráveis é grande, e assim quem saca 2000/mês é rico, e então 5k é um milionário.
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ResponderEliminarSendo insusfimável que são os deputados que aprovam o sistema de tributação que lhes é aplicável, bem assim como regalias, seria interessante um rigoroso exame e a publicação do que por ali acontece.
Certamente que não têm nada a esconder e os eleitores tem todo o direito de saber os detalhes .
Quanto à conversa de que são mal pagos atendendo ao que produzem, afinal ninguém os obrigou a tal sacrifício. Afinal o sacrifício de se inscreverem numa lista partidária de candidatos a deputado, para uma trabalho mal remunerado.
Nem consta que os partidos tenham dificuldades em arranjar voluntários.
Resta ver o déficit no final do ano. O que vale é que temos o PEC da UE. Visto de Bruxelas tanto dá que o pudim lusitano seja de morango ou de laranja. Cada um come do que quer. Não pode é mandar às malvas o receituário estipulado.
ResponderEliminarBoa noite, Henrique
ResponderEliminarCertamente que pagar poucos impostos é uma medida que agrada ao Povo. Quem gosta que "lhe metam a mão ao bolso", como se costuma dizer? Ninguém.
Uma visão paradisíaca para qualquer um. Quem não gostaria de ter um sistema fiscal como este «
Agora há o reverso da medalha que muitos se esquecem de contar.
Quem já viu o filme "John Q", quem segue as séries americanas de médicos - Dr. House, O interno, Chicago MED, Anatomia de Grey sabe do que vou falar.
Em qualquer destes hospitais - o retrato mais dramático sobre este assunto é o filme "John Q" - os doentes entram e antes de se inscreverem é-lhes perguntado se têm seguro. Se não têm voltam a sair por onde entraram. A seguir é avaliado se o seguro cobre as despesas que o doente fará com o tratamento. Se não cobre sai pela mesma porta por onde entrou.
Contudo, o Estado dos cinco mil euros só lhe ficou com €750,00.
Em Portugal, onde o Estado dos €5.000,00 arrecada de impostos quase €2500,00, um qualquer doente - desde um
Opções.
Cada um é livre de escolher o que quer. Depende da Sociedade que quer construir.
Bom fim de semana,
Zé Onofre
O mito de que as pessoas não são atendidas nos sistemas de saúde dos EUA se não puderem é dos mitos mais frequentemente usados nestas discussões, só tem o problema de ser falso.
ResponderEliminar"If you go to the hospital in an emergency and do not have insurance, the hospital staff legally has to treat you due to the Emergency Medical Treatment and Labor Act (EMTALA). However, you may be turned away if you're not facing a medical emergency."
Faltou
ResponderEliminarOnofre
ResponderEliminarResta adicionar que 5k nos EUA não é propriamente a "fortuna" que é em Portugal. E que além do imposto federal ainda pagam impostos estaduais.
Claro que o sistema de saúde dos gringos é o que se sabe, mas também há educação, por exemplo o fardo que é a dívida dos estudantes do ensino superior. E o sistema de pensões não é propriamente perfeito.
O sonho americano se calhar é um pouco empolado.
De qualquer modo, sacar metade de um salário de 5000 em PT mostra bem o que é necessário para se ser considerado um nababo.
quanto ganham os deputados? sem criar riqueza
ResponderEliminar«
La bolsa o la vida, Las finanzas contra los pueblos - Eric Toussaint
ResponderEliminardificil encontrar 'o fio de Ariadne'
Não, não faltou, isso já estava perfeitamente claro nos posts: há um problema de acesso a cuidados de saúde nos Estados Unidos que atinge cerca de um quinto da população (não é que não tenham acesso, têm problemas sérios de acesso).
ResponderEliminarAquilo que respondi foi ao mito que foi trazido, pela enésima vez a esta discussão, de que pessoas a precisar de cuidados urgentes de saúde são deixadas às portas dos hospitais, é falso e foi apenas isso a que respondi.
Sugiro que diga isso aos milhares de migrantes pobres que correm riscos inauditos para entrar no país, mesmo clandestinamente, em vez de virem para Portugal, Venezuela, Cuba, Eritreia ou mesmo Noruega ou Suécia.
ResponderEliminarBom argumento.
ResponderEliminarMas antes vou avisar todos os nepaleses, brasileiros, angolanos e afins para não se enfiarem neste país estatista socialista onde nada funciona como deve ser, em vez de migrarem para sítios liberais.
As pessoas migram para onde podem e acham que estão melhor que no sítio de onde partem.
ResponderEliminarQuando os for avisar, pergunte-lhes se preferiam estar aqui ou ter possibilidade de ir para os EUA e logo verá se por acaso não estarão aqui como segunda escolha e, muitos, como mero ponto de passagem até que tenham a situação regularizada no espaço Schengen, altura que de maneira geral escolhem para se pisgar para outros países.
Boa tarde, Henrique
ResponderEliminarBaseei-me apenas, como viu, num filme e em séries produzidas nos EUAN.
Será que os Estado-unidenses são como os portugueses que gostam de dizer mal de tudo?
Se assim é estão a prestar um mau serviço. O que pretendem com essa imagem negativa do seu Sistema de Saúde, não sei.
Bom fim de semana,
Zé Onofre