Como é sabido, o governo impôs uma margem de lucro de 15% a uma série de produtos, incluindo a estrela da companhia, o gel alcoólico.
O Pingo Doce tem hoje nas prateleiras das promoções gel alcoólico garantidamente com 75% de alcool, a 3,99 uma embalagem de 230 ml e 0,94 uma embalagem de 100 ml.
Há quem vote para ter um Estado que controle os preços, com o que isso implica de sobrecarga burocrática associada, ineficiência na alocação de recursos e, em casos extremos, escassez de bens, há quem vote para ter empresas que satisfaçam as necessidades reais das pessoas de forma eficiente.
estamos perante o estado COVEIRO
ResponderEliminar(1) O estado de emergência acaba daqui a 3 dias, e com ele termina a possibilidade de o governo limitar os preços de venda destes (ou outros) produtos. Este post vem, portanto, tarde.
ResponderEliminar(2) Admira-me que o Pingo Doce cobre 3,99 euros por 230 ml de álcool, porque ainda ontem comprei na Loja dos Açores uma embalagem de 250 ml por 2,10 euros. (Está bem que o teor alcoólico era 70% e não 75%, mas é suficiente.) Nunca pensei que o Pingo Doce fosse tão careiro...
Luis, foste enganado, no Pingo Doce comprei álcool mais barato (já não me lembro do preço exacto, tenho ideia de que foi por volta de um euro.
ResponderEliminarO que está em causa não é álcool, é um gel alcoólico, é outro produto.
A vantagem do Pingo Doce é que te permite escolher o produto que quiseres, e não comprares se encontrares mais barato ao lado, o governo, por outro lado, não te resolve problema nenhum com o tabelamento de preços: não te oferece produto nenhum, nem te aumenta as opções.
https://solidarites-sante.gouv.fr/IMG/pdf/guide_methodologique_covid-19-2.pdf (https://solidarites-sante.gouv.fr/IMG/pdf/guide_methodologique_covid-19-2.pdf)
ResponderEliminarMais ou menos na altura em que o estado de emergência foi imposto, numa farmácia encontrei álcool a 20 euros por um frasco de 250 ml. E a farmacêutica disse que o estava a vender sem lucro, ou seja, ao preço a que o arranjava. Noutras farmácias, nem sequer havia álcool, de todo.
ResponderEliminarPortanto, nessa altura justificava-se (talvez) a limitação de preço.
Atualmente, o álcool abunda e está a um preço razoável, logo a limitação de preço não se justifica e, aliás, vai terminar dentro de 3 dias, logo, já nem vale a pena discuti-la.
O que acontece (creio) é que destilarias de aguardente se reconverteram parcialmente para passarem a destilar álcool a 70 graus. Foi isso que ocorreu na China, e que ocorreu nos Açores também (o álcool que comprei na Loja dos Açores foi produzido por uma destilaria açoreana de aguardentes). Mal a reconversão foi feita, o álcool passou a ser abundante e, portanto, barato.
A propósito da sua frase que começa com « há quem vote para ... » lembrei-me do que pensei há pouco quando li que há pessoas na rua a pedir uma casa a alguma entidade do estado em vez de manifestarem para pedir que haja trabalho para todos.
ResponderEliminarEstou à espera que apareçam as lojas do povo com os preços todos tabelados pelo governo e as prateleiras vazias.
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ResponderEliminar230 ml , 3.99
100ml , 0 .94 - 4 embalagens, 400ml = 3.76
espero que não haja muitos burros a comprarem o de 230 ml.
caro Senhor
ResponderEliminarO povo português terá sempre uma dívida de gratidão á capacidade da distribuição e comércio alimentar que permitiu que o país vivesse este período de Pânicodemia sem sobressaltos de abastecimento de artigos essenciais: seja o pão, o papel higiénico, o bife, ou o desinfectante, nada faltou: 10 milhões de portugueses beneficiaram desta capacidade que o sector manteve em nos manter tranquilos.
Mas , caso queiram proceder a conroles de preços e margens, garanto-lhes que rápidamente esta bonança irá acabar: olhem para Cuba; ou a Venezuela, onde os preços são contolados, mas não há bens para comprar.
Cumprimentos