"A função pública começou a ver repostos os salários, o salário mínimo poderá aproximar-se dos 557 euros em 2017, os impostos aumentaram, mas por via indirecta, o que dá alguma margem de manobra aos consumidores. ... estas medidas bastaram, segundo o investigador Jorge Malheiros, para gerar "um certo capital de esperança" que fez diminuir o número de portugueses que todos os anos saem para trabalhar lá fora".
O Público, com certeza para ilustrar o meu post anterior sobre a forma como os jornais fazem a intermediação entre produtores e consumidores de informação e sobre a forma como boa parte da academia se demite do rigor académico no debate público, produziu esta pérola, reforçando a ideia no editorial:
o que explica os fluxos migratórios de 2015 são as decisões tomadas em 2016 e o capital de esperança criado por essas decisões.
Devo dizer que acho fascinante esta ideia da esperança retroactiva, é todo um mundo novo que se abre para mim.
ResponderEliminarHenrique, o que está no texto do Público é a esperança normal, a esperança por definição: as decisões tomadas com base em perspectivas de futuro.
É a propaganda do regime para incautos via o jornal Público.
ResponderEliminar"o que explica os fluxos migratórios de 2015 são as decisões tomadas em 2016 e o capital de esperança criado por essas decisões."
ResponderEliminarAHAHAHAH
Muito bem visto.
Esta gente nem se apercebe do ridiculo em que cai.
E é isso que define um tempo verdadeiramente novo: decisões tomadas em 2015 com base na esperança criada por decisões tomadas em 2016
ResponderEliminarResumindo:
ResponderEliminarDireitralha, só para dizer mal até injecção estragada apanham...
ResponderEliminarTambém dizem que é uma mudança com inteligência :-)
Eu diria antes com "esperteza saloio" (sem ofensa para a região saloia) e muita propaganda para enganar quem quer ser enganado.
E sobre o post, tem alguma coisa de concreto a acrescentar à discussão?
ResponderEliminarInteressa-me os números totais e o saldo, na anterior legislatura e nesta, que se verá daqui a três anos, quatro anos. Foi o Cesar das Neves que disse, em 2014, que o grande surto da emigração era bom para o país. Segundo ele, alivia a taxa de desemprego, facilita a vida dos que ficam e é bom para os países de destino. Quanto aos jovens cérebros, saem porque agora não são cá necessários; quando cá forem precisos, voltam. Tinha esta bizarra e original teoria da vantagem da emigração, mas era pelo menos suficientemente inteligente para não ignorar os números e os efeitos óbvios da austeridade, pois o contrário seria cair no ridículo e isso seria mau para a reputação.
ResponderEliminarE na página seguinte está a entrevista ao Rui Pena Pires. E o que é que ele diz?
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ResponderEliminarNão é teoria, porque é matéria de facto, nem é bizarra, porque é evidência, nem é original porque há dezenas de pessoas a dizer o mesmo (incluindo eu).
Mas o post não é sobre emigração, mas sobre a forma como se fala dos factos.
Diz coisas normais.
ResponderEliminarHenrique, eu nunca disse que não eram factos. Obviamente, se 500 mil emigrarem, são menos 500 mil que aqui procuram emprego e baixa a taxa de desemprego. Ma, pode-se dizer factos e ser na mesma imbecil, não acha?... Não se importa de ler outra vez?
ResponderEliminarJá quanto à alegação de que a emigração facilita a vida dos que ficam, para além de falso, acumula com o ser imbecil, portanto, faz o pleno.
A sério que o Henrique já disse o mesmo?
ResponderEliminar1) Não emigraram 500 mil pessoas (sugiro que consulte os dados em vez de repetir acriticamente o que se ouve por aí);
2) Estamos então de acordo os três (Renato, César das Neves e eu) "são menos 500 mil que aqui procuram emprego e baixa a taxa de desemprego". Óptimo;
3) Se existem menos um milhares de emigrantes a pesar nos subsídios de emprego (ou seja, nos impostos dos que trabalham) e se existem uns milhares a menos a competir no mercado de trabalho, é uma evidência que isso favorece os que ficam.
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ResponderEliminarMuito se escreve e diz sobre a reposição de salários na AP. Mas desde o dia ou ano de 2006 que jamais vi o meu salário ter quaisquer tipo de aumentos. Aliás, não só deixou de crescer, como, decresceu após um ex-Ministro da A.Interna acabou com a DGV e a transformou, retirando os subsídios de risco