Há uns anos, quando víamos os Led Zepplin ao vivo no cinema (com "Sorround"), os autocarros tinham cinzeiros nas costas das cadeiras, e para telefonar da rua tínhamos de ter moedas e usar uma cabine.
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O genocídio
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E em casa havia um telefone. Solenemente instalado em local nobre - a secretária do "escritório", por exemplo, nas casas onde era possível o luxo dessa divisão, onde usualmente o patriarca tinha os seus "papéis" -, usado com moderação, quando necessário e pelo tempo estritamente necessário, não fosse a chamada gastar muitos "períodos". Em regra um telefonema mais prolongado logo suscitaria observações graves, ainda que as senhoras (é um facto) ensaiassem já maratonas telefónicas.
ResponderEliminarHavia uma coisa que hoje valorizo muito: estava-se incontactável. Pela simples imposição tecnológica.
Era possível a paz que decorria disso. Compartimentava-se muito melhor a vida e o que a compõe de profissional e pessoal. E vivia-se.
Vivia-se perfeitamente.
Costa