O título deste post é um dos lemas da campanha "Fridays for future", de Greta Thundberg, que em Portugal tem vindo ser, em grande medida, promovida e apoiada pela Climáximo, uma espécie de marca comercial do Bloco de Esquerda para a fileira das alterações climáticas.
Aliás, a estrutura de apoio a Greta Thundberg apoiu-se na Zero, na Fridays for Future Portugal e, exactamente, na Climáximo, para organizar a sua passagem por Lisboa, a caminho de Madrid.
Apesar da razoável opacidade da Climáximo, é público que uma das pessoas que mais vezes aparecem associadas à Climáximo é João Camargo, um activista, como agora se diz de quem faz qualquer coisa por causas escolhidas subjectivamente e sem avaliação de resultados da qualquer coisa que se faz, anticapitalista porque não acredita em magia.
Todas estas organizações insistem, e bem, no tal lema do "Unite behind the science" a propósito de alterações climáticas.
O que me parece estranho é que estas organizações - corrigindo, a Zero é de facto uma organização, os outros são colectivos, não gostam de se confundir com a organização -, pelo menos duas delas (não sei o que faz a Fridays for Future, para além de organizar passeios às Sextas-Feiras), em várias outras matérias, como Organismos Geneticamente Modificados, Glifosato, Eucaliptos, etc., passem o tempo a desconsiderar os resultados da ciência com o argumento de que "a academia está toda capturada pelos interesses da indústria".
Aparentemente a Ciência atrás da qual nos devemos unir é como o Natal, é quando um homem quiser.
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