Há só uma coisa que perturba mais o sossego ao homem do que a desgraça do próximo: o sucesso do seu vizinho. É irónico (eu diria trágico, até) como quase sempre é mais difícil a empatia no confronto com a alegria do outro do que perante as suas tormentas e infortúnios. Enquanto as últimas colocam-nos numa situação de hegemonia, o seu contrário pode significar uma ameaça a qualquer frágil auto-estima. Qual a influência deste paradigma para a felicidade dos homens em sociedade é que é o busílis da questão. Em termos práticos é da maior conveniência que o sofrimento alheio não nos deixe nunca indiferentes ou até nos repugne, o que nem sempre acontece. Mas quantas bem-intencionadas causas ou empreendimentos acabam comprometidas com uma mediocridade que nivele protagonismos e anule os êxitos individuais. Ou seja, também não é de subestimar a importância do são convívio dos indivíduos com o sucesso uns dos outros para a harmonia e desenvolvimento social.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Ainda a propósito do relatório sobre pensões
Sobre pensões eu não sei o suficiente para ter opiniões, ao contrário do que acontece com muito boa gente. Por isso, no meu post anterior, ...
-
"Grossa asneira" foi como um amigo meu classificou o que fizeram Fernando Alexandre e Alexandre Homem Cristo. Quando perguntei qua...
-
Li esta frase num texto de um comentador que leio habitualmente com gosto e proveito, no meio de outras como "segundo qualquer observad...
-
Sabendo de como é coisa complexa e eu sei pouco do assunto, não perdi muito tempo a ver os pormenores das alterações ao código do trabalho. ...
Ao ler o texto veio-me á lembrança o Seguro e a sua corte.
ResponderEliminar