Num país pobre, sem uma economia privada desenvolvida, o sentimento que prevalece na escolha de profissão é a necessidade de segurança. Ora o Estado, se não falir, coisa que nunca se imagina, oferece confiança aos seus funcionários. E como seria de esperar, depois do “25 de Abril” literalmente milhões de portugueses arranjaram o seu cantinho no Estado ou nas suas várias ramificações. A dívida e o défice obrigam agora a mudar este modo de vida. Mas não se pode contar que uma classe social – no caso, a nossa muito velha classe média de Estado – se deixe estrangular passivamente. Abandonará os partidos do regime, provocará uma instabilidade permanente (que mais tarde ou mais cedo se arrisca a degenerar numa forma de autoritarismo) e resistirá em cada trincheira. O Tribunal Constitucional é hoje a trincheira principal, que a esquerda – fatalmente estatista – aplaude e apoia.
Vasco Pulido Valente aqui no Público
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Na trincheira
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A Direita abstencionista também aplaude ! Mudar de vida é renegociar a divida e sair do Euro
ResponderEliminarNum país pobre, sem uma economia privada desenvolvida, o sentimento que prevalece na escolha de profissão é a necessidade de segurança. Ora o Estado, se continuar a subsidiar privados, coisa que se imagina, oferece confiança aos seus empresários. E como – mude activamente. Manterá influência nos partidos do regime, provocará uma instabilidade permanente (que mais tarde ou mais cedo se arrisca a degenerar numa forma de autoritarismo) e resistirá em cada trincheira. O Tribunal Constitucional é hoje a trincheira principal a destruir, que esta direita – fatalmente anti-estatista – critica e vaia.
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