terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Inquietações

 


Tendo em conta a cultura dominante nos meios de comunicação social e nas oligarquias do regime; quando ser de esquerda é considerado uma virtude em contraponto ao adjectivo pejorativo que constitui a posição contrária; jamais se poderia esperar um mandato menos que conturbado a um governo de direita em Portugal. A tarefa revela-se então ciclópica na actual situação de resgate financeiro e emergência nacional, para mais coincidente com um processo de ligeiro reequilíbrio das economias mundiais e o correspondente empobrecimento do ocidente a que se assiste. É por isso que receio que nos defrontemos de novo com o facto de um governo não socialista não vir a completar o legítimo mandato por razões exógenas à democracia e seus preceitos regulamentares. Por mais justificações que se atribuam a estes golpes de Estado o assunto inquieta-me profundamente.
Assim como me inquieta que o partido que arruinou as finanças do país e que negociou e assinou o respectivo acordo de resgate financeiro com o FMI e os parceiros Europeus, tenha conseguido fazer vingar a ilusão colectiva de que a austeridade é um mero capricho, uma opção ideológica, e não a consequência de uma economia moribunda e da impossibilidade de financiamento do Estado nos mercados financeiros. Um embuste que incendeia as ruas e põe em causa a salutar alternância dos partidos no poder. E que mais tarde em confronto com a realidade resultará em mais um profundo golpe no crédito da democracia. 

4 comentários:

  1. Este povozeco, quer lá saber. Está preocupado é com as férias, o cruzeiro ás berlengas, e o pópó novo, e claro, que os alemães emprestem a massa.
    É assim o caminho para o socialismo, na europa solidária.

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  2. E estes - em quem votei (nunca passando pela cabeça, estúpido sou, que haveria gente como  Relvas no governo!) mas em quem não voltarei a votar, tudo fazem para saírem de lá.
    Passei, definitivamente, para o voto em branco. Chega!

    Ah, acha mesmo que  não são socialistas? Se fossem não havia muita diferença. Os observatórios inúteis e mais milhares de coisas, tudo está na mesma.

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  3. Centrar a governação do governo é mesmo típico dos preguiçosos que têm aversão a ver o que se passa com a balança comercial, com a redução da despesa, com a redução dos juros, a confiança dos mercados, etc. Mas para o povo preguiçoso é mais fácil analisar o Relvas, a propósito qual foi mesmo a medida má de Relvas no governo?

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  4. A não privatização da RTP chega?...

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