quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Estado de direito

Tenho estado divertido com o facto de haver um conjunto de partidos que dizem que querem um cordão sanitário ao Chega por ser um partido racista, homofóbico, xenófobo e coisas afins, concluindo que é um partido que põe em causa o estado de direito.


Saltemos por cima do facto de ser perfeitamente legítimo ser contra o sistema e contra o Estado de Direito (o que não faltam é partidos em Portugal que explicitamente defendem a revolução), para nos concentrarmos na constituição.


A Constituição proíbe associações racistas (e também fascistas).


O Chega é um partido legal, logo, o Tribunal Constitucional não o considera uma organização racista.


Ou seja, todos os partidos e pessoas podem achar que o Chega é racista, claro, mas ao actuar no pressuposto de que é um partido racista, estão, de facto, a pôr em causa a decisão do tribunal competente para dirimir essas naturais diferenças de opinião, isto é, estão a pôr-se do lado de fora do estado de direito.


Se de hoje para amanhã eu fosse julgado por ter matado alguém, e fosse absolvido, todas as pessoas que a partir daí se negassem a dar-me trabalho por eu ser um assassino estariam a desrespeitar o estado de direito.


Claro que para partidos e pessoas que, por definição, se colocam numa posição de superioridade moral, nada disto é relevante, porque a bússola moral que guia as suas acções (para o que se pensa e diz a questão é diferente) não está na lei, mas nas suas próprias opiniões.

11 comentários:

  1. Eis um exemplo da superioridade moral da esquerda e a "bússola" que orienta  bem as suas acções. 
    Para ouvir (em podcast):


    Depois ainda há quem se admire que apareçam partidos como o Chega. São estes casos que vão minando a confiança nos políticos  e corroendo a democracia.

    ResponderEliminar
  2. Assim como há pessoas que invocam motivos atendíveis para rejeitarem o nome da Edite Estrela...Consideram que não reúne condições para esse cargo.

    ResponderEliminar
  3. Patrícia de Mira Ferreira9 de fevereiro de 2022 às 19:45

    Já os do Bloco de Esquerda são estupendos…

    ResponderEliminar
  4. Hipocrisia   -    e com "i grande" , como dizia o outro...
    JSP

    ResponderEliminar
  5. São todos estupendos! Depende de quem os avalia. O que não precisamos é de extremistas, sejam de direita ou de esquerda.

    ResponderEliminar

  6. Quando a esquerda  monta esta autêntica cilada do "cordão sanitário" tem em mente um esquema traiçoeiro e dúplice, ou seja:  ao mesmo tempo que "exclui" e insulta,  que esses "vitimizados" são atraídos para o Chega. 
    Simultaneamente, também faz um "cerco" de acusações de "normalizarem" o Chega, todos os que não se juntem ao diktat da esquerda e denunciam as suas verdadeiras intenções. 

    ResponderEliminar
  7. Essa atitude da esquerda é mais uma das suas jogadas com batota.( Esta gente não respeita minimamente a transparência das regras democráticas e age com "reserva mental"). A ronha do "cordão sanitário" não passa de uma armadilha para que o Chega se vá enchendo, enchendo ... cada vez mais eleitores!  A esquerda é viperina e ardilosa e prepara-se para usar toda a artilharia pesada para dinamitar os partidos da direita moderada. 


    Têm 4 anos pela frente para porem o plano em marcha. Hoje é o Chega. Amanhã a vítima será a IL . Hão-de estudar o melhor processo de a desacreditar e a IL, de tanto querer demarcar-se do Chega, dá-lhe toda a importância e promove-o, facilitando assim o "jogo" da esquerda, acabando por cair no alçapão montado. O PSD está em apuros (em pousio) e o CDS foi-se...

    ResponderEliminar
  8. Hipocrisia, sem sombra de dúvidas. Alguém acredita que é genuína esta fronda  dos partidos de esquerda em relação ao Estado de Direito e à Democracia? É só propaganda!!! Só quem anda distraído é que não vê a quem "serve" o crescimento do Chega.
    Diz quem leu o programa deste partido que nada existe de que possa ser acusado de "fascista,homofóbico,racista,etc.", embora seja acusado de o ser na prática e na linguagem. Há mais de um ano que têm sido feitas tentativas de o ilegalizar e foram apresentadas queixas e provas nesse sentido, ao T.Constitucional. Este nunca se pronunciou, não emitiu qualquer condenação, juízo ou repreensão. Certamente que, se os casos e as provas tivessem gravidade, mereceriam toda a atenção do Tribunal Constitucional, que agiria com toda a celeridade na condenação urgente e ilegalização do Chega.


     Até ordens contrárias,  parece tudo estará afinal dentro dos "conformes", segundo o Estado de Direito. Mas, como diz o HPS, para a esquerda nada disto é relevante, o que é irónico e contraditório, porque põem em causa o próprio Estado de Direito e os pareceres emitidos pelas suas Instituições Democráticas  que eles dizem defender (!) Ora daqui só se conclui que "a" Lei são as suas mui esclarecidas opiniões que se resumem a um estribilho, àquele rotundo e rubicundo  "No pasarán!"  
    Tão datados! Tão parados no tempo, os nossos revolucionários serôdios! Ajuda a explicar este marasma e a nossa estagnação.

    ResponderEliminar
  9. A dissimulação e a manipulação são táticas que eles aprendem nas Lojas. São eles que dão as orientações, controlam, dominam o país e determinam qual a "nova" moral a ser imposta.

    ResponderEliminar
  10. E que tal um suspeito de pedofilia, amigo de pedófilo e que declaradamente se está a cagar para o segredo de justiça?

    ResponderEliminar
  11. Muito bem Henrique. Na mouche. Obrigado. Esta superioridade moral e intelectual que a esquerda acha que tem é de morrer a rir.

    ResponderEliminar

Quantos são? Quantos são?

Tenho cada vez menos paciência para o jornalismo (onde incluo o comentário, até porque está cada vez mais difícil separar notícia de opinião...