sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Wikileaks: os fins e os meios


 


Compreendo a defesa de Assange feita por um anarquista, ou extremista, dos que se batem por um “amanhã que canta” fundado nos escombros da nossa civilização, nunca menos que isso. A Wikileaks é fora da lei: não passa de uma loja de receptação com porta para a rua que redistribui “espionagem” por grosso e a retalho - como tal é um caso de polícia. Porque a liberdade, o mais precioso e delicado dos nossos bens, só sobrevirá salvaguardada por inevitáveis regras.


E desenganem-se os que julgam ingénuas as virgens ofendidas que choram e reclamam os vícios e equívocos do sistema: a última coisa que lhe auguram é uma regeneração.


 


Ler também o Nuno Miguel Guedes

3 comentários:

  1. se os terroritas tivessem de estar á espera do assange a industria do terrorismo já estaria falida....

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  2. Caríssimo,
    Considero-me um admirador ferveroso da grande democracia americana, agora não confundo liberdade e democracia com os abusos de poder do Estado que em grande escala são revelados por esta fuga.

    A liberdade individual não pode ser posta em causa por politicos corruptos, omnipotentes e omnipresentes e esse é um combate também dos americanos, veja-se o Tea Party.

    Cumps

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  3. não concordo nada com o que diz. quais regras democráticas o Assange pôs em cheque ? nenhumas. usou-as apenas .  e  pôs antes a nu que a "democracia" é uma grande hipocrisia , uma santa de pés de barro que tem gozado do ditado ganha fama e põe-te a dormir. ninguém toca na vaca sagrada da "democracia" do churchill  , mesmo que ela  hoje não seja mais que uma porca de partidocracia ou , como aqui , uma verdadeira latrocracia.

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