Não sei se algum dos juízes do Tribunal Constitucional (o Conselho da Revolução de má memória era mais célere) terá reparado que a montante das medidas do governo para suster uma despesa pública insustentável, objectivamente inconstitucional é a nossa carência de soberania. Andam para aí todos contentes a discutir frivolidades carregadas boutades e de adjectivos bombásticos (impressiona por isso o discurso de Zorrinho quarta-feira passada na AR – alguém se lembra?) a fingir que nada se passou em Maio de 2011, como se o dinheiro nascesse nas paredes da rua com multibanco e isto um dia ainda nos estoira nas mãos. Um desenlace nada grandioso ou romântico.
Quando isto rebentar e o cidadão comum ficar teso ou congelado, quem vai reinar e gerir a corrupção e o assambarcamento é quem tiver os milhões lá fora. "Eles andem por aí" e o resto são cantigas angolanas.
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