sábado, 3 de novembro de 2012

Obamacare ou contribuições para uma refundação



Depois de olhar para a Suíça, Alemanha ou Holanda, Obama percebeu que uma cobertura nacional universal de saúde não é sinónimo de uma rede de hospitais estatais. Naqueles países bismarckianos, o sistema assenta num seguro de saúde individual, privado e obrigatório, e o estado financia o seguro das famílias que num dado momento, não podem suportar a despesa. Este sistema dá mais liberdade de escolha às famílias e é menos pesado para o erário público. Tal como acontece com a educação (sai mais barato financiar propinas de escolas privadas do que manter escolas estatais), é menos dispendioso financiar seguros de saúde privados do que manter mastodontes estatais como o Santa Maria. A Obamacare é isto. E, já agora, também é uma cópia do sistema que Romney criou em Massachusetts. Eu não dizia que estávamos a falar de dois sujeitos de direita? Mas, para terminar, expliquem-me uma coisa: como é que a esquerda pode idolatrar Obama?  Se defendesse este projecto obâmico, um político português seria acusado de querer o “regresso ao salazarismo”. Pois, não digo que não: se calhar o pretinho é salazarista. Alguém que avise o homem.




Henrique Raposo no Expresso

2 comentários:

  1. O Falso Rei das Pampas3 de novembro de 2012 às 19:14

    Idolatrar Obama?
    Obama é um sacana.
    O outro sacana é que é muito pior.

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  2. Pois é!

    Se o Obana não fosse preto o cronista até apoiava as medidas que ele defende. Assim não! Tem catinga.

    Há gente tão pequenina que nem nota como é pequenina.

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