O Observador fez uma peça sobre o facto de haver uma campanha de crowdfunding para apoiar a família do polícia francês que disparou sobre um miúdo de 17 anos.
Toda a peça vai no sentido de acentuar que "a acção está a gerar polémica", que se calhar nem deveria ter sido permitida na plataforma de crowdfunding (a plataforma diz que cumpre as suas regras, mas o Observador diz que um jornal qualquer acha que não), que o seu promotor é um político de extrema direita, um "espalha-brasas" que só quer é confusão, que há uns políticos que dizem que a campanha não ajuda a acalmar a situação, e vai por aí fora.
A preocupação em questionar a campanha, mais que em informar os leitores e usá-la para tentar compreender a sociedade, é tal que faz questão de dizer que um donativo recente (claro que é recente, a campanha tem quatro dias, todos os donativos são recentes), anónimo, é de 3 mil euros, sugerindo, como o governo fez quando os enfermeiros resolveram financiar as suas greves com campanhas de crowdfunding, que deve haver ali forças escondidas por trás do sucesso da campanha.
Quem quiser saber pormenores sobre a campanha pode dar um salto aqui.
Verifica-se que a tal doação de que fala a jornalista é a maior que lá aparece (pormenor de que a jornalista se esqueceu, a segunda maior é de pouco mais de um terço, é de 1110 euros), que há mais de 71 mil doações e que a doação média anda pelos 20 euros e, em quatro dias juntaram-se um milhão e trezentos mil euros (para termo de comparação, de acordo com o Público, a campanha de apoio à família da vítima não chega, ainda, aos 300 mil euros).
Ou seja, a campanha é um tremendo sucesso, angaria mais de quatro vezes o que angaria uma campanha de apoio à família da vítima, não com base em doações milionárias, mas com doações que, em média, andam pelos vinte euros.
Se a jornalista quisesse ver, em vez de mostrar o seu repúdio por uma campanha que considera errada e promovida pela pessoa errada (um político francês de extrema direita que é egípcio de nascimento, um árabe cristão copta que se naturalizou francês aos vinte anos, depois de ter chegado a França com oito anos, sem saber uma palavra de francês), talvez tivesse feito a peça de outra forma, dando informação mais objectiva.
O problema é que ao fazê-lo talvez tivesse de levantar uma hipótese que horroriza muita gente: sim, há um problema sério com a democracia francesa, provavelmente uma manifestação específica dos problemas das democracias ocidentais, mas talvez esses problemas não estejam tanto na falta de respeito pelos direitos das minorias, mas sim na falta de determinação na defesa dos direitos da maioria.
França é o país da Liberdade e nunca desrespeitou os direitos das minorias. O maior problema das democracias ocidentais é precisamente esse que refere: a falta de determinaçao na defesa dos direitos das maiorias _ que até são esquecidos! _ em detrimento do das minorias.
ResponderEliminarAs consequências disso são imprevisíveis a médio prazo.
ResponderEliminarun quinquennat pour rien
começa com LA FRANCE AU DÉFI DE L’ISLAM
a racaille de Sarkozy no seu melhor
Se a campanha que defende o polícia tem o triplo das doações da campanha da vítima, não podemos dizer que quem se identifica com o polícia não tem determinação na defesa dos seus direitos.
ResponderEliminarEstamos como no fim do Império Romano, pode crer.
ResponderEliminarnão tinha carta de condução e era habitual passear-se
ResponderEliminardepois de morto ainda acelera
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ResponderEliminarNão deixa de ser curioso, estes tipos africanos que se refugiaram em França quando eram miúdos e que agora são políticos de extrema-direita, que pretendem tornar a França numa fortaleza na qual mais nenhuns refugiados possam penetrar.
Faz-me lembrar quando eu vivia nos EUA, também ouvi um dia na rádio um americano de origem dominicana a dizer que os EUA não deveriam receber refugiados haitianos nenhuns.
Este político francês árabe veio do Egito, e milita no partido de um outro, judeu, que veio da Argélia. Tanto um como o outro encontraram refúgio em França, que agora querem que seja um país só para eles e para mais ninguém.
Como bem dizia Adam Smith, é a "máxima vil": "Tudo para nós, e nada para os outros."
A estupidez (peço desculpa, mas como disse antes, não tenho a menor complacência com este tipo de distorções da realidade) deste comentário merece que lhe dedique um próximo post
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ResponderEliminarUm rapaz francês, sim, já com algumas irregulariadades na políca. Não tem carta e "alguém" lhe empresta um carro relativamente novo.... Circula na faixa do "Bus". É óbviamente preseguido e mandado parar pela polícia, como seria o caso com qualquer francês. Foje. É obrigado a parar pelo trâsito. Resiste quando lhe é dito para desligar o motor, tal como teria sido dito a qualquer francês. Não desliga e tenta fugir. Quanto ao machado ou catana na bagageira,... veremos isso e muito mais em tribunal, como seria o caso com qualquer francês.
O que é diferente do caso com qualquer francês é alguma comunicação social, a tal que tem o usual sabor de esquerda. Prentendem acicatar um guerra civil pois julgam que é uma causa justa?. Julgam que a vencerão?. Ainda não perceberam que são carne para canhão de outros interesses?. Idiotas "úteis". Pois tê-la-ão, provavelmente.
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ResponderEliminarPobres robertos.
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ResponderEliminarNão faço ideia do que eles querem em concreto, mas se calhar pode elucidar-me:
ResponderEliminar- não querem que entre ninguém simplesmente
ou
- querem emigração controlada em que quem venha tenha de se integrar, respeitar as regras e as leis em vigor, ter um emprego e contribuir para a sociedade?
É que é radicalmente diferente...
ResponderEliminarNão é radicalmente diferente. Na prática, tende a ser igual.
É como a direita moderada, que teoricamente é completamente diferente da extrema-direita, mas na prática anda sempre a piscar-lhe o olho e a tentar roubar-lhe eleitores, copiando-lhe os temas.
O facto é que, quando chega um imigrante, nunca sabemos se ele se integrará mal ou bem, muito ou pouco, se quererá trazer a família ou não, ou ir-se embora para outro país ou ficar. (Por exemplo, Portugal acolheu muitos refugiados sírios, mas consta que boa parte deles em breve se foi embora.) Os políticos nacionalistas sabem isso e por isso, em vez de dizerem "só queremos imigrantes que se integrem", rapidamente percebem que é mais seguro dizer "não queremos imigrantes".