sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Isto não se faz

O Observador publicou ontem à noite esta peça que, como é frequente no Observador, é uma mera cópia do que escreveu a Lusa.


Como não acredito que quer os jornalistas da Lusa, quer os do Observador, sejam tão incompetentes que não conheçam os números da epidemia dos últimos dias, só vejo uma explicação para publicarem esta peça ontem à noite: alguém quer provocar danos na reputação do especialista em causa.


Eu acho que isto não se faz e em defesa do especialista em causa gostaria de dizer que tudo o que diz nesta peça, incluindo as previsões para o futuro, estão em linha com tudo o que têm dito os seus colegas especialistas.


A única diferença deste especialista terá sido a falta de golpe de rins a tempo e horas para adaptar o seu novo discurso a uma realidade que parece um comboio desgovernado a atropelar todo o edifício conceptual em que assentaram as previsões de quase todos os especialistas desta epidemia.

5 comentários:

  1. "Deveríamos"
    O problema é de tempos verbais. "Se o pico de casos tivesse sido nas datas indicadas, deveríamos estar a chegar ao pico de óbitos". Mas parece que o pico de casos foi mais atrás. O que não se pode dizer pois transtorna a narrativa do confinamento.

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  2. Quanto menos PCRs forem feitos MENOS "casos" existirão... Esta realidade é facilmente observável nos dados do portal da OPERAÇÃO COVIDIUS versão tuga!

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  3. O que não se faz é omitir-se que o número de casos (testes RT-PCR e antígeno positivos) depende, entre outras variáveis, do número de testes realizados.
    O que não se faz é omitir-se que a positividade dos testes RT-PCR depende do número de ciclos de amplificação (Polymerase Chain Reaction) a que é sujeito o material genético colhido.
    O que não se faz é continuarmos sem saber qual o limite de ciclos de amplificação (cycle threshold, ct) usado em Portugal.
    O que não se faz é omitir-se que para um ct=35 (valor usual na Europa) a probabilidade dos positivos serem falsos ronda 97%.
    O que não se faz é omitir-se a baixa fiabilidade dos (alguns?) testes de antígeno (ao que parece os Kiwis testam positivo).
    O que não se faz é omitir-se que só a partir de 6/1/2021 é que se começaram a efectuar mais de 50 000 testes diários, tendo esse valor apenas sido ultrapassado antes nos dias 22 e 23 de Dezembro.


    Neste contexto de ausência de rigor, todos os raciocínios que se possam fazer e todas as conclusões que se possam tirar a partir do número de casos não têm qualquer valor.


    Se se pretender aumentar o número diário de casos, apenas há que fazer mais testes. Outra forma de o fazer é aumentar o valor de ct. E vice-versa. É simples e consegue-se demonstrar tudo aquilo que se quiser: que foi o Natal o culpado (número de testes acima de 50 000 a partir de 6/1/2021) e que os confinamentos funcionam (máximo de testes a 22/1/2021 e subsequente diminuição).  
    (fonte: https://covid19.min-saude.pt/ponto-de-situacao-atual-em-portugal/)

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  4. O problema não se põe só no observador, mas em toda a imprensa portuguesa. É só copy/past da Lusa em tudo o que é jornal. Acabou o jornalismo em Portugal no dia em que os socialistas compraram os jornalistas portugueses.

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  5. Até a OMS que nunca primou pela verdade cientifica, vem afirmar que mais de 30 iterações na  preparação de uma amostra para PCR conduz a muito mais falsos positivos.


    Ninguém diz:
    ● quantos ciclos fizeram numa determinada análise.
    ● que tratamento administraram a quem teve mesmo covid (uma análise + é um disparate diagnóstico)


    Na bula de cada 'SARS-CoV-2 Coronavirus Multiplex RT-qPCR Kit (CD019RT)' da Creative Diagnostics vem:
    «Regulatory Status: For Research use only, not for use in diagnostic procedures
    Procurem na NET.

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