quarta-feira, 29 de setembro de 2021

A NASA é imoral?

"When they see billionaires joyriding to space while millions go hungry on earth…"


O Senhor Secretário Geral da ONU, no discurso de abertura da Assembleia Geral, achou que faria sentido perder tempo a dizer o que está a frase acima (fui verificar à página oficial da ONU, não acreditei que os jornalistas não estivessem a exagerar).


Devo concluir que o Senhor Secretário Geral da ONU é dos que acham que não é verdade que os americanos tenham chegado à lua e foi tudo encenado num estúdio de cinema?


Devo concluir que o Senhor Secretário Geral da ONU não sabe quem foi a Laika, o Gagarin e desconhece a estação orbital internacional?


Devo concluir que conhece a estação orbital internacional mas desconhece o envolvimento dos Estados do Canadá, União Europeia, Japão Rússia e Estados Unidos?


Ou simplesmente o Senhor Secretário Geral da ONU acha que privados terem programas espaciais é imoral enquanto houver fome na terra, mas os Estados terem progamas espaciais é um grande contributo para o fim da fome na terra?


Se fosse só ele, seria igual ao litro porque ninguém liga grande coisa ao que diz nos discursos (com excepção dos jornalistas e, pelos vistos, eu), mas a quantidade de gente que usa este argumento da treta sem reparar que o dinheiro que esses bilionários gastam na exploração espacial é incomparavelmente menos que aquilo que é gasto pelos Estados, não me deixa grandes esperanças sobre a literacia mundial em ética e em finanças públicas.

15 comentários:

  1. " Um homem fraco, influenciável, indeciso e superficial" ,  VPV 
    "  O problema do Eng. Guterres é não ter carácter", Medina Carreira.
    Eis o lacaio perfeito para fazer de S.G.  da onu.
    E lá está, a ler as redacçõezinhas que lhe põem à frente...


    JSP

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  2. O facto de Guterres somente ter explicitamente criticado os programas espaciais privados não significa que ele não considere que também os programas espaciais estatais são criticáveis.
    Simplesmente, como ele é secretário-geral de uma organização de Estados, considera, muito razoavelmente, que se deve abster de criticar os membros da sua organização.

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  3. Enviar uma data de ricaços dentro de uma cápsula para cima e para baixo não é investigação e desenvolvimento. É gastar recursos que são finitos para se poder dizer que se é podre de rico. 

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  4. Caro Sr


    Que belo puxão de orelhas deu ao brilhante aluno que apenas teve dois empregos a sério:
    1º_ Gabinete da área de Sines ( 6meses ), em extinção   - década de 70
    2º_Professor no IST ( um ano ?), em cadeira "inventada" especialmente para ele pelo primeiro ministro à época, que o tinha atirado ao "pântano".


    Tudo o mais foi pequena, ou grande, política, e funcionário de instituições. 
    Como poderá ele perceber que são as grandes empresas, cujos empreendedores são bilionários, que fazem a riqueza dos países que têm programas nacionais espaciais que ele admira.


    O grande problema dos dirigentes políticos actuais é esse mesmo: nunca tiveram uma vida profissional, para além do partido e do estado; nunca criaram riqueza: apenas a consomem.


    Melhores cumprimentos


    Vasco Silveira
     

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  5. Este tipo de comentários justiceiros sobre os gastos milionários só revela uma incompreensão de um principio básico de economia: de que os perdulários apenas estão a cumprir o seu papel na redistribuição da riqueza pelo que, em limite, devíamos celebrar esta corrida ao espaço pelo seu papel no combate à desigualdade na Terra, pelo menos enquanto as pessoas que lhes vendem os recursos envolvidos no turismo espacial (sobretudo tempo) não forem marcianas.

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  6. Um hipócrita, portanto.

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  7. Absolutamente. Mas explicar o óbvio a mentecaptos políticos jornalistas e papa tudos não é fácil. Bom contributo

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  8. Não deve haver só limites ao cargos políticos, devem também existir limites ao tempo que alguém é empregado do Estado. Afinal cada português deve ter direito a trabalhar para o Estado.

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  9. O eng. Guterres foi uma insignificância que por aqui passou e nos deixou um pântano. Duas décadas depois, importaria mais saber onde se encontra Portugal e como evoluiu. Mas, enfim, temos este talento natural para darmos muita importância a questões de lana caprina, perdendo tempo com as inanidades do "diz-que-disse" o eng. Guterres. Aliás, o homem tem um rol de vacuidades atrás!

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  10. Estas recentes e ridículas declarações de António Guterres estão, infelizmente, longe de ser as únicas que ele proferiu enquanto secretário geral da ONU, e até nem são as piores: todos os disparates que o ex-secretário geral do PS já «disparou» relativamente a ambiente, «alterações climáticas» e «aquecimento global» desde que tem base em Nova Iorque já dariam para editar um livro humorístico (ilustrado). Enfim, é mais um exemplo, e uma prova, de que nem sempre nos devemos orgulhar de quando um português ocupa um «cargo de prestígio» internacional. 

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  11. Cão não tem nariz:é focinho.
    E senhora não tem cu : é rabo!


    Nunca é tarde para aprendermos/civilizarmos.

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