"7 euros para os que pior ganham e 650 milhões para o Novo Banco".
Ora aqui está uma boa ilustração do que é hoje boa parte do movimento sindical.
A frase revela confusão entre o valor de um pagamento pessoal e o valor de um pagamento para uma organização e confusão entre um pagamento anual e um pagamento único.
Não admira que a actual secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, não perceba muito de como funcionam as empresas: em 40 anos de vida profissional, nunca trabalhou numa empresa: começou aos 19 anos como funcionária de um sindicato e nunca, mas nunca, teve outro patrão que não sindicatos e confederações sindicais.
Quando um dia Portugal quiser ser um país crescidinho, faz uma coisa simples: a negociação entre patrões e trabalhadores passa a fazer-se empresa a empresa, com comissões de trabalhadores das empresas, e não entre confederações patronais e sindicais onde se podem encontrar representantes sindicais que nunca trabalharam fora do mundo sindical, isto é, que nunca verdadeiramente foram trabalhadores comuns como os que supostamente representam.
pelo seu comentario se calhar nunca trabalhou para um patrao
ResponderEliminarQuem? Isabel Camarinha? Sim, é o que digo no texto, nunca trabalhou para um patrão que não fosse um sindicato.
ResponderEliminarviva portugal
ResponderEliminarOs contratos de trabalho são obrigatórios.
ResponderEliminarEssa ideia de a negociação se fazer empresa a empresa é muito bonita, se todas as empresas fossem civilizadas.
ResponderEliminarNuma empresa típica, o trabalhador que reivindicar em nome dos seus colegas, ou que presidir à comissão de trabalhadores, é liminarmente despedido.
Criticam muito o facto de a Isabel Camarinha jamais ter sido trabalhadora, a não ser da Intersindical.
ResponderEliminarPorém, este sempre foi o modo de organização do Partido Comunista. Está nos textos de Lenine: os comunistas devem ser "revolucionários profissionais", isto é, eles devem ser profissionais do Partido. Isto, porém, não significa que eles não conheçam o mundo do trabalho, pois conhecem-no, porque o Partido Comunista gasta imenso esforço a obter informação sobre o mundo do trabalho e a canalizar essa informação para os revolucionários profissionais. Os membros do Partido estão muito bem informados sobre todos os problemas do mundo do trabalho - não por experiência própria, mas através dos informadores que têm em todas as empresas.
Já no tempo de Álvaro Cunhal era assim. Cunhal nunca trabalhou com as próprias mãos, porém o Partido canalizava para ele informação sobre o que se passava em todos os locais de trabalho.
Pagamento único, para rir, certamente.
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ResponderEliminarDeveremos pensar que o PCP controla muito bem os escassos recursos sociais que tem.
Por vezes, será sempre necessário haver uma pomba ou um cordeiro para imolar.