segunda-feira, 15 de março de 2021

Para nos irmos lembrando

rt e mais.jpg


Encontrei por aí este gráfico em que se junta a evolução do R(t) a (linha encarnada pálida, escala da direita) e a média a 14 dias de novos caso (linha branca, escala da esquerda).


Sobre este gráfico (penso que o autor seja José Maertens, que não conheço e a quem agradeço o gráfico base) eu colei umas linhas verticais encarnadas (fecho de escolas) e verdes (abertura de escolas).


Se em relação ao primeiro fecho, a meio de Março de 2020, ainda se pode admitir que tenha tido qualquer influência no andamento do R(t), é evidente que nos outros casos isso não se verifica.


Nem o meio de Setembro mostra qualquer subida relevante do R(t) com a abertura do ano lectivo (há uma descida e depois, mais à frente uma subida, subida essa que é generalizada na Europa e corresponde à entrada do Outono e ao início da época das doenças respiratórias infecciosas), nem o fecho das escolas para as férias do Natal mostram qualquer efeito no R(t) (continua tudo igual, com a maior e mais brusca das subidas do R(t) em toda a epidemia a ocorrer depois, com as escolas fechadas), nem o fim das férias do Natal se traduz em qualquer reforço da subida que ocorreu durante as férias (por acaso ocorreu em cima do pico do R(t), que começou a descer por volta de 6 de Janeiro, com as escolas abertas) e o fecho das escolas a 22 de Janeiro não marca nenhuma alteração substancial numa trajectória de descida que vinha a ocorrer (sim, eu conheço o argumento da segunda derivada mostrar o acentuar da descida, mas quem precisa de explicar coisas destas com a segunda derivada é porque não sabe nem de epidemias, nem da utilidade da segunda derivada para este efeito).


E com as escolas fechadas, o R(t) retoma a subida, ali por 12 ou 13 de Fevereiro.


Mas isto é passado, todos sabemos que o importante é o futuro e o futuro é negro: a partir de hoje é possível beber um café ao postigo e isso vai ser determinante para nos levar a um novo confinamento brutal, questão gravíssima a que o governo se tem mostrado indiferente.


Não se compreende como o governo não compreende que a única forma de evitarmos um novo confinamento brutal é estarmos sempre em confinamento brutal.

8 comentários:

  1. nas carruagens dos comboios suburbanos e metro respeitam-se os 2m de distância
    'quando a distância é grande o Santo desconfina'

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  2. Seria interessante, a meu ver, fazer gráficos semelhantes para outros países europeus, para ver se neles a abertura das escolas influencia o R(t).

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  3. A segunda derivada é importante porque com o R(t) igual a 1 vamos estar na fronteira do vermelho no gráfico do PM e se a segunda derivada for 0, vemos que não há problema.

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  4. Tudo para casa! E é já!15 de março de 2021 às 16:01

    Ainda ontem ao fim da tarde, passeava num jardim e a polícia mandou-me para casa porque a pessoa que estava comigo veio, de carro, de Alvalade ao Restelo e não podia passear fora da área de residência, ainda que não esteja proibida de ir até ao limite geográfico do concelho de Lisboa... Note-se que além de nós e dos polícias apenas lá se encontravam outras duas pessoas...


    Só de pensar na quantidade de multas que os sem-abrigo terão que pagar por não terem onde se confinarem!...

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  5. escreve assuntos de interesse
    admiro a sua persistência

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  6. O Henrique Pereira dos Santos leia esta pérola.


    https://www.dn.pt/edicao-do-dia/15-mar-2021/se-ate-ao-final-de-abril-os-idosos-estiverem-vacinados-venceremos-a-batalha-contra-a-covid-19--13457132.html


    Entrevista a Henrique Oliveira:


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  7. Apenas uma breve nota sobre a segunda derivada de uma função.


    Considere-se a parábola dada por y=x^2 (leia-se y igual a x ao quadrado) ilustrada na imagem seguinte: http://prntscr.com/10nccuv
    A sua segunda derivada é y''=2, uma constante, muito embora a parábola apresente um tramo decrescente, onde a primeira derivada y'=2x é sempre negativa, e um tramo crescente onde a primeira derivada é sempre positiva.



    Considere-se agora a parábola simética da anterior y=-x^2 ilustrada na imagem seguinte: http://prntscr.com/10ncjwb
    A sua segunda derivada é y''=-2, também uma constante, mas agora negativa.


    Para além de outras considerações, que irei omitir, o significado elementar da segunda derivada é o seguinte: se é positiva, a curva tem a concavidade voltada para cima; se é negativa, a curva tem a concavidade voltada para baixo; se é nula (pontos de inflexão), o sentido para onde aponta a concavidade da curva inverte-se, como poder ver-se nesta imagem: http://prntscr.com/10ndnya 

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  8. há 60 mil infestados fora do hospital que se passeiam por onde lhes apetece

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Um comunicado

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