Muitos justificam a greve geral que hoje se realiza por este país fora como uma inevitável catarse face ao acumular de descontentamento com a incontornável falência do socialismo que vivemos há quase quarenta anos. Aliás, uma greve geral destas só tem efeito num país como o nosso, fundado num gigantesco e incontrolável Estado, hoje falido e em risco de desmantelamento. A somar a estas considerações, há que ter em conta o nosso desgraçado e ancestral ADN esquerdista, espelhado numa cultura de desresponsabilização e de vitimismo, na ancestral dificuldade ou recusa de cada um em assumir o seu protagonismo na alteração do seu destino.
De resto, como eu afirmei aqui há dias, com o que aí vem, não se aconselha a sobrevalorização do protesto de "rua" que, apesar de legitimo possui uma natureza anti-democrática insubestimável. Para mais, Portugal é terra fértil de ressentimentos sociais, invejas e outros mesquinhos embaraços, é pasto nutritivo para as mais delirantes demagogias radicais daqueles que, como crianças birrentas, recusam a realidade como ponto de partida para a mudança.
Finalmente, acredito que aqueles que verdadeiramente dependem da criação de riqueza para viverem, hoje tudo fizeram para ir trabalhar. De resto, também eu estou apreensivo com o meu futuro e zangado com o regime inepto e irresponsável que na troca de votos por ilusões aqui nos trouxe. Na falta de um punching ball, certamente arranjarei uma fórmula saudável de renovar as minhas energias interiores de forma a continuar a acrescentar alguma coisa, aquilo que me compete.
Os trabalhadores portugueses não são responsáveis:
ResponderEliminarPela especulação financeira responsável pela crise em que vivemos.
Pela criação no mundo financeiro de produtos titularizados de dívida e exotéricos derivados.
Pela uso que as instituições financeiras fizeram dos depósitos, quando na expectativa de ganâncias elevadas utilizaram tais depósitos e múltiplos empréstimos na compra daqueles tóxicos produtos financeiros.
Pela deficiente regulação das empresas de ratting que atribuíram classificações ao sabor das conveniências dos seus clientes.
Pelas verbas astronómicas cedidas às instituições financeiras pelo governo responsáveis pelo agravamento catastrófico do Défice Público.
Pela criação de múltiplos organismos parasitários do Estado, que devoram sem qualquer benefício para a comunidade uma verba de cerca de 10% do PIB.
Pela corrupção instalada a todos os níveis na administração do Estado.
Pela má gestão generalizada do aparelho de Estado.
Não os obriguem a pagar os erros dos outros.
Caro amigo, permita discordar!
ResponderEliminarO Direito de Manifestação (pacífica e sem armas subentenda-se) tem previsão constitucional desde a Revolução de 1820 (até 1822 fundado na Constituição de Cádis e na Lei de Bases da Constituição portuguesa).
É um direito de qualquer pessoa insurgir-se contra medida injustas e imorais dos poderes políticos, podemos até dar-nos por muito satisfeitos por não surgir um verdadeiro direito de resistência contra acções ilegítimas, inconstitucionais e ilegais, com as suas devidas características.
A greve não resulta de inveja ou ressentimento, resulta da má gestão da coisa pública e da incompetência governativa desde 1999.
http://www.youtube.com/watch?v=8jB2bUR8vUo
ResponderEliminarNada tem de ser sobrevalorizado! Tem é de ser valorizado. O direito ao protesto social é antes de mais um direito constitucionalmente consagrado. O Portugal do executivo actual, assim como da Oposição actual é um Portugal mouco, convenimente amorfo, que precisa de ser sacudido.
Sim, Portugal é terra fértil de ressentimentos sociais, e não só! Também é terra de inércia, de mal - dizer e de omissão. Que venham muitos protestos destes, mas que sejam feitos de forma a abanar a consciência de muitos que continuam a pensar que as revoluções se fazem durante a noite e com as cantatas da Grandola Vila Morena.
Nada se consegue com «educação social», quando aqueles que nos governam, nos tratam abaixo de animais selvagens, e se dão ao luxo de mandar mensagens com as visitas de ditadores e de outros alegadamente democratas, como Obama ando so on.
Resta saber que tipo de democracia é este - o «português». Desta democracia eu não gosto! Prefiro a «democracia fascista»! Porque essa é declarada, sei com o que posso contar, não se esconde atrás de direitos que estão vedados ao cidadão na prática...
Algo, de resto, muito semelhante, à constituição «salazarista»...
Quanto às invejas portuguesas! Muitas! até nas mais pequenas coisas. Dissertar ou exemplificar sobre as mesmas, seria fazer um exercício à la Palisse...
Essa de vivermos em socialismo há quase quarenta anos é piada não é?
ResponderEliminarÀs vezes tens um sentido de humor um tanto peculiar.
Mas não foi uma maioria dos trabalhadores portugueses responsável pela eleição deste governo?
ResponderEliminarSocialismo!? Esta é a mais pura das políticas de direita, o JT não anda bem.
ResponderEliminarCaro respublica: permitir discordar é o meu sobrenome. não faço outra coisa há quarenta e nove anos - não tenho outro remédio. Eu não disse que o protesto é ilegítimo. Leia bem o texto, e siga o link e estou certo que me entenderá.
ResponderEliminarCumps,
remeto-o para o meu comentário em cima. Leia bem o que eu escrevi e siga o link onde encontra outros fundamentos.
ResponderEliminarSim, a cultura da esquerda é de protesto, não responsabiliza o individuo - antes o infantilizam, explorando os seus ressentimentos, medos e inseguranças... excepto quando vão para o poder, ocasião em que V. preferem depauperar os recursos e redistribui-los pelas V. clientelas.
ResponderEliminarCerto...
ResponderEliminarDepauperar os recursos e redistribui-los pelas clientelas é o modus operandi do PS,PSD e PP aliás o país chegou ao ponto em que está por causa de isto mesmo.
ResponderEliminarPor mim sou contra a greve como forma de protesto. A melhor maneira de mostrar desagrado é - principalmente num dia de greve - meter uma falta, daquelas que não desconta no ordenado, e ir fazer um biscate. Sem passar recibo, claro. Era o que faltava o Estado ficar lá com o meu.
ResponderEliminarYes man!
ResponderEliminarNão preciso. Obrigada.
ResponderEliminarÉ muito difícil analisar uma greve cuja verdadeira causa (e objectivo) é a raiva de sermos portugueses...
ResponderEliminar... mas diz que é antidemocrático . Talvez seja para o tipo de democracia que havia antes desses 40 anos que menciona, e que aparentemente lhe são tempos muito saudosos!
ResponderEliminarCalma! Raiva de ser de Portugal? Eu? Raiva é um sentimento mau, não sujo o coração com isso! Acresce que não me confundo com os que nada fazem para mudar, se quedam e aquietam no silêncio e «cascam» comodamente na raça portuguesa. Meu caro, Portugal até ao fim, apesar de alguém o ter transformado no pedaço de MERDA económica e social que é actualmente.
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