Já é natural, nestes maravilhosos tempos modernos os pequenitos comerem à mesa da sala de jantar, com a complacência dos pais, caridade dos irmãos e algum consentido chavascal à volta do seu lugar. São os danos colaterais da gestão da “aprendizagem” e da “socialização”. Em minha casa há alguns anos que uma conversa séria à mesa não dura mais do que o tempo duma música pop.
Isto tudo a propósito do meu filhote pequeno, que tem pelo na venta, mas não tem a lateralidade definida, e que só recentemente começou a fazer correspondência entre número e quantidade e vem demostrando progressos na estruturação temporal (vem tudo no relatório do colégio – um mimo). Para já sabe que está de férias, e que isso quer dizer que não vai à escola.
Por tudo isto o meu espanto foi enorme um dia destes quando o seu ego colossal interrompeu a conversa ao jantar para me declarar literal e peremptoriamente que “precisava de dinheiro”. Ficámos todos atónitos e eu estive quase para lhe responder à séria que “eu também”; mas o miúdo não me deu tempo com uma pronta justificação: “É para pagar aulas de Inglês”.
Ainda hoje não sei onde ele foi buscar tão assisada ideia, mas desconfio que foi a uma série de desenhos animados.
sábado, 30 de junho de 2012
Cenas da vida doméstica
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http://stasis-leonina.blogspot.pt/ (http://stasis-leonina.blogspot.pt/)
ResponderEliminarJá ninguém aprende inglês. O inglês é uma língua morta, com a mesma ortografia há 300 anos.
ResponderEliminarEle que aprenda brasileiro.