segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Morte lenta

Acontece com os indivíduos e com as nações: o processo de crescimento tem a ver com a adequação do desejo e vontade às contingências da realidade. Uma tão gratificante quanto dolorosa aprendizagem de convivência com o sucesso e frustração. Sob reservas mentais e ilusões de conveniência, sem concessões aos factos, por mais duros que sejam, o risco é de perpetuar um estágio de ambiguidade adolescente, um equilíbrio precário, uma morte lenta. Evitada a realidade, sem tocar o chão com medo do desespero, a bolha não rebenta comprometendo a maturidade e a autonomia. Em troca fica uma existência alienada e estéril.


 


Texto reeditado

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