(…) O crédito “neoliberal” possibilitado pelo euro passou a ser a primeira ferramenta dos governos socialistas, do keynesianismo alcatroado e do Estado social. Guterres e Sócrates não reduziram a função pública e também recusaram qualquer reforma ao sistema de pensões, porque tinham à mão o tal crédito “neoliberal”. É por isso que é tão absurda a falácia dos últimos anos. Não, não há abismo entre Estado social e mercados, porque o Estado social é o maior cliente das praças financeiras; sem os mercados, os salários da função pública seriam infinitamente mais pequenos porque dependeriam da nossa receita fiscal. (…)
“Gaspar tem Razão” Henrique Raposo hoje na sua crónica do Expresso
Caro Joao, em nome da verdade, é caso para dizer que falta alguém dar um pouco de CAVACO a essa visão tão parcelar da realidade...
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