sexta-feira, 26 de abril de 2013

A III República no seu melhor


Mário Soares, no seu segundo mandato presidencial, fez guerra aberta ao Governo de Cavaco Silva. Hoje, é apontado como "um exemplo". Jorge Sampaio deitou abaixo um Governo com apoio da maioria parlamentar, creio que um caso único na Europa Ocidental. Hoje, é “uma referência”. O próprio Cavaco, no primeiro Governo Sócrates, quando se reunia com ele numa “mesa de trabalho” redonda e com pé-de-galo, era considerado por embevecidos politólogos de esquerda quase uma “alma gémea” do primeiro-ministro socialista. Agora, bastou um discurso que não correspondeu às expectativas delirantes da esquerda, sobretudo de eleições antecipadas que nos enterrariam de vez no buraco, para tudo cair em cima do chefe de Estado e qual “respeito institucional” qual nada.
Apesar do tom de melindre de António José Seguro ser prometedor de futuros momentos divertidos, o prémio para reacção mais engraçada vai até agora para o deputado socialista João Galamba que, segundo o “Público”, meteu no Twitter a seguinte pérola: “um discurso miserável de um miserável presidente”. Na II República e creio que na I República também (os meus amigos historiadores poderão ajudar-me), insultos como este ao chefe de Estado republicano (ao contrário do que acontecia na Monarquia com o rei) davam cadeia. Hoje, felizmente, já não dão, mas mostram bem como a arquitectura da nossa triste III República está mal desenhada e como os seus defensores mudam de opinião conforme as conveniências políticas do momento.

7 comentários:

  1. Está mais do que provado que as redações dos media tugas...e de quase todo o ocidente...vivem obcecados em esconder...abafar...a corrupção xuxialista maçónica jacobina...
    e a barbárie e a tirania e a selvajaria....em especial, das ideologias islâmica e comunista.
    apareceu o Hollande na frança e
    hélas
    vai acabar a austeridade...grunhiram "analistas"(???) e políticos da esquerdalhada.
    vem aí o crescimento
    basta ele dizer: CRESÇA O PIB
    Como sempre, essa cambada mentiu...inventou....intoxicou...descaradamente......e continuam sem vergonha na cara.
    o q fez o Hollande para o PIB crescer automaticamente?
    pois:
    http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=646677&tm=7&layout=121&visual=49 (http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=646677&tm=7&layout=121&visual=49)
    agora venham com o embuste de q a culpa disto tudo é da troika´
    só para esconder...abafar...censurar.........a gestão ruinosa e criminosa xuxa sókas maçónica esquerdóide

    ResponderEliminar
  2. É de lastimar que um jovem político se apresente com saídas deste teor. Como deixam saudades alguns deputados da AR que a dignificaram pela eloquência, pelo saber e pela educação. António José Seguro deve estar atento... só fica a ganhar!

    ResponderEliminar
  3. GRUNHO... esse garoto é um GRUNHO!

    ResponderEliminar
  4. Só uma informação histórica; na monarquia era crime insultar o rei. Afonso Costa, então deputado, na tribuna chamou-lhe ladrão indirectamente e foi logo preso, à ordem do presidente das cortes.
    Quanto ao Galamba... Juntamente com Ricardo Rodrigues (noutro estilo) faz parte deste grupo de deputados que o Sócrates deve ter ido buscar às profundezas das Hades para serrazinar o juízo de toda a gente!

    ResponderEliminar

  5. Informo apenas que esta não é a III República, mas sim a II República, uma vez que o período Salazarista, que usou os símbolos Republicanos(!), para não querer confundir-se com aquela, auto-denominou-se de Estado Novo. Assim, após a Constituição de 1976 e após as eleições para a nova Assembleia a 25 de Abril de 1976 é proclamada a II República.

    ResponderEliminar
  6. E eu informo que o regime não é só republicano quando nos convém. Assim como não é só monárquico quando nos convém. Os piores ditadores do século XX, de direita e de esquerda, eram republicanos e vários derrubaram mesmo regimes monárquicos.

    ResponderEliminar

  7. Nenhuma monarquia chega aos calcanhares da maior republica, os Estados Unidos, um pais governado pelo povo, que nem sequer consegue conceber a existência dessa figura exótica que é um rei, uma peça de museu anacrónica, para eles. Nenhum homem ou mulher tem lá direitos hereditários ao poder, uma aberração.

    ResponderEliminar

No centenário da "Revolução Nacional"

  Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...