Proibir o consumo de alcool na via pública, e a sua venda depois das oito da noite, é puro abuso, não tem a menor justificação sanitária.
Obrigar os cinemas, teatros e restaurantes a fechar às dez e meia da noite é puro abuso, não tem a menor justificação sanitária.
Impor o fecho de centros comerciais às sete da tarde é puro abuso, não tem a menor justificação sanitária.
Proibir a presença de público em bancandas ao ar livre é puro abuso, não tem a menor justificação sanitária.
Insistir que é obrigatório o uso de máscara ao ar livre é puro abuso, não tem a menor justificação sanitária.
Interpretar a norma abusiva que determina a obrigatoriedade de máscara ao ar livre - que é apenas aplicável nas circunstâncias em que é impossível manter o distanciamento recomendado pela DGS, isto é, menos de dois metros durante mais de quinze minutos - de forma ainda mais abusiva, é puro abuso, não tem a menor justificação sanitária.
Aparentemente a generalidade da sociedade, a começar pela imprensa e acabar nos partidos, incluindo os mais liberais e atentos aos abusos do Estado, não quer saber dos abusos do Estado.
Esse sim, é um problema social muito grave, bem mais grave que o de uma doença altamente contagiosa, que em circunstâncias especialmente favoráveis pode aumentar bruscamente a mortalidade execessiva durante algum tempo, em mais de dois terços dos casos antecipando umas semanas a morte de pessoas especialmente fragilizadas e com uma esperança de vida bem menor que um ano.
No nosso caso, a sensibilidade aos abusos do Estado é bastante baixa, por isso elegemos Sócrates, por isso continuamos a eleger o seu braço direito e por isso a nossa imprensa insiste em repetir que é obrigatório o que não é, porque acha que a sua função é condicionar as pessoas comuns em vez de escrutinar o poder para limitar o seu uso abusivo.
É a vida, as coisas são o que são e, de maneira geral, até são muito mais simples do que parecem.
Viva. Sobre a regra dos 2 metros + 15 minutos + ar livre, onde se pode encontrar essa informação de fonte oficial? Talvez por falta de jeito, não consegui encontrar. Bem-haja.
ResponderEliminarMas desde quando as decisões dos nossos decisores têm alguma justificação sanitária, a não ser o pânico de perderem votos?
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ResponderEliminarTalvez não. Mas pode ter muitas outras boas justificações, incluindo o sossego dos habitantes (os bebedores muitas vezes estão em grupo e a falarem em voz bem alta - conheço quem tenha mudado de casa por causa de episódios recorrentes deste tipo) e a limpeza das ruas (os bebedores costumam deixar as garrafas de álcool espalhadas pelas ruas - eu próprio já encontrei centenas de garrafas de cerveja vazias ao longo das ruas que percorro).
Eu vivi na Pensilvânia (naquele país livre que os EUA se gabam de ser), e lá era proibido, não somente consumir álcool na via pública, mas também ter à vista uma garrafa de álcool, mesmo que rolhada, quando se estava na via pública. Uma pessoa que comprasse uma garrafa de cerveja ou vinho era obrigada, por lei, a transportá-la para casa dentro de um saco.
Não lhes admito que me tratem como um miúdo. Há muito que deixei de lhes dar atenção. Faço a minha vida normal, desobedeço sempre que posso (evito tretas com polícias) e... bola para a frente.
ResponderEliminarfinalmente descobriram o 'cerco nos sanitários'
ResponderEliminar« tarde piaste bacalhau de lata!
A nossa crónica insensibilidade aos abusos do Estado tem nome: iliteracia e analfabetismo funcional.
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ResponderEliminarNem mais. Por uma questão "sanitária", há mais de 1 ano que ando a fazer isso...
É mais grave que isso: é falta de cultura (em sentido lato) e de qualquer conhecimento histórico. É o que dá viver com uma (des)educação e anti-cultura comunista e há 47 anos...
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