Andava há uns tempos para encontrar a forma adequada de apoiar entusiasticamente António Costa.
O artigo de hoje de Fernando Alexandre, no Observador, levou-me a essa forma.
"Assim, para 2023, com a taxa de crescimento do PIB a cair de 6,7% em 2022 para 1,3% em 2023, o Governo pretende prosseguir com o processo de consolidação orçamental e reduzir o défice orçamental de 1,9% para 0,9%. A dívida pública deverá cair para 111% do PIB, o valor mais baixo desde 2010. Se as projeções do FMI se confirmarem, em 2023, Portugal deverá cair para a 5ª posição no ranking dos países mais endividados da área do euro, a seguir à Grécia (170% do PIB), à Itália (147%), à França (113%) e à Espanha (112%) – ver Figura.
A enorme diminuição do peso da dívida no PIB em 2022 e 2023 não evita que, nas previsões do OE para 2023, a despesa com juros aumente 1,2 mil milhões de euros (isto é, mais 24% do que em 2022). Este primeiro impacto é suficiente para mostrar que, neste novo ciclo, as despesas com os juros da dívida voltam a ser uma forte restrição à capacidade de execução orçamental do Governo".
Tal como mudei de opinião sobre Passos Coelho quando, ao contrário das minhas expectativas, se mostrou firme no caminho de redução da dívida pública para níveis comportáveis, apesar das teorias absurdas sobre o seu governo (Miguel Alçada Baptista, ontem, no seu facebook fez uma descrição exemplar dessas teorias "Ao longo dos últimos anos alimentou-se uma narrativa, absolutamente de loucos, em que o culpado da nossa desgraça era Passos, o médico que tinha vindo socorrer o doente esfaqueado. O problema não estava no facínora, e nos seus cúmplices, que deixaram o doente exangue, mas sim no cirurgião que provocava dores ao suturar as feridas.
Cultivou-se uma lenda, absolutamente insana e adequada a dementes, que Passos era um sádico que, podendo dar boa vida aos portugueses, gostava era de os ver sofrer para assim ser insultado no seu Verão de Manta Rota"), também estou em vias de mudar a minha opinião sobre António Costa.
Aparentemente, António Costa dos santos últimos dias é um político que sabe bem que fora do mercado da dívida não há futuro político.
Por isso apresenta um orçamento de austeridade.
Pode vendê-lo como outra coisa, mas ele próprio se ri das suas aldrabices, um bom vendedor de feira sabe perfeitamente que o público não acredita nem um bocadinho no que lhe é dito, mas acaba a comprar qualquer coisinha por achar graça à lata do vendedor.
Ou seja, entre o preço político da austeridade e o preço político do desfavor dos credores, Costa parece que sabe muito bem onde está o risco maior.
E isso não é pouco, sendo inestimável para o país.
Claro que António Costa sabia disto tudo há muito tempo, mas como nem ele acreditou que alguma vez teria uma maioria absoluta que prolongasse o seu tempo como primeiro ministro, aproveitou todas as oportunidades para empurrar o problema da dívida com a barriga para ter margem para distribuir sonhos pelo eleitorado, esperando, naturalmente, que quem viesse depois resolvesse o problema.
Inesperadamente viu-se na situação de ser ele a ter mesmo de lidar com o problema e o relevante é que não hesitou: sendo obrigado a optar, optou por não ignorar a realidade.
Obrigado, António Costa.
ResponderEliminarisso é MENTIRA!
O orçamento de austeridade é do Passos Liberal Coelho, o orçamento de Costa & Medina é um orçamento de resiliência.
Crescimento sustentado, pleno emprego e redistribuição da riqueza.
O único problema que Portugal enfrentará a curto prazo é como fazer face a um inevitável fluxo migratório de países como Dinamarca ou Holanda, em busca do El Dorado.
Em suma, dr.António Costa, "pela boca morre o peixe" e nunca diga "desta água nunca beberei".
ResponderEliminarE "o último a rir é quem ri melhor", não é, dr. Passos Coelho? É bem verdade que "atrás de mim virá quem de mim bom fará".
Só agora é que o Henrique Pereira dos Santos notou que, desde o seu primeiro ano como primeiro-ministro, sempre os governos de António Costa tiveram como objetivo manter as contas certas, isto é, o orçamento equilibrado?
ResponderEliminarAinda vai havendo uma diferença entre Passos e Costa.
ResponderEliminarNos governos de Passos todas as previsões a curto é médio prazo falharam. Como é possível chamar rigoroso a um governo que fazia três orçamentos por ano e os falhava todos, é para mim um mistério.
A dívida aumentou durante o governo de Passos e assumir que baixou devido às medidas económicas deixadas por ele, quando este não acertou um orçamento, está no campo da fézada, não da análise.
ResponderEliminarExacto. O problema é o actual sistema político. Ganhar eleições endividadando o País, "distribuindo sonhos pelo (seu) eleitorado".
O mal em Portugal foram os PMs/PS a sempre a tentar ser re-eleitos.
(Óbviamente o sensato eleitorado de Passos Coelho ganhou, mas por pouco. A. Cavaco entregou a loja aos usuais predulários eleitores socialistas, vai para 7 anos....). E agora?. E agora o que vai deliberar o "nosso" Banco Central Europeu?.
O Banco Central no Reino Unido resolveu fazer o seu papel, este fim de semana. Esteve anos, depois de Tatcher a dama de ferrro, quieto. Eleitoralismos?.
E agora?.
E porque seria?!... Faça um esforço.
ResponderEliminarHá cada idiota! Passos era honesto, corrigia orçamentos à vista de todos.
ResponderEliminarCosta mente, mente,corta, corta e não cumpriu nenhum orçamento. Um hospital pedia 1000 e Costa dava só 600...Etc.
Costa pediu 77.000 M€ porque não tinha dinheiro para salários e pensões. Nenhum ministério,hospital ou até Juntas não tinham dinheiro. Nem papel higiénico havia.
ResponderEliminarO governo do Passos era tão bom que o ministro das finanças teve de sair porque lhe estava a estragar a reputação.
ResponderEliminarO governo do Passos era tão bom que tinha de rectificar sempre os seus orçamentos.
O governo do Passos era tão bom que os seus orçamentos tinham sempre medidas anticonstitucionais.
O único objectivo dos governos de Costa em que reparei foi o de ganhar as eleições seguintes.
ResponderEliminarO que é novo com este orçamento é que António Costa teve de optar entre a austeridade visível e clara e o controlo da dívida, foi o primeiro orçamento em que teve de fazer essa opção.
E optou pelo controlo da dívida.
Sobretudo os nórdicos até se irão atropelar na fronteira do país para entrarem no paraíso socialista da Europa ocidental hahahaha
ResponderEliminarDe lamentar que o dr Costa deixou passar um enquadramento excelente para reduzir a dívida que tão cedo não voltará única e simplesmente porque preferiu fazer de tudo para se manter no poder deixando os interesses do país para 2o plano.
ResponderEliminarPegando no tal doente esfaqueado o médico Costa preferiu suspender o tratamento do doente (ou pior arrancou os pontos das feridas ainda por sarar) levando a que várias facadas ficassem infectadas e vem agora administrar um tratamento que será muito mais doloroso do que aquele que teria aplicado se tivesse continuado o anterior - o casamento com a extrema esquerda e a voracidade pelo poder tiveram um preço, ah pois é!
Afinal parece que o sádico é o dr Costa e não o dr passos que se chegou à frente no passado e tratou o doente no imediato ao invés de o deixar a esvair-se em sangue enquanto lhe fazia as maiores juras de amor.
A parte mais cómica é ver que o caro(a) anónimo(a) nem consegue perceber que a dívida aumentou pois o camarada Sócrates e o "nosso" bom amigo PS, graças à sua governação magnífica, pediram (via memorando com a troika), a "pequeníssima" quantia de mais de 75 mil milhões de euros de empréstimos (sim o dinheiro não foi dado). Portanto, quando alguém não percebe porque a dívida aumentou nesse período quando para além de falidos e sem capacidade de gerar riqueza, ainda tivemos um empréstimo desta magnitude, acho que nem vale a pena sequer tentar explicar-lhe algo, não perca o seu tempo.
ResponderEliminarO problema é que o PS tem uma característica congénita: não tem tonelagem para gerar desenvolvimento ou sequer deixar que outros criem riqueza e por isso vive de empréstimos e é desse modo que vai fazendo uns pequenos truques, dando-se ares de grande prodigalidade, com dinheiro... a crédito! É sempre assim no PS: enquanto o dinheiro dura, vida e doçura.
ResponderEliminarDepois, em se lhes acabando, é que são elas... Não se deixe enganar. Está-lhes no adn baralhar e confundir e esta cartada das "contas certas" é contra-natura no PS. Está tudo preso por fios. É mais um dos seus expedientes para ficar tudo bonitinho e arranjadinho, para sacar mais aos do costume. Não se fie nesta gente! Costa, se se continuar a esforçar «assim», ainda acabará por conseguir tirar um Coelho da cartola!
Embora para mal dos portugueses acho fenomenal que o Costa seja o pm neste conjuntura acompanhado do flik flak a retaguarda do centeno. Reis da hipocrisia!
ResponderEliminarSubscrevo!
ResponderEliminarCosta, o cínico, faz orçamentos com reserva mental, pois sabe de antemão que não tenciona cumprir nenhum: de cativações em cativações, nunca executou único, ficando sempre aquém do que estava orçamentado! Foi com este expediente que conseguiu o famoso superavit. Isto só débeis é que não vêem.... E Costa fá-lo à descarada, porque tem os portugueses na conta de pacóvios e de tonhos idiotas. Julgará, certamente, que são todos uns néscios fáceis de enganar. Porque, na verdade, é o que parecem... às vezes
Costa pediu 77.000 milhões de euros? Não será que queria dizer Passos? Bem na verdade nem um nem outro pois foi o sr Sócrates quem pediu essa massa toda. Infelizmente a lavandaria de cérebros socialista já lavou toda a sujeira do PS e ainda se deu ao luxo de culpar o Passos pela miserável bancarrota socialista de José Sócrates. Anos e anos de propaganda nos meios de CS avençados e capturados pela ideologia socialista, para esconder a miséria de governação do PS de Sócrates mas também de Costa. O PS sabe como ninguém que repetir uma mentira várias vezes acaba por fazer com que as pessoas acreditem nela. Costa usou isso para culpar Passos e esconder a sujeira socialista assim como tem usado para esconder a austeridade que tem praticado com impostos e mais impostos e com as cativações que, entre outras coisas, têm arruinado o SNS já para não falar de esconder a todo o custo que o saldo da sua governação é o contínuo empobrecimento do país
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ResponderEliminarÉ a Inflação engenhada que reduz a dívida não é o Costa.
Que tristeza os governos ocidentais comportam-se como os governos da America Latina e ninguém percebe.
Porque é que os mercados das obrigações caíram todos a pique com a inflação?
A inflação existe para desvalorizar a dívida que os políticos - ditos pelos jornalistas de referência não populistas - fizeram
Um verdadeiro timoneiro para Angela Merkel, o verdadeiro protetor dos interesses do povo alemão.
ResponderEliminarO ministro das finanças iluminado que Passos tinha fez um orçamento que se aguentou até fevereiro, um brutal auento de impostos, e mais tarde foi trabalhar para uma instituição credora do país - um polifacetado sempre a defender os mesmos interesses, os seus. O ministro da defesa ia fugir irrevogavelmente do governo, mas a irrevogabilidade emergiu qual submarino desgovernado e o minstro voltou como vice primeiro ministro.
Se Passos foi reeleito e não conseguiu governar é incompetente. Ou então não teve votos suficientes para governar, ele concorreu à frente de uma coligação chamada PÀF que não teve maioria e não cnseguiu fazer alianças políticas com ninguém. Se era ele que precisava das alianças e não as conseguiu formar, perdeu.
Concordo consigo.
ResponderEliminarEstá a dar-me um gozo o flik flak do Costa, que nem queira saber!
Cá se fazem...cá se pagam.
ResponderEliminarRui Rio, formação adequada, não forçou a nota, sabia o que vinha aí e safou-se.
Se tivesse sido o mais votado nas eleições estaria agora mais morto que vivo graças à comunicação social vendida à esquerda.
Por falar na Merkel, sabe que a Alemanha tem um limite para o seu endividamento? Agora imagine que essa mesma regra era aplicada cá no burgo: como (se) governariam o Querido Líder & Cª, com esse "freio", habituados como estão a desbragadas Trocas-Baldrocas e Fintas? Calculo que não se aguentariam sem mais um brutal aumento de impostos..., (mais ainda, Jo!) Admira-me que não tenha uma palavrinha sobre a actual carga fiscal, com os impostos em níveis indecorosos! Ainda mais sabendo que estrangulam a economia dum país estagnado, que precisa de crescimento, que tem salários que envergonham e está cada vez mais pobres _ os dados mais recentes falam por si: em 10 milhões de habitantes há 4,5 milhões de pobres!_ isto não devia fazer soar as campainhas e todos vermos que o rumo e as políticas deste governo estão completamente errados?
ResponderEliminarA ler:
A austeridade de Costa tem em vista acalmar o nervosismo dos mercados.
ResponderEliminarO mafarrico está á espreita.
Infelizmente tudo o que referiu é verdade, mas o Costa vale-se da iliteracia económica dos portugueses.
ResponderEliminarNo fundo, o Costa comporta-se como num antigo spot publicitário em que a sra. chega a casa com uma lata de comida para gatos e enquanto a vai abrindo, vai falando carinhosamente com o bichano. Claro que este, esfomeado, nada compreende das frases, excepto aquela palavrinha mágica que lhe interessa: whiskas!
O Costa está seguro de que ninguém percebe nada de economês, nem quer saber disso para nada e portanto nunca será escrutinado pelo povo que habitualmente o elege. Ele, Costa, sabe melhor que ninguém qual a "palavrinha mágica" para os 4,5 milhões de pobres que ele criou: basta acenar-lhes com uns míseros trocos que serão música para os seus ouvidos. Indefectíveis votantes que é sempre conveniente manter e... perpetuar!
Por falar nisso, sempre pensei que "desta vez" era conveniente manter o PS no governo, quando fosse preciso tirar o país dos apuros e sarilhos em que se meteram. Talvez assim os portugueses aprendam. Todavia, qualquer "austeridade" é palavra impronunciável para os assalariados de certa comunicação social. Há quem julgue que eliminar habilmente palavras «inconvenientes», faz desaparecer a realidade e todo o monumental falhanço. Ouvir o Costa, mai' los seus ministros e os seus ventríloquos-amigos, a contorcerem-se nas palavras para evitarem a verdade, é de rir!!! Nem percebo porque se dão ao trabalho. Porque apesar de todo esse mutismo táctico, os portugueses já estão a senti-la na pele, a essa austeridade a que pomposamente e eufemisticamente chamam "controlo de gastos" e "rigor económico" (termos retirados ipsis verbis do dicionário dos sinónimos de "austeridade": dei-me ao trabalho de ir conferir!).
ResponderEliminarCosta é o político mais realista cá do pedaço. Conhece do que é feito o país e não embarca em lirismos, fantasias e sonhos. Se é bom? Veremos. Aguentou o país frente aos devaneios do Bloco e do PCP...
ResponderEliminarAntes fez um trabalho notável em Lisboa, onde iniciou uma reforma administrativa por sua iniciativa, sem danos e sem alarmismos. É, por isso, que irrita a direita.
Costa conhece a economia e a sociedade, sabe que os trabalhadores são calinas, os empresários chupistas e os políticos uns indigentes culturais.
Eheheh, mesmo sendo sabido que a carga fiscal nunca foi tão elevada como a praticada pelo PS do dr Costa, você só vê o Passos vindo falar em brutais aumentos de impostos. E isto mesmo com juros negativos durante o governo do querido líder enquanto que nos tempos do Passos upa upa e, pior ainda, mesmo sabendo que foi o sr Sócrates quem estourou as finanças do país e foi depois ajoelhar por ajuda à troika, tendo sido ele a assinar o acordo que levou a um empréstimo de mais de 75.000 milhões de euros. Mas a culpa claro foi toda do Passos, até era ele que governava quando se pediu desesperadamente ajuda à troika e agora mesmo quando se bateram records em carga fiscal, isto é, em cobrança de impostos... Ah e também é ele que agora vai cortar reformas e patrocinar um corte salarial na função pública por via de aumentos abaixo da inflação, num claro exercício de austeridade.
ResponderEliminarEnfim num país em que os rapazes que arruínaram as finanças do mesmo e que são os responsáveis pelo maior saque fiscal da história são heróis não poderia haver outro destino que não o continuo empobrecimento a que se está a assistir. Palmas, os meus parabéns por ser um interveniente ativo na destruição do futuro do nosso país (quanto mais não seja por via do apoio aos tais rapazes), e dos nossos filhos e netos!
No dicionário socialista/comunista a palavra austeridade ficou reservada apenas para governos da dita direita enquanto que os de esquerda têm outra designação, as famosas "contas certas".
ResponderEliminarCosta já anunciou corte de salários e de pensões (sim aumentar 4 ou 5% quando a inflação é significativamente maior é na prática 1 corte de salários e pensões!),sendo esta uma medida claramente austeritária até porque, no caso das pensões, fez o mesmo que o Ferro Rodrigues fez ao segredo de justiça, isto é, cag**-se para a fórmula de cálculo para a atualização em vigor. Costa bateu várias vezes e continua a bater records nas receitas com impostos (mais um sinal claríssimo de austeridade). Costa e os srs ministros das finanças dos seus governos, pariram OEs de estado consecutivos onde a execução nunca era atingida graças às famigeradas cativações pela porta do cavalo, que é como quem diz nas costas dos portugueses à boa maneira dos socialistas e de qualquer pessoa desonesta e que, entre outras coisas, levaram à rotura de vários serviços públicos com SNS à cabeça (mais um claro procedimento austeritário).
No fundo se há coisa que Costa tem feito desde que se agarrou ao poder foi austeridade nas costas dos portugueses e reversão de reformas dos tempos da troika para ganhar eleições e claro, vender muitas ilusões e contar muitas estórias da carochinha e contos do vigário. Costa conseguiu a proeza de pelo menos igualar o seu anterior patrão Sócrates pelo menos ao nível da mentira, da propaganda, da falta de vergonha e da quantidade de atentados à economia do país e do seu futuro, é obra! 2016 já era tarde para ver este incapaz e mentiroso demagogo fora de São Bento quanto mais tê-lo lá ainda ao dia de hoje.