
Este boneco chegou-me por várias vias, o que se compreende porque a piada é muito boa.
Curiosamente só há piada se acharmos que protecção animal é o que as associações animalistas, e respectivos militantes, entendem por protecção animal, implicando uma ligação intrínseca entre protecção animal e ausência de consumo de carne.
Só que essa ideia de que quem defende os animais são os defensores dos animais - no sentido dos militantes dos direitos dos animais - é uma ideia bastante discutível e, do meu ponto de vista, totalmente errada.
Quando os produtores da Terra Maronesa adoptam prácticas de produção que respeitam integralmente o ciclo de vida dos animais, estão a defender muito melhor os animais que os defensores de animais que são guardiões - nunca aceitam que sejam donos de outros animais, dizem-se sempre guardiões - de cães e gatos que passam horas em casas à espera que os afazeres dos seus donos lhes permitam dar-lhes atenção, a quem é negada uma reprodução próxima do que seria natural, a quem é negada uma alimentação próxima do que seria natural, e por aí fora.
Quando o Hugo Novo, da 5ª Lógica, leva o seu rebanho e os seus cães para a Serra da Peneda, o que só o faz se lhe der rendimento suficiente quando vende os cabritos, para consumo de terceiros, está a proteger muito mais animais que muitos dos militantes dos direitos dos animais.
Quando a Terra Chã serve os animais da aldeia no seu restaurante, está a dar muito mais sustentabilidade à protecção dos animais que muita da conversa sobre direitos dos animais que as associações animalistas alimentam.
Mesmo Carlos Neves quando, na sua unidade de produção intensiva de leite, investe em sistemas de ordenha que respeitam a vontade das vacas serem ordenhadas quando querem, aproximando-se do sistema de ordenha quando querem, está a fazer mais pela protecção animal que os cartazes anti-touradas.
Não, meus caros, protecção animal não é o que as associações animalistas querem que seja, é aquilo que nós queremos de seja: o nosso dever de tratar os animais de forma humana.
No outro dia na Rádio Observador o cronista do programa sobre anmais de estiamação (tem um nome em inglês) dizia que não há donos, há tutores.
ResponderEliminarExactamente! Permita-me só acrescentar que tratar os animais de forma humana, dever que impende sobre nós, implica reconhecer e respeitar as características únicas, não só de cada animal, de per si, mas de cada espécie, e adequar tal tratamento a essa circunstância.
ResponderEliminarLouçã também fala na senhora que ajuda lá em casa por achar que altera as relações de poder usando palavras diferentes para descrever as mesmas situações
ResponderEliminarBem aplicadas, as políticas dos direitos dos animais levariam rápidamente à extinção da maioria dos animais domesticados.
ResponderEliminarA ser complementada logo que possível com a extinção dos humanos, para prevenir mais atentados à natureza.
"Não antropomorfizem a Natureza, ela detesta isso."
Quando (amigos dos bichinhos) me criticaram por não ter cortado a cauda à minha cadela weimaraner quando era jovem, porque ficava mais bonita também estavam a defender os direitos dos animais.
ResponderEliminarNada de mais errado porque a cauda ajuda ao equilíbrio quando corre (e se correm estes cães) mas para estes amigos dos animais, valem mais as questões estéticas ao seu gosto, que o bem estar do cão. E mais, perde-se um grande espetáculo, porque esta raça é muito afetiva com os seus donos, demonstrando-o mexendo apenas a pontinha da sua cauda quando está deitada ao pé de mim.
Quanto a mim, nem há guardiões nem tutores de animais. Essa é mais uma daquelas invenções patetas que proliferam por estes tempos... Lá em casa, os animais de estimação têm o estatuto de membros da família, fazem parte da casa, são «um» de nós, uma vez que partilham da nossa vida conjunta. No entanto, sublinhe-se, têm ""... não caímos no ridículo de os tratar «como pessoas» como muita gente caricata e ignorante faz. E quando nos referimos a "animais de companhia" é quase num sentido próximo de companheirismo, porque de facto nos acompanham no dia-a-dia e são companheiros dos nossos filhos, crescem juntos, brincam, caem, sujam-se e riem ao longo de anos. É uma ligação única e inesquecível. São memórias que ficam para a vida. ´
ResponderEliminarA melhor maneira de lhes retribuirmos e os recompensarmos de tantas alegrias que nos dão, é arranjar formas de respeitar a sua "natureza" animal, ou seja, que os ciclos naturais da sua vida se cumpram, tais como crescer e reproduzir-se, dando-lhes o espaço de liberdade de que precisam para satisfazerem as suas necessidades. Julgo que é esse o direito que lhes é praticamente negado, hoje, pelos autoproclamados "protectores e defensores" dos animais. No fundo, uns urbanos que nem os entendem nem respeitam e ignoram o que seja o "bem-estar animal" quando os submetem aos seus caprichos humanos e os sujeitam a uma vida de cativeiro em espaços exíguos. Fará parte do anedotário da história a tentativa de transformarem animais carnívoros (cães e gatos) em herbívoros através dum passe de mágica: modificando-lhes a alimentação. Sob todos os ângulos, todos parecem apostados em contrariar a "natureza" intrínseca dos seres e das coisas nas mais diversos domínios da vida das pessoas. E os efeitos alastram-se em quase todas as áreas: como bem lembrou, porventura, o «empregador» Louçã, muito embaraçado, pretendia modificar, através dum passe de linguagem eufemística, o "estatuto" das pessoas que o servem, julgando assim poder «contrariar» ou «alterar» a natureza da relação laboral .
Enfim, as coisas já não "são o que são" ou "parecem ser". Caímos no Relativismo e vivemos moldados pelos tempos da Novilíngua. Apetece mandá-los ir dar banho ao cão.
Uma das razões para cortar as caudas dos cães de caça — como os Weimaraners — é facilitar-lhes a busca e deslocação por entre o mato cerrado, muitas vezes silvados, evitando que se prendam e esfolem. Em suma, por razões práticas e de cuidado com o bem-estar do animal, não estéticas (embora, por tradição, a cauda cortada possa fazer parte do estalão da raça). Num cão de cidade, ou de pura companhia, não utilizado para o efeito que a raça foi desenvolvida — auxiliar o homem na caçada — não é preciso cortar. Mas olhe que nunca vi um cão de cauda cortada a desequilibrar-se a correr ...
ResponderEliminarCortar a cauda dos cães tem um tempo próprio em que é perfeitamente indolor. Aliás o método não é cortar, ela cai por si.
ResponderEliminarE como diz o FPM, o cão poupa-se a dores na sua função natural de caçador no mato.
Mas a ignorância tomou conta do mundo e não há quem lhe corte o rabo, a cabeça e a função reprodutora, já agora
Já o que não tem piada nenhuma, e até denigre a imagem da Shelter 4 Life, é usar uma imagem falsa para ilustrar o seu ponto de vista. Tal sorteio nunca existiu. Haja decoro.
ResponderEliminarO post não é sobre a shelter4life nem a denigre, mas se preferir o que diz a própria shelter4life sobre o assunto, transcrevo o comunicado formal que está na sua página de facebook:
ResponderEliminar"
Eu pertenço à minoria rural (que vive fora da cidade). Sou agricultor e, além da licenciatura, tenho pós-graduação em ambiente.
ResponderEliminarDurante anos tenho lutado para que os meus vizinhos não abatam "bichos peçonhentos" como cobras e lagartos. As cobras até são úteis para combater a praga de ratos do campo que nos invade. Também por razões várias abatem corujas e desfazem qualquer ninho de passaroco que encontram. Parecem continuar a velha luta do homem contra a natureza.
Também já indaguei o ICNF sobre se há estudos sobre a densidade populacional de animais de caça. Parece não existir. Há cada vez menos tordos (que nos comem as azeitonas e pombos bravos (que atacam os cereais), mais preocupante é a raposa e o javali que se continua a fazer montarias apesar de não haverem relatos de estragos. Defendo a vida selvagem.
No entanto, desde que a urbano-idiota lei que impede o abate de animais domesticados, animais alóctones do nosso meio, vejo-me confrontado com cães vadios que atacam rebanhos e galinheiros mesmo na proximidade de humanos. Não têm receio de se aproximar. Os serviços camarários não os recolhem nem os podem abater enquanto estão a aumentar alojamentos, talvez apartamentos com ar condicionado e tv's para os "patudos", enquanto a nossa fauna autóctone vai desaparecendo. Já vi matilhas de cães que se reunem à maneira de lobos.
Não esquecer que o cão e o lobo são a mesma espécie. Não tarda e veremos o "Lobo Ibérico" ligeiramente variado: talvez um misto de Dálmata com Setter ou coisa assim.
Que os PAN queiram humanizar os seus animais de companhia, restrinjam-se à cidade. A partir do momento que eles invadem o mundo natural por abandono, devem ser abatidos. É a melhor protecção quer da população rural quer do nosso MEIO AMBIENTE NATURAL, coisa que o urbano-idiota não conhece, embora se ache sábio.