sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

A cada 1 de Janeiro ...

A cada 1 de Janeiro lembro-me de António Costa.


No dia 1 de Janeiro, em Portugal, não se publicam jornais.


Ninguém me tira da cabeça que foi essa a razão principal para que a única visita de António Costa a José Sócrates, quando este estava preso, a tal visita em que António Costa foi dizer que cada um tem direito à sua verdade, foi feita num dia 31 de Dezembro.


António Costa, bem dentro de 2011, isto é, já com as coisas bem claras sobre as consequências das políticas adoptadas por José Sócrates, continuava a dizer que Sócrates era um grande líder e um grande primeiro ministro (poupo-vos à intervenção deprimente de Costa no Congresso que elegeu de novo Sócrates secretário-geral do PS, com 93,3% dos votos, em que explicitamente reafirma o seu orgulho na forma como Sócrates exercia o seu cargo de primeiro ministro há seis anos dias antes do pedido de ajuda, mas para que ninguém tenha dúvidas, fica aqui uma pequena declaração desses tempos).


Ainda assim, quando Sócrates é preso, António Costa deixa correr o tempo, e escolhe o dia 31 de Dezembro para o visitar na cadeia, provavelmente por não se publicarem jornais no dia seguinte e desconhecendo que visitar os presos não é nenhuma declaração de apoio às actividades do preso, é apenas uma obra de misericórdia, cuja obrigação de cumprimento é evidentemente maior para os amigos do preso.


Por tudo isto, a cada 1 de Janeiro lembro-me de António Costa e do que verdadeiramente representa e é: um homem que não tem amigos e para quem o poder não é um instrumento para servir as pessoas comuns, mas um fim em si mesmo, para o serviço dos que escolhemos.


Por maioria de razão, num Janeiro em que há eleições, essa lembrança de António Costa lembra-me também que tenho uma opção simples, embora de alcance limitado.


Marcelo é o pântano de que se alimenta António Costa e votar em Marcelo é dizer claramente que se está confortável neste pântano.


Todas as outras nove opções - seis outros candidatos, voto nulo, voto branco, abstenção - querem dizer que não se está confortável com este pântano que resulta da forma como as instituições e a política fazem o seu caminho.


Por mim, voto Tiago Mayan para desagrafar Portugal, não quero saber o que diz o candidato nem o que tem feito, nem se é bom ou mau, quero apenas que seja bem claro o significado do meu voto: cada voto em Tiago Mayan será lido como um voto numa sociedade mais liberal, e não propriamente como um desejo de que Tiago Mayan seja Presidente da República, o que todos sabemos que não vai acontecer.


Que Marcelo será o próximo presidente não há qualquer dúvida.


E cada voto em Marcelo é uma declaração de conforto com o pântano em que estamos, tudo o resto é irrelevante.

23 comentários:

  1. Subscrevo o post e o o eleito ma votação. 
    Bom ano com muita saúde e coragem para lutat por aquilo em que acreditamos. 

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  2. republiqueta dos babanas

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  3. É isso sem tirar nem pôr 

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  4. Na minha opinião essa não é a melhor forma de castigo.
    O voto em Tiago Mayan ou Tino de Rans ou outro palhaço qualquer em nada revela descontentamento. 
    A única forma de mostrar descontentamento é não ir lá. 
    Como você diz, e bem, ele já está eleito. Mas você não acha que seria uma vergonha ele ficar para a história como o presidente eleito com o maior nível de abstenção de sempre?
    Ele que está tão preocupado com o vírus que até vai decretar o estado de emergência só por uma semana, para a "malta" não ter desculpa para não ir votar.

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  5. Bom dia , 
    Vou votar Ventura .
    O susto tem de ser grande .


    Luis Almeida

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  6. Quanto pior, melhor! Quando se bate no fundo, desce-se um pouco mais. A grande questão é que ainda não batemos no fundo. 

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  7. Concordo com o seu texto, mas a votar assim o Marcelo agradece.
    Tenho dúvidas que Marcelo ganhe folgadamente! Ele Vai apanhar um susto! Ele vai levar uma reprimenda do povo!

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  8. Talvez seja apropriado lembrar o que disse António Costa  em convenção partidária de 2009, sobre os governos formados por jogos partidários. 
    Aqui: 
    https://www.youtube.com/watch?v=SoWK7RGvzJU

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  9. e dão espaço a este palerma que só destila inveja

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  10. Há bem pouco tempo, para os maldizentes do governo, Portugal era uma nova Venezuela. Porém, continua a haver nas prateleiras dos supermercados toda a espécie de comida e iguarias de sempre, gasolina nos postos de abastecimento, os hospitais públicos e privados continuam a bombar, os preços mantêm-se estáveis, e não há a desculpa de ter sido Costa a trazer o Covid para a nossa terra, (foi ele o culpado do incêndio de Pedrógão e talvez também dos incêndios na Califórnia, a investigação ainda não terminou). 


    A narrativa Venezuela passou então a chamar-se PÂNTANO...

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  11. O diagnóstico está certíssimo, mas o remédio é homeopático. Não se combate uma gangrena generalizada com chàzinhos de tília. Se o que está podre é o regime, só valerá a pena apoiar quem o denuncie - e o dr. Mayan, por simpático que seja, não é essa pessoa. Ele é mais do mesmo, apenas com uns tostões extra para os patrões. A reforma do regime, a soberania nacional, a punição dos corruptos e um largo etc. não passam por ele. Ventura não é a minha “chávena de chá”, mas por agora é o remédio mais eficaz que temos. Já há muita gente a perceber isso. 

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  12. Verdadeiro Serviço Público .


    JSP

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  13. Subscrevo tudo de uma ponta à outra. Obrigado pelo apelo (implícito) ao bom senso de cada um e por lembrar como estamos atolados num regime podre e rodeados de gente execrável que nos envergonha. Ansiamos por uma mudança de paradigma, pois este país está a precisar de Decência na governação.

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  14. Palhaço, ainda não é Venezuela, mas já é o penúltimo da ue.

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  15. Foi o Costa o autor da moção de estratégia "Defender Portugal, Construir o Futuro" que o próprio apresentou ao congresso do ps em 2011, e da qual o Sócrates era o 1º subscritor. Foi aprovada com mais de 93% dos votos.

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  16. A Venezuela se estivesse na UE também seria um pântano. Do mesmo modo que Portugal se não estivesse na UE, hoje estaria um poucochinho pior que a Venezuela.

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  17. A 3ª lei de Newton aplica-se à situação que se vive no país.  
    É simples: 

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  18. Felizmente não acredito nem na república, nem em presidentes da república, nem em regimes que se alicerçam em assassinatos.
    Votar nas eleições presidenciais é perpetuar a república.

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  19. Idem. Pelas mesmas razões.

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  20. E o Sr. saberá com certeza que os assassinatos a que se refere foram ordenados pela maçonaria e perpetrados pelo seu braço armado, a carbonária. 
    Tiveram como base de "inspiração" o ideário jacobino da Revolução Francesa, com as mesmas palavras de ordem até hoje, e perseguindo o mesmo fim: a destruição da Monarquia (como se viu) e da Igreja Católica. Veja-se a perseguição de que tem sido alvo, desde o séc. XVIII, depois durante toda a 1ª República e agora, nestes tempos que correm não sei para onde. 
    Não sejamos ingénuos, por alguma razão  se incensam os que professam outros credos, e se lhes enchem as cidades com os templos dedicados aos seus cultos, por essa Europa fora. Uma das formas mais eficazes de diminuição  da importância do catolicismo e de lhe retirar a supremacia _ que lhe advinha da sua matriz cultural e identitária em todo o Ocidente _  é colocá-lo (ao catolicismo) em pé de igualdade com as outras religiões até se reduzir  à insignificância. Claro que são inquestionáveis os nobres Ideais de Fraternidade e de Liberdade, mas... no reverso ocultam-se "outras" razões também. 
    Sublinhe-se o forte contributo, concertado em simultâneo, dado pela maçonaria que  "intencionalmente" defendia o Estado laico, justamente para anular a influência da Igreja e assim, o republicanismo tinha o pulso livre para prosseguir o processo de descristianização da sociedade e aos poucos, imporem a sua visão sobre a "moral" e a "ética" muito peculiar. Se dúvidas houvesse, de que somos instrumentados por jacobinos, bastaria ver as "transformações" dos usos e costumes, através de campanhas bem orquestradas por todos os meios e formas, onde os janízaros da CS têm tido um papel preponderante na "mentalização" das massas através da telemanipulação. 


    Evidentemente o mundo muda, transforma-se, avança e evolui. Mas aqui trata-se de uma radical destruição posta em marcha, de ruptura com a nossa herança cultural e de tentativa de eliminar os valores civilizacionais que nos deram forma. E, inconscientes ou cansados talvez,  prisioneiros da voracidade do tempo, vamos consentindo neste "arranjo" que nos vai "levando" mansamente como ovelhas ao redil. 

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  21. Precisamente.
    Abstenção Geral.

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Um comunicado

Tencionava (na verdade, tenciono, o que nem sempre se materializa depois), ainda voltar à discussão sobre a prevalência das opções individua...