Perante o grande sucesso comercial do Fonógrafo no final do século XIX, para a produção em série dos primeiros cilindros de cera pré-gravados, o cantor e a orquestra tinham de repetir centenas de vezes a mesma peça musical, uma vez que a gravação era feita em pequenos lotes de dez a doze cilindros de cada vez. Se juntarmos a este facto a resistência à novidade e o limite de dois minutos por registo, talvez se se entenda a recusa inicial das grandes vozes da época como Enrico Caruso ou Yvette Guibert a gravarem o seu reportório.
Algumas canções portuguesas celebrizaram-se através do fonógrafo gravadas em cilindros de cera. Em Portugal a empresa Fonógrafo de Edison organizava audições itinerantes que causavam furor e enchiam as salas de espectáculo pelas cidades onde passavam. Destas gravações há registo do enorme sucesso de “O Burro do Senhor Alcaide”, “O Solar dos Barrigas”, “O Brasileiro Pancrácio”, “Caninha Verde” e “O fado do Hilário” cantados pela actriz Isaura e actores Queiroz, Alfredo Carvalho e Augusto Hilário célebre fadista de Coimbra. E como eu gostava de encontrar um cilindro português para a minha pobre colecção…
Fontes Wikipédia e “ Fonógrafos e Gramofones” de Luís Cangueiro.
Bom dia tenho vários cilindros portugueses, na minha colecção, tudo edições comerciais da Pathé e também conheço os da casa Edison. No entanto, não estou a identificar os cilindros que refere ( com execpção do cilindro do Hilário, que sei a história da sua gravação). Podia elucidar-me sobre isso ? Obrigado. João Pedro
ResponderEliminarInfelizmente não posso adiantar muito mais, não os possuo, e a minha fonte não esclarece muito mais.
ResponderEliminarCordiais Cumprimentos,