(...) Se é verdade que o sistema democrático necessita de reformas, também é bom lembrar que quem ataca o formalismo do voto quadrienal nunca chegou de facto a defendê-lo. Os principais líderes destes grupos são ex-militantes e ex-dirigentes do PCP e do Bloco de Esquerda que defenderam (e, alguns, continuam a defender) a superioridade do marxismo enquanto ideologia política, o centralismo democrático, a liberdade do voto de braço no ar praticado pelos partidos comunistas e o sucesso da democracia cubana. Por muito que custe à esquerda portuguesa, comunismo e fascismo são duas faces da mesma moeda: o totalitarismo.
Até que ponto o PCP e o Bloco de Esquerda estão na origem destes grupos anti-troika é algo que ainda não está totalmente esclarecido. Sabemos apenas que algumas das caras destes movimentos ou são membros do Comité Central do PCP ou são ex- -comunistas - facto ignorado por muitos dos que estiveram nas manifestações de sábado devido ao silêncio complacente dos media.
São estes que lutam por uma alternativa à democracia liberal. Quais? A democracia directa onde as eleições formais quadrienais são abolidas? As assembleias populares selvagens onde as minorias não podem falar livremente? O voto de braço no ar? Ainda não sabemos. (...)
Corajoso editorial de Luís Rosa hoje no jornal i a ler na integra.
Meu Deus!!
ResponderEliminarFaltou acrescentar que eles comem criancinhas...
Muito cuidado.
E não é que comem mesmo!
ResponderEliminarEste gajo deve estar bem-ataviado pelo actual governo. também não será o único. A esquerda neste país é uma merda e a direita uma esterqueira. o regime caducou, mas não se pense que a alternativa monárquica seria o contra-ponto. nem quero imaginar o que seria, de mau a pior.
ResponderEliminarO problema é o conceito de democracia do autor. Esta não e votar de x em x anos e basta. Há que ser vigilante e quando em falta, colocados em xeque. Se não, não e verdadeiramente democracia. Serve de muito votar num programa e depois sair tudo ao contrario. E desta vez não se pode dizer que não sabiam ao que iam, que não sabiam o que se passava.
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