domingo, 16 de fevereiro de 2020

Isabel Camarinha

"7 euros para os que pior ganham e 650 milhões para o Novo Banco".


Ora aqui está uma boa ilustração do que é hoje boa parte do movimento sindical.


A frase revela confusão entre o valor de um pagamento pessoal e o valor de um pagamento para uma organização e confusão entre um pagamento anual e um pagamento único.


Não admira que a actual secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, não perceba muito de como funcionam as empresas: em 40 anos de vida profissional, nunca trabalhou numa empresa: começou aos 19 anos como funcionária de um sindicato e nunca, mas nunca, teve outro patrão que não sindicatos e confederações sindicais.


Quando um dia Portugal quiser ser um país crescidinho, faz uma coisa simples: a negociação entre patrões e trabalhadores passa a fazer-se empresa a empresa, com comissões de trabalhadores das empresas, e não entre confederações patronais e sindicais onde se podem encontrar representantes sindicais que nunca trabalharam fora do mundo sindical, isto é, que nunca verdadeiramente foram trabalhadores comuns como os que supostamente representam.

8 comentários:

  1. pelo seu comentario se calhar nunca trabalhou para um patrao

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  2. Quem? Isabel Camarinha? Sim, é o que digo no texto, nunca trabalhou para um patrão que não fosse um sindicato.

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  3. Essa ideia de a negociação se fazer empresa a empresa é muito bonita, se todas as empresas fossem civilizadas.
    Numa empresa típica, o trabalhador que reivindicar em nome dos seus colegas, ou que presidir à comissão de trabalhadores, é liminarmente despedido.

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  4. Criticam muito o facto de a Isabel Camarinha jamais ter sido trabalhadora, a não ser da Intersindical.
    Porém, este sempre foi o modo de organização do Partido Comunista. Está nos textos de Lenine: os comunistas devem ser "revolucionários profissionais", isto é, eles devem ser profissionais do Partido. Isto, porém, não significa que eles não conheçam o mundo do trabalho, pois conhecem-no, porque o Partido Comunista gasta imenso esforço a obter informação sobre o mundo do trabalho e a canalizar essa informação para os revolucionários profissionais. Os membros do Partido estão muito bem informados sobre todos os problemas do mundo do trabalho - não por experiência própria, mas através dos informadores que têm em todas as empresas.
    Já no tempo de Álvaro Cunhal era assim. Cunhal nunca trabalhou com as próprias mãos, porém o Partido canalizava para ele informação sobre o que se passava em todos os locais de trabalho.

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  5. Pagamento único, para rir, certamente. 

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  6. Deveremos pensar que o PCP controla muito bem os escassos recursos sociais que tem.
    Por vezes, será sempre necessário haver uma pomba ou um cordeiro para imolar.

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