Sinal de decadência duma anafada burguesia de ideais perdidos foram os recentes anos iludidos com a bolha do experimentalismo social, traduzida em farta legislação fracturante, desconstrutiva. O preço será pago com altos juros, e é chegado o tempo de olharmos para o que se torna aberrantemente prioritário: a pobreza das pessoas. Aquelas que não frequentam bares do Bairro Alto, que não frequentam os blogues ou vernissages. Aqueles que não têm dinheiro para fazer uma sopa, ou dar um presente a um filho. Deslocados, escondidos, sozinhos, vivem envergonhados do mundo, sem pagar ou receber pensão de alimentos. A pobreza é humilhação e solidão; corrói a humanidade da pessoa, é dor profunda. Há demasiados portugueses em sofrimento e é tempo de se atender à realidade e acudirmos às pessoas. De deixarmos as discussões estéreis.
Como vê não há medo que o tolha! Nem sequer é medricas. Apenas se trata de actuar e ajudar. Pode ajudar-se sempre de várias formas. Nunca cansa. Até a voz pode funcionar como terapia para quem sofre. Os que passam pela provação material, esses não deixam de ser ditosos por isso. É a sua cruz, e a oportunidade de vencer a prova da humilhação, da tristeza, da falta de coragem...
ResponderEliminarOs que têm bens materiais e não gerem a generosidade, ou dela prescindem, simplesmente ñão caberão na porta ... estreita.
Caro João,
ResponderEliminarTem razão naquilo que diz. A pobreza, o baixar de braços, a angústia de muitos portugues. A luta de outros que teimam em não desistir e um outro ciclo que se perfila no horizonte: no meu blog, escrevi sobre isso e, chamei-lhe a geração anti-rasca. Aqueles que nasceram sob uma bandeira cheia de estrelas e a quem ensinaram que o mundo também lhes pertence. Não são patriotas, não aprenderam a ser. Estão a sair. Vão continuar a sair e a deixar um país, ou uma aldeia...neste mundo global
Acho q não o estou a perceber.
ResponderEliminarFala dos "recentes anos iludidos com a bolha do experimentalismo social, traduzida em farta legislação fracturante, desconstrutiva". Ok, calculo q pensa q a legislação mais progressista no campo social foi uma perda de tempo... se bem q utilizar a palavra «bolha» não faz sentido (a não ser q ache q estamos à beira de uma crise social gravíssima por causa dessas modernices da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo e da despenalização do aborto).
Depois diz "O preço será pago com altos juros" e eu imagino q seja em consequências sociais... mas, logo na mesma frase, começa a falar em pobreza...
Eu já tenho pouca paciência para os novos liberais q conseguem dar uma cambalhota e empurrar para o estado social a culpa da actual crise económica. Por favor, diga-me q não está a fazer um mortal encarpado e a dizer q a origem desta crise não está no desregulamento dos mercados financeiros, não está no excesso de dívida pública, mas sim nas modernices sociais q se andou e andam praí a discutir.