(...) Tenho alguma simpatia pelos nostálgicos de uma “verdade absoluta”; mas temo que a verdade absoluta pertença ao absoluto, ou à nossa enigmática relação com ele, e não tenho tradução fácil nesta vida precária a que Pirandello chamou, há mais de um século, “desregrada”, “sem doutrina nem fé”, perigosa como pensamentos numa ravina. O “relativismo” é uma crise pessoal num ambiente de crise cultural. E se para esta não tenho uma resposta satisfatória, para aquela nem sei bem qual é a pergunta.
Pedro Mexia hoje na Actual (Expresso)
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