O Amor não será o que sucede nessas histórias mais ou menos acidentadas que acontecem entre homens e mulheres. A maior parte das vezes esses "amores" não são senão egoísmos entrelaçados. (...) É um fluxo constante que sai do que ama para o amado, a fim de o envolver e confirmar a cada instante que ele é digno de existência. (...) Mas não se deve ver o Amor apenas pela sua luz, pois, se ilumina, fá-lo para combater uma escuridão tremenda. Eis a razão pela qual, na dor e no sofrimento, se reconhece, mede e avalia o Amor de que é capaz. (...) O Amor é a suprema contradição. Não é sequer humano. Não fosse ele o acto divino por excelência e estaríamos a falar de algo humanamente comum. Não o é. (...)
José Luís Nunes Martins, Jornal I de 15 de Abril
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