
Quem quiser, olha para este gráfico e entretém-se à procura das explicações para as diferenças de pormenor de cada uma destas curvas de evolução da incidência da covid, encontrando medidas administrativas ou emergências de variantes para as explicar.
Quem quiser, olha para o mesmo gráfico notando a consistência geográfica dos países escolhidos que resulta da escolha dos países europeus com maior incidência hoje e a semelhança das curvas entre a semana 40 de um ano e a semana 19 do ano seguinte.
Os primeiros estão convencidos de que o homem comanda o mundo, os segundos estão convencidos de que o mundo é maior que o homem.
Dificilmente as conversas entre pessoas dos dois grupos podem ter uma base racional, porque o ponto de partida de cada um dos grupos está muito para lá da mera racionalidade cartesiana.
A convivência serena entre os dois grupos só se consegue aceitando o princípio base dos casamentos longos: "tu queres ter razão, ou queres ser feliz?".
O que é interessante é que os vírus de antigamente duravam um ano. A medicina evoluiu, as novas tecnologias evoluíram, a ciência evoluiu, mas os vírus agora duram mais de ano e meio, têm variantes, têm variantes de variantes mas o vírus é sempre o mesmo.
ResponderEliminarO que evoluiu também foi a narrativa. Primeiro era preciso aplanar a curva, como a curva não aplanou era preciso vacinar 75% para atingir a imunidade de grupo, depois já não era 75% tinha de ser 85%. Foi atingida a percentagem de 85% mas afinal não temos imunidade de grupo. Agora para o vírus desaparecer temos de vacinar África.
É simplesmente ridículo. África com os esgotos a céu aberto, sem sistema de saúde, com electricidade aos bochechos, sem sistema de frio para guardar as vacinas. E com vírus altamente mortíferos como o ébola, o zica, o dengue e outros, realmente o problema maior dos africanos deve ser a falta de vacinação covid.
Nessa lista (bem sei que não a pretendeu exaustiva) falta a malária
ResponderEliminarOs países que lá constam tem algum propósito?
ResponderEliminarCaro Henrique,
ResponderEliminarPermita-me que o informe que deixou de ser categorizado com um potencial negacionista, em face das mais recentes descobertas da ciência: https://observador.pt/2021/10/21/coronavirus-pode-ser-sazonal-com-relacao-com-baixas-temperaturas/
Parabéns
Ricardo Grade
Não, são os países europeus com maior incidência relativa no dia em que fiz o gráfico
ResponderEliminarO negacionismo da sazonalidade de todos os coronavírus humanos está para a realidade assim como a afirmação da Real Academia Sueca de que "espaço e tempo não é Física", o que impossibilitou Einstein de receber o Nobel pelas teorias da relatividade.
ResponderEliminarEm todo o caso já tenho saudades dos negacionistas Carmo "hidroxicloroquina" Gomes e do Carlos "ivermectina" Antunes, a quem Utar Pradesh e Goa, entre outros, muito têm a agradecer.
Amen & A-women, palavra da salvação.