E há quem insista em que há defesa racional para isto, com o que se sabe hoje sobre a doença.
Isto não tem nenhuma relação com a gestão de uma epidemia, isto é apenas a cedência política de populistas que fizeram uma escolha clara: se o povo quer segurança, o que é preciso é dar-lhe uma sensação de segurança, que se lixe a liberdade.
Que haja tanta gente razoável a justificar isto só não é surpreendente porque sempre foi com essa razoabilidade que todas as ditaduras se instalaram e se mantiveram, oferecendo segurança a troco da liberdade.
Em tempos de abundância e paz há sempre muito mais gente que, na prática, apoia Sartre contra Camus, justificando-se com as mais nobres razões do mundo, mesmo que, no fundo, no fundo, seja só medo dos riscos e custos de uma liberdade dada como adquirida.
Gosto muito da imagem de #apoiar sartre contra camus# para falar de quem não entende o enorme valor da liberdade. Chapeau!
ResponderEliminarSartre fundiu ou confundiu muitas vezes liberdade com libertinagem. Ele e a mulher, não esqueça.
ResponderEliminarAprecio mais a inquietação de Camus em busca da Verdade que ele privilegiava.
ResponderEliminarHenrique Pereira dos Santos,
Cá estamos no cerne. Tem sido muito claro nas suas opções, nas suas análises críticas.
Eu acredito que não seremos nós 'a virar a página'. Alguém virá. A Vida é um livro feito de tantas páginas e de muito mais leitores...
Abraço
caro senhor
ResponderEliminarnestes tempos aburguesados e politicamente correctos a ditadura, em vez de entrar como um desígnio nacional ( Pátria, Povo, Território ), vem mansa como uma pomada: saúde, vida, egoísmo.
o Réquiem pela Europa começou há cem anos: agora é apenas uma missa de sétimo dia.
Cumprimentos
Vasco Silveira