sábado, 18 de abril de 2020

Serenamente

Quando o Andre Dias começou a revoltar-se com a tomada de medidas sociais gravíssimas sem base científica sólida, propondo outra visão da epidemia (que pode estar errada, claro, mas essencialmente é olhar para a epidemia de um modo clássico, permitindo discutir se de facto há, epidemicamente, algo novo nesta nova doença. Se, improvavelmente, isso acontecesse, seria possível tomar medidas), foi insultado (e é, ainda ontem havia um médico que simplesmente o classificava como uma anedota).
Durante esse tempo, eu, que tinha dúvidas, aprendi muito com o André e as minhas dúvidas sobre a gestão da epidemia foram ficando mais fortes.
A quantidade de pessoas próximas que se chatearam comigo só por pensar de maneira diferente é espantosa.
Por isso foi com enorme gosto que vi esta entrevista, serena, a dizer, essencialmente, o mesmo que o André (e vários outros que foram sendo arrumados no baú das excentricidades, na melhor das hipóteses, ou no baú dos que querem ser do contra para se fazerem salientes).
Transcrevendo, sem ser literalmente porque não vou agora à procura da frase: é uma nova doença, sim, epidemicamente parece ter um comportamento semelhante ao da gripe.



 

31 comentários:

  1. Não sei quem é o André Dias, sei que o apresentou como uma pessoa credível por ter trabalhado nos sítios A e B, sem qualquer referência aos seus artigos (um currículo magro, diga-se), como se o conhecimento surgisse por difusão passiva seguindo gradientes geográficos, mas esse seu uso do termo "modo clássico" é simplesmente grotesco. O Henrique ainda não revelou ter aprendido nada sobre a gripe, nomeadamente sobre a imunidade cruzada e a vacinação, que não permite a comparação directa com a COVID-19 só a partir da taxa de mortalidade. Já lhe fiz este reparo várias vezes e a sua saída é sempre não responder e avançar para um novo post. É um comportamento de puro negacionismo, a que não podia faltar a vitimização e, no seu caso, a mania das grandezas (fazendo-se passar por um iluminado com uma sapiência, inteligência e coragem acima de todos os outros). 


    Não ande à pesca de opiniões. Não parasite o André Dias e outras vozes críticas. Há vozes críticas em todo o lado e para qualquer assunto, inclusive na comunidade científica. A mera existência de vozes críticas não nos diz nada, apenas que o problema é suficientemente complexo para que haja opiniões diferentes. O essencial é perceber quem tem mais hipóteses de ter razão. Mas para isso tem de formar a sua própria opinião e demonstrar que domina o problema. O Henrique tem apenas demonstrado que está enamorado da opinião do André Dias (que já devia ser a sua, como só podia, dado o seu narcisismo). 

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  2. medo da morte politica dos vampiros que passam por ser diligentes e são verdadeita poia
    la solita cagata

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  3. A resposta é um tanto óbvia. Aceitando o facto amplamente propagado na comunidade médica que mais tarde ou mais cedo vamos ficar todos infectados até ao aparecimento de uma vacina, o único factor que varia são os cuidados médicos. Até ao momento tem-se preferido "armazenar" os infectados com sintomas, em hospitais e propagar imagens de filas de caixões, valas comuns, etc. Interrogo-me se ainda haverá gente viva nos países probres sem cuidados de saúde, se o problema dos refugiados amontoados já desapareceu por falta de clientes entre muitas outras interrogações... 

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  4. Ter mais infectados sem ter mais doentes graves é bom, não é mau. Ter mais infectados é óbvio que resulta do contato. Medir a gravidade dos doentes no total de infectados é que é relevante, o resto não. Podem existir mais infectados ou não. Tem que proteger é os grupos de risco.
    Mais infectados, neste contexto, sem aumento de doentes graves são boas notícias. Significa menos letalidade do vírus.

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  5. por acaso pode ser uma coincidência. dado que foi na região Norte e na cidade de Lisboa que o vírus apareceu primeiro e que tem o tal período de incubação de 7-14 dias, o confinamento pode, nesses locais, ter começado a fazer efeito mais tarde. ou seja, o facto de os locais com mais infectados serem quase sempre os locais onde o vírus apareceu primeiro, e de esses locais serem dos mais densamente povoados do país, de certa forma anula explicações de índole sociológica. (aceito todo o tipo de insultos caso a lógica pós-dourada grelhada ao almoço que aqui exibo estiver errada).

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  6. A propósito das estatísticas:
    O numero de infectados que se apresenta depende do numero de testes efectuados que, em percentagem da população, diferem de pais para pais.Do numero dos que adoecem e são tratados, uns tinham feito teste outros não. Uns morrem, outros não.
    Segundo li, há umas semanas, há países em que todos os que morrem em lares de idosos eram contados como infectados. E, também, já se escreveu que, não sei onde, todos os mortos em hospitais onde se tratavam os infectados eram contados para efeitos estatísticos como tendo por causa o vírus. e já li algures que, num pais que não recordo, os mortos em lares não contavam para estas estatísticas.
    Nunca liguei às estatísticas porque estas só se podem analisar quando devidamente enquadradas no se contexto. 
    Finalmente, começaram a aparecer estatísticas que se entendem: numero de morto por milhões de habitantes. Já é qualquer coisa. Mas seria mais entendível, ainda, se acrescentassem o numero de mortes medio por dia desde o inicio da epidemia em cada pais. 
    Este é o meu atendimento. Do resto eu não entendo nada. não sou epidemiologista e muito menos investigadora nessa área.

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  7. o nº de mortos por milhão de habitantes não é grande critério porque chama-se país mas podia-se chamar zona geográfica.
    E aí, sim, geograficamente a distribuição da população varia muito.


    Os melhores laboratórios podem ser os dos navios onde ocorreu o surto. O caso do Charles de Gaulle. 
    Aí, sim. Pode-se retirar alguma coisa acerca do R0 e também dos assintomáticos ou dos casos que levam a morte. Sendo que também é um laboratório restrito dada a idade dos tripulantes (novos). 

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  8. Eu diria que as notícias dos OCS do grupo Impresa já não são uma coincidência para ninguém.  Tal como o facto de alguém tão “científico” usar uma notícia destas para assentar uma tese. PS: e comentar à entrevista no link não? O ex presidente do CDC Europeu também não pesca nada disto?

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  9. Um país tem um governo. Uma zona geográfica, não.

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  10. Pode ser uma coincidência, sim. Nem sequer sei se fizeram algum teste estatístico. Mas há dezenas de coincidências que provam que o isolamento social está inversamente correlacionado com a propagação de uma doença infecciosa, o que não deveria ser surpreendente para ninguém.

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  11. Precisamente. E os países têm diferenças geográficas na distribuição da população, pelo que a média por habitante não é a variável mais importante.


    O nº de mortos face ao nº de testes que dão positivo é que poderia ser. 

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  12. Olha o Sr. Eremita Especialista!!!!  Cá o temos de novo!!!
    Mas vem mais brando, nota-se uma subtil inflexão, um pequeno "achatamento" na curva das suas acesas opiniões definitivas, peremptórias e irrevogáveis! Noto que até já vai admitindo  _ pelo sim pelo não_

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  13. Veja as estatísticas mundiais no Worldometer e concluirá que não há qualquer correlação entre essas duas variáveis.

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  14. Continuação,
    A análise de mortos por milhão de habitantes, em cada país, pode conduzir a uma análise que, completada por outras variáveis ( como, por exemplo, % de testes por milhão de habitantes, ou outras que os especialistas saberão individualizar )  apontará para eventual eficácia acrescida de certas medidas tomadas. Os modelos matemáticos multivariaveis existem para ser utilizados na solução de problemas complexos desta natureza. Com a participação de especialistas de várias competências. Bem explicados, os resultados que se vão obtendo são perfeitamente entendiveis pelo cidadão comum. 

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  15. Eremita, " porque no té callas?"

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  16. Não venho mais brando coisa nenhuma. Quem está mais brando é o HPS, que já "admite" o achatamento e agora nos fala do princípio da precaução, diz que "não sabemos" e faz apelos à "serenidade". Se não se apercebeu desta mudança óbvia, não se pode mesmo esperar nada de si. Aliás, só reforça o meu preconceito de que o uso do ponto de exclamação está inversamente correlacionado com a inteligência. Se não tem vocabulário próprio para me insultar e precisa de reciclar as minhas palavras, peça-me por email mais algumas (mentecapto, néscio, filistino...)  e eu prometo não dizer a ninguém onde as encontrou. Copiando a sua forma de escrever à rapariguinha: assim parecerá menos limitado!!! Não, não me agradeça.Temos de ser uns para os outros. 


    Um grande abraço,

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  17. Porque me custa ver tanta bazófia ignorante à minha volta. Repare, escreve-se: "Por qué no té callas?" Reparou na diferença? Como poderia ficar calado?



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  18. Não estou a "assentar" tese nenhuma com base nesta notícia. Também não sou "científico", já disse que me limito a deixar nesta caverna de ignorância aquilo que não é controverso. Não são ideias giras, à André Dias e HPS. São ideias até bem chatas, como dizer que se não vamos para a rua o vírus vai saltar mais dificilmente de pessoa em pessoa. Esta notícia é apenas a mais recente e a mais próxima. Uns pedem-me para ficar calado. Outros obrigam-me a repetir o que já escrevi. Enfim, há carradas de evidência que provam o efeito do isolamento social. Não me obrigue a trazer mais dados para aqui, basta usar o Google. 


    Não li a entrevista. Se quiser partilhar a ideia essencial... Antecipo apenas um equívoco frequente. Nunca disse que o isolamento social deve ser mantido (defendo até o contrário), digo apenas que não havia outra hipótese em Março e Abril e que a realidade provou que o isolamento social foi a medida mais sensata. Quem quiser provar o contrário não pode fazer as aldrabices que o HPS tem feito (somar gripe e pneunomia, só para lembrar a mais recente), nem acusar os outros de raciocínio circular com base num raciocínio circular.  responder as perguntas que ficam no ar. O HPS nunca responde, vai corrigindo lentamente a sua tese sem nunca dar o braço a torcer. Vai manipulando os dados. Até me surpreende que não lhe peçam explicações, mas devem ser todos amigos dele ou inimigos do Costa. Não faço ideia. É apenas muito estranho.

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  19. Afinal é perita no assunto e eu não.
    Pode ter esse debate com este que também estudou a questão: javascript:nicTemp(); (https://twitter.com/jburnmurdoch/status/1249821596199596034)

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  20. O crescimento de uma cadeia de infecções não depende da escala do país. Já o nº de cadeias depende.


    O vírus não é coisa que nasça espontâneamente em países. Entrou por viagem. Entrou onde havia aeroportos. Não nasce num local ao acaso. 
    A partir daí é como terramoto. Espalha-se por epicentro. 
    Quando sai do epicentro deixa de se saber quem transmite. É quando passa a misturar-se de modo autóctone.
    A escala do país ou nº de população só conta para as diferentes cadeias que se desenvolvem. Mas estas dependem de muito mais características que são de ordem geográfica, climatérica e forma de distribuição da população.
    O Alentejo é naturalmente isolado. Não serve para juntar à escala geral do crescimento da contaminação e, muito menos, dos mortos.


    O outro sujeito tem gráficos com estes pressupostos. 
    O que ele diz é também tradição com exemplos seculares ao longo da História. Uma epidemia tende a ser mais fraca quanto mais tardiamente chega a um local. Daí a tradição de sempre se ter feito confinamento.
    Ao chegar não evita mortes mas o vírus já perdeu eficácia, dadas as suas características de precisar de ar entre intermediários hospedeiros. 


    Por isso também nas segundas e terceiras vagas as localidades que anteriormente tinham sido poupadas por lockdown e por sorte de atraso, tenderam sempre a ter menos mortes. 
    Algumas conseguiram ficar totalmente imunes e essas foi porque não deixaram entrar um único forasteiro. Isso fazia-se dantes em locais de difícil acesso e auto-sificentes.

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  21. A "coincidência" tem um nome- aeroporto. 


    O bicho não tem nascimento espontâneo. Onde entra primeiro, é onde se espalha mais e causa mais estragos. 
    Só depois de se ter tornado autóctone, por fechamento de fronteiras é que aparecem outros factores, desde o natural isolamento geográfico a idênticos, por hábitos das populações ou seu distanciamento natural. Ainda assim, num local pequeno onde calhe de entrar é igual a um lar. A hipótese de não ficar contaminado é mínima. Quanto a mortes é outra história e essa está por se saber.

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  22. Não seja monotemático. Procure diversificar mais os seus conhecimentos. Por exemplo, sobre o ponto de exclamação! Já deu conta, certamente, que ao falar a sua voz tem diferentes "tons", entoações, pausas, hesitações...isso tudo faz parte da linguagem corporal, não-verbal, e  utilizado como elemento cénico (os actores usam-na como ferramenta indispensável para comunicarem os vários conteúdos psíquicos, emocionais,etc. na representação). Muito sumariamente, falamos de comunicação oral. Contudo, essa espécie de  modulação que a voz tem e a que chamamos "prosódia", consegue transferir-se para a comunicação escrita. De um modo imperfeito, obviamente, socorrendo-se de uns pequenos "sinais diacríticos" de que fazem parte... (isso mesmo!) os sinais de pontuação. Aí está para que servem eles: simples imitação da voz. Espero que esta ínfima informação tenha acrescentado alguma coisa aos seus extensos conhecimentos. Não precisa de agradecer.  
    Passe bem.

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  23. Suficiente menos. Creio que seria capaz de fazer uma defesa mais competente do ponto de exclamação apesar de o usar poucas vezes, mas ainda bem que ficou satisfeito com a sua prestação. Sou pela maximização da felicidade, ainda que à custa da ilusão. 

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  24. Sobre essas matérias não sei nada. Sobre utilização de modelos matemáticos, estudei um pouco, utilizei um pouco e foi uma matéria que, há largos tempos, me apaixonou. Ainda hoje gosto de ouvir e ler quem conhece e desenvolve esta área do conhecimento que, cada vez mais, é utilizada em medicina.

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  25. Meu caro, é uma tautologia "", pois ninguém contagia ninguém se estiver sozinho, Não há ninguém que discorde disso. Nem nesta "caverna de ignorância" que acha ser seu dever iluminar. A questão é de proporcionalidade, ou seja, numa relação custo/benefício (em saúde pública, leia-se, porque estas medidas têm um custo, actual e futuro, em saúde pública), quais as vantagens do confinamento total (e da paragem total da actividade económica e social) face ao confinamento parcial. No caso, a Suécia tem o dobro de mortos "per capita" por Portugal (ratio que se vem mantendo já há desde o início do mês). É muito ou é pouco, tendo em conta as diferenças radicais na abordagem? (eu acho pouquíssimo, e uma comprovação do acerto da abordagem sueca, país que, por defeito, não tem como dado adquirido que outros paguem o colapso da sua economia). PS: quando disse que não leu a entrevista da pessoa que discorda da sua tese, disse tudo. 

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  26. É tanto tautologia como por 15 dias mais querer justificar benefícios viajando no tempo e evitando 1 mês antes.

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  27. Em todo o mundo, já agora. 
    eheehe
    A loucura lógica é à super-homem. Nem a Rand se lembraria de tanto.
    Querem viajar no tempo e evitar um confinamento mundial, para evitar um desastre planetário. 
    Se tudo isto me parece super-produção dantesca hollywoodeana, estes cientóinos da gripezinha que só mata quem já ia morrer, e vai passar a matar quem nunca morreria, são ficção de voluntarismo descabelado, com produção cinéfila idêntica.

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  28. Não percebo o que quer dizer. Noto que eu não sou contra as medidas adoptadas, estritamente enquanto meio de evitar a sobrecarga do nosso sistema de saúde. Já me causam muitíssimas dúvidas (tal com o HPS não sei do assunto, mas, por defeito, duvido de tudo) como a melhor abordagem para resolver o problema de fundo (uma vez mais, na lógica custo benefício, em termos de saúde pública). E faz-me especial impressão a evidente fusão entre estas políticas assassinas da economia e as agendas que certos estados falhados e forças políticas sinistras já arrastam desde 2008, bem o exercício propagandístico a que temos assistido, conduzido por uma legião de padres sem labita.

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  29. Não sei se posso responder aqui porque creio (não posso jurar) que os meus comentários estão ou estiveram a ser censurados. Mas aqui vai.

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Donas de casa

Aqui e ali (ler Patrícia Fernandes, no Observador, sobre este ou outros assuntos, quase sempre se lê com muito proveito) aparece a discussão...