sábado, 20 de julho de 2013

A tentação do abismo revolucionário


 


O facto é que não encontramos esta tentação histérica de viver numa permanente crise, ao sabor da gritaria de rua, interrompendo legislaturas com exigências de eleições antecipadas a cada berbicacho, nas democracias consolidadas.
Acontece que é aos deputados eleitos no parlamento, um órgão colegial representativo das facções do eleitorado, que cabe decidir tão disruptiva decisão. É nessa condição que eu participo no jogo: o meu voto para as legislativas apenas caduca daqui a dois anos e vale muito mais do que qualquer sondagem, ou tanto quanto a decisão de um “homem só” revestido do poder absoluto de o revogar. Um árbitro sempre parcial contratado a termo certo, emergente e sujeito à pressão da intriga politiqueira.


 


Imagem roubada daqui


 

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