Vejo por aí nas redes sociais muita gente estranhamente agastada com o entusiasmo provocado por uma canção simples de 3 minutos que vai disputar um concurso internacional no próximo sábado. Pela minha parte não vejo o que isso possa incomodar, pois o facto não acontece em prejuízo de quaisquer outros temas que sejam considerados mais pertinentes ou importantes, ou lesando outras formas de expressão artística mais "nobres". O facto é que a cançoneta do Salvador Sobral é apenas uma bonita canção que na minha casa teve o condão de reunir a família toda na sala a ver televisão por uns minutos, coisa cada vez mais rara nesta era de fragmentação em que cada um vive virado para o seu ecrã. Isso não é pouco.
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