domingo, 10 de outubro de 2010

Pela Pátria

 


1 - Como era de esperar uma “vaga de fundo” conservadora não surgiu e José Ribeiro e Castro, um político que admiro pelo trabalho e coragem na assumpção da diferença, desistiu da veleidade duma candidatura às presidenciais. E fez bem: definitivamente não é duma "presidência" que os católicos precisam, mas sim duma intensificação da sua intervenção no terreno, através do associativismo e organizações cívicas, e duma mensagem mais assertiva do seu património ideológico, nomeadamente no parlamento e nos media. Tudo o mais são quimeras, dispêndio de latim, energias e recursos materiais. Para corta-fitas bastamos nós.


 


2 – Literalmente entalado no colete-de-forças do calendário constitucional, ameaçado à colagem com a mais incompetente governação das últimas décadas, Pedro Passos Coelho estrebucha compreensivelmente contra o cruel destino que se lhe depara: ter que deixar passar um orçamento tão impopular quanto inevitável. A alternativa é um ano de caos político e desordem financeira, um “quanto pior melhor” principio revolucionário que não é cultura do seu eleitorado, e cuja factura não deixaria de ser cobrada nas eleições intercalares, sob os auspícios do FMI. Assim sendo, nestes dias que nos separam da votação do OGE recomenda-se à direcção de PPC algum bom senso e uma consequente atitude de recato e moderação. Pela Pátria, se isso os interessar para alguma coisa.

4 comentários:

  1. Os meus avós diziam que "o que dói faz bem". Dos meus pais ainda ouvi, a propósito do óleo de fígado de bacalhau, que "sabe mal mas faz bem". Parafraseando-os num adágio ainda corrente: "o que tem que ser tem muita força".

    E, infelizmente para Passos Coelho, só dele próprio se pode queixar pois não faltou quem lhe dissesse, uma e outra vez, com quem estava a lidar.

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  2. Acho que as pessoas se esquecem que o presidente não governa. Se os católicos não queriam que o casamento homossexual fosse aprovado, não deviam era ter votado num partido que já tinha no seu programa essa proposta. O problema não está, portanto, no presidente mas sim num governo que também foi eleito com os votos de muitos católicos e que sempre apoiou esta medida.

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  3. Os vizinhos de Massamá devem ser todos boas pessoas....

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  4. Alexandre Carvalho da Silveira11 de outubro de 2010 às 16:00


    Se o Passos Coelho estrabucha agora, imagine o Socrates depois de PPC deixar passar o orçamento, mas dizendo que não presta, que o faz por imperativo nacional como todos não se cansam de dizer.
    E imagine o Socrates lá para Abril ou Maio, quando tiver que pedir mais, e PPC disser assim: eu não avisei?

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