Adenda: o primeiro boneco tem a densidade de ignições em função da dimensão que atingem os fogos a que dão origem. É uma forma visualmente simples de demonstrar que a dimensão dos fogos não tem relação com a número de ignições. No primeiro mapa estão as ignições que dão origem a fogos com mais de um 1 ha, no segundo mais de 10 ha, no terceiro mais de 100 ha e no quarto mais de 1000 hectares. Resumindo, há muitos fogos pequenos onde há mais gente, mas onde os fogos ganham dimensão é onde não há gente)
Um dia destes, num grupo de pândegos que frequento, publiquei um post, sem qualquer comentário (excepto a identificação da fonte dos bonecos que reproduzo abaixo, o primeiro, distribuição das ignições pela dimensão dos incêndios a que dão origem, fui buscá-lo a um comentário do Nuno Gracinhas Guiomar e acho-o muito interessante, o segundo tem a fonte e é um mapa de distribuição do eucalipto em Portugal), e o post foi apagado por um administrador, alegadamente por ser propaganda eucaliptista.


Na minha página no Facebook fiz uma ligação para este post sobre um artigo de Bárbara Reis, que diz respeito à aldrabice de se dizer que vão ser abatidos quase 1900 sobreiros centenários para fazer um parque eólico em Morgavél, o que fez aparecer uma senhora normal que diz que o artigo é duvidoso, juntando umas informações vagas sobre os interesses de Bárbara Reis, quando questionada em que é o que o artigo é duvidoso desata numa longa catilinária sobre a crise do modelo económico do jornalismo, mas tem o bom senso de se calar, não responde à repetição da pergunta, mas cala-se.
Aparece uma segunda senhora, faz também um comentário lateral qualquer, quando questionada sobre se estaria a afirmar que de facto iriam ser abatidos cerca de 1900 sobreiros centenários, responde que eu sou um ignorante e provocador, mas evita responder à pergunta.
Fiquei com curiosidade, e fui ver quem era a senhora que me chama ignorante a propósito de uma questão que é profissionalmente próxima de mim, e percebi que a senhora era uma terapeuta de reiki, uma profissão estimável, com certeza, mas que não qualifica ninguém para discutir sobreiros, árvores ou parques eólicos, como é evidente.
São estas pessoas que, hoje, fazem o grosso do movimento ambientalista que se manifesta pela defesa dos sobreiros, pela morte dos eucaliptos, pelo amor às árvores e contra o apocalipse climático.
Vi um dia destes um estudo (enfim) que dizia que 30% dos suíços diziam que tinham mudado do seu comportamento ambiental, influenciados por Greta Thundberg.
Eu sei perfeitamente como estes estudos são falíveis (estudos do mesmo tipo sobre Woodstock referem que os que dizem que estiveram em Woodstock são quatro vezes mais que os que comprovadamente lá estiveram), mas se é assim tão importante esse resultado, então os indicadores ambientais da Suíça teriam mudado dramaticamente, com quase um terço da sua população a ser influenciada por Greta Thundberg.
Ora isso é que já é mais difícil de demonstrar, parece que não se vê nenhuma alteração de fundo nas tendências, não se sabendo se são os conselhos de Greta que afinal não funcionam, ou se as pessoas acham que dizer bem de Greta, mesmo mentindo, as torna melhores cidadãos.
O que me preocupa não são estes cisnes negros ou simplesmente tolinhos que pululam por aí, sempre houve, sempre haverá, mas o estado comatoso do grosso do movimento ambientalista responsável que não só não quer criticar estas franjas para não deitar fora o bebé com a água do banho, como quer vivamente que os "compagnos de route" ambientais se abstenham de criticar os nossos, que isso é dar tiros nos pés.
Não, camaradas, tiro no pé é Greta dizer o que diz ou ter terapeutas de reiki a representar movimentos sérios de contestação a acções que podem ser descritas objectivamente, com base em afirmações totalmente falsas.
Isto não é nada de específico do movimento ambientalista, a bonomia com que são encaradas as afirmações de Ana Catarina Mendes sobre Cavaco e o trabalho infantil, umas declarações totalmente falsas, comprovadamente falsas, feitas por uma responsável política num discurso formal, são o mesmo sintoma: a verdade é uma coisa relativa que se deve submeter ao benefício que se pode obter pela sua omissão.
Isto sempre existiu, e existirá, mas não sei se a dimensão da aceitação social disto terá sido sempre a mesma, mesmo sabendo que não é de hoje o princípio geral da governação: proteger os amigos, perseguir os inimigos, e aplicar a lei aos restantes.
ResponderEliminarProcurei entender os gráficos mas vêem-se mal e não consegui entendê-los. Poderia o Henrique explicar por que acha esses mapas "interessantes", o que infere deles?
Já fiz uma adenda
ResponderEliminarNa internet é
ResponderEliminar
ResponderEliminarJá tentei mais que uma vez "explicar" a conhecidos o quão oneroso para o ambiente é a dita economia digital, supostamente verde. Carros eléctricos, painéis solares, baterias várias, não só são danosas para o ambiente, como aumentam exponencialmente o consumo de electricidade. E a nossa sociedade digital não se compadece com apagões, pelo que os meios de geração de electricidade têm de ser 101% fiáveis.
Isto nem indo às redes sociais. Os activistas não fazem a mínima da electricidade gasta quando enviam um vídeo tiktok. Que um pequeno datacenter do FB consome mais que uma pequena cidade. Ou que a Google gasta mais que muitos países. Mas não vejo activismo para acabar com o tráfego na internet, só com o tráfego na Av da Liberdade.
Vivemos de energia barata, é um facto. A Greta que responda o que fazer, ou descobre um meio rápido, limpo e barato de produzir electricidade, ou então que diga à malta que a única solução passa mesmo por desligar os gadgets e abdicar das escapadinhas.
pouco falta para ter
ResponderEliminar«
ResponderEliminar"
Bom texto. Partindo do singular, caricato, generaliza bem ao gosto de HPdS. Este regime político enraizou um estatismo cuja resultante é óptimo para uns.
ResponderEliminar
ResponderEliminarNão só de eletricidade, mas também de potência.
Por exemplo, uma família normal terá, tipicamente, instalada em sua casa uma potência de uns 6 kW. Se essa família quiser carregar o seu carro elétrico num tempo razoável (4 horas), precisará de ter mais 6 kW de potência disponíveis na tomada da sua garagem. Ou seja, a potência instalada na casa duplicará.
Para fornecer essa potência a todas as casas do país, será preciso mudar imensos cabos elétricos instalados no subsolo.
Vai ser um investimento enorme, e eu não sei quem o irá pagar.
Eu (tal como muito boa gente) tenho o meu carro estacionado na rua. Se fosse um carro elétrico, eu não saberia onde o carregar, dado que não há carregadores elétricos em todos os lugares de estacionamento ao longo de todas as ruas de todas as cidades.
ResponderEliminarhá muitos fogos pequenos onde há mais gente, mas onde os fogos ganham dimensão é onde não há gente
Isto pode ser parcialmente explicado pelo afã que se põe em apagar os fogos que ardem onde há muita gente. Fogos que ardem onde há pouca gente são deixados arder.
Por exemplo, no verão de há dois anos a Sibéria tinha uns fogos enormes. Eu perguntei a um colega russo o que se fazia contra isso, e ele respondeu, "deixa-se arder, não há nada que se possa fazer".
Optimo para uns e muito mau para muitos outros
ResponderEliminarhttps://oplanetadosmacacospoliticos.blogs.sapo.pt/a-etica-republicana-em-saldo-repostado-57301
ana catarina mendes...indigente mental a quem a infâmia fica tão bem...
ResponderEliminarJuromenha
ResponderEliminarpassam ao lado.
Quanto à "bonomia com que são encaradas as afirmações de Ana Catarina Mendes sobre Cavaco"
ResponderEliminarMas os adultos que acenam a cabeça afirmativamente quando a Greta fala alguma vez acreditam ou fazem o que ela defende?
ResponderEliminarSim, sim...
Voltando à vaca fria e ao dito da Ana Catarina Mendes, não sei como passou despercebido (ou incólume, mais uma vez) um comentário lamentável de tão rasteiro e preconceituoso, escrito por um baronete socialista. Não fosse ele um dos seus "colaboradores" e seria cruxificado na praça e na opinião
ResponderEliminarMas ninguém tugiu nem mugiu.
"...
ResponderEliminarUm canalha abjecto, esse roque. O que não surpreende, atenta a quadrilha de que faz parte.
ResponderEliminarJuromenha
Sem dúvida, datas limites desenhadas por imposições políticas carentes de fundamentos, não terão bons resultados...a não ser para alguns promotores muito interessados.
ResponderEliminarNo Reino Unido o PM (Tory) decidiu adiar a data limite das venda de viaturas movidas a combustíveis fósseis de 2025 para 2030, sendo que nem sequer essa data será mandatória.... A oposição (Labor) com o usual "reflexo do joelho", apoiada pela influência e capacidade eleitoral do "wokismo" que por ali grassa, reagiu. A caravana passa.
Na União Europeia, e no RU, os actuais, e pontenciais, VEs (veículos eléctricos), ligeiros, pesados, combóios, bem assim como industriais, agrícolas, bombeiros, SNS ... "ainda" não são solução de mobilidade adequada. Nem minimamente baseada em recursos nativos!. Como não o são os combustíveis fósseis, daí o problema.
O que influênciou os políticos da UE a cortaram o nuclear e mesmo os fósseis (que a natureza precisa) tão abrutamente?. Afinal a China fornece a UE com produtos manufacturados com c. fósseis!. Alguém tem responder a esta questão.
Energia com queima de sobreiros não parece solução.
Sim, há interessantes soluções na calha. Convém proceder sem precipitações e com soluções claramente vantajosas e que protejam a autonomia energética da UE e no UK. Demagogias e activismos infantis são apenas fruta da época.